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Se o critério foi a geração de emprego, TI não pode ficar fora da desoneração da folha

As software houses brasileiras serão, mais uma vez, penalizadas caso o governo mantenha a decisão de excluir software e serviços de TI da desoneração da folha de pagamento, sustenta o presidente da TOTVS, Laércio Cosentino. “Em 2015, quando o governo Dilma aumentou a alíquota de 2 para 4,5% já houve um impacto. Agora com o fim do acordo da desoneração, o revés será ainda maior. Haverá uma desigualdade entre software produzido aqui e o feito fora do país. Isso é um retrocesso”, pontua o executivo.

Outro ponto relevante: se o critério do governo adotado para manter transporte e a construção civil na desoneração foi a geração de empregos, o segmento de software e serviços de TI não poderia ter sido excluído, uma vez que emprega quase 600 mil pessoas no país, e boa parte com salários que permitem a arrecadação de imposto de renda.

Cosentino participou nesta sexta-feira, 07/04, de uma mobilização inédita em TI que reuniu a TOTVS, a Stefanini, a BRQ e a Resource, com o endosso da Brasscom, para reinvidicarem um papel de prioridade para TI na agenda do governo. Nas próximas duas semanas, haverá uma mobilização intensa no Congresso Nacional e junto ao Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“Hoje apenas 21% do software é feito aqui no Brasil. Então o importante é equalizar a competição, indiferente da sua origem. O nosso setor é global”, diz Cosentino. O presidente da TOTVS criticou o modelo atual de cobrança de impostos para garantir a sobrevivência da Previdência.

“Seguridade deve ser sustentada pelo consumo e não pelo trabalho. Tributar apenas pelo trabalho não vai fechar a conta nunca. No nosso setor, por exemplo, temos os robôs chegando. O importante é tributar o serviço”, adverte o executivo. Assistam a apresentação do presidente da TOTVS, Laércio Cosentino.

 

Convergência Digital, Ana Paula Lobo e Rodrigo dos Santos



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