4ª Comitiva Setorial – Transformação Digital e Inovação: tendências e oportunidades

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Data: 03 de setembro de 2018 Horário: 09h00 as 12h10 Local: Tecnosinos – Parque Tecnológico São Leopoldo (Auditório da Unitec 1) Endereço: Avenida Unisinos, 950, São Leopoldo – RS Público-alvo: Acadêmicos, líderes empresariais e líderes setoriais A  Brasscom, Fenainfo, SEPRORGS, Tecnosinos e Unisinos, juntamente com o Deputado Renato Molling (PP/RS) realizam no Complexo Tecnológico Tecnosinos, na cidade de São Leopoldo, o encontro “Transformação Digital e Inovação: tendências e oportunidades“. O evento reunirá o ecossistema de tecnologia da informação e comunicação (TIC), promovendo o debate entre lideranças locais e nacionais, tanto setoriais, acadêmicas e empresariais, com o objetivo de desenvolver uma agenda estratégica em torno do imenso potencial econômico e social da Revolução Digital para o Rio Grande do Sul, a partir da atração de empregos e investimento, bem como aperfeiçoamento dos serviços ao cidadão por meio da implementação de governo digital.. Programação: 09:00 – 09:30 | Credenciamento & Welcome coffee 09:30 – 10:30 | Solenidade de abertura                         | Sergio Paulo Gallindo, Presidente Executivo da Brasscom                         | Diogo Rossato, Presidente do SEPRORGS                         | Deputado Federal, Renato Delmar Molling 10:30 – 11:30 | Painel Transformação Digital e Inovação: tendências e oportunidades – Apresentações de cases de sucesso de empresas de tecnologia 11:30 – 12:00 | Perguntas e Respostas 12:00 – 12:10 | Encerramento   Realização: Brasscom, Fenainfo, SEPRORGS, Tecnosinos e Unisinos Contato: comunicacao@brasscom.org.br [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_gallery images=”10180,10181,10182,10183,10184,10185,10186,10187,10188,10189,10190,10191,10192,10193,10194,10195,10196″ title=”Fotos da Comitiva”][/vc_column][/vc_row]

O Fenainfo Notícias dessa semana aborda os aspectos da manutenção da desoneração da Folha.

Nos dias 23 e 29 de maio, Câmara e Senado, aprovaram, respectivamente, a manutenção da desoneração da Folha, implicando, dentre vários setores, o de TI. Como a desoneração pode impactar a economia? Edgar: Ganhamos 30 meses para nos fortalecer, nos articular e mostrar ao novo governo a importância estratégica do setor para o desenvolvimento do País, que é um dos poucos que, há anos, vem mantendo um sólido e constante crescimento, visto ser protagonista de primeira hora da revolução digital que a informática e a internet vêm proporcionando na economia e na vida das pessoas. Os serviços desenvolvidos pelo setor de TI impactam diretamente em diversos setores da economia (comércio, indústria ou serviços). A desoneração do setor não é prejuízo, é investimento no desenvolvimento do Brasil. Nós empregamos mais de 1 milhão de pessoas, e podemos empregar muito mais. Devolvemos para a sociedade bons empregos, além dos benefícios tecnológicos que geramos. Francisco: O cálculo do INSS Patronal sobre o valor da Receita Bruta e não mais sobre o Total da Folha de Pagamentos foi uma medida estruturante, que tornou o setor mais competitivo, mais formal, e que acabou recolhendo mais impostos e contribuições do que anteriormente. Na realidade, para o setor de TI, nunca foi uma desoneração, pois o balanço final impostos e contribuições foi bastante positivo. Até 2020 o setor continuará arrecadando mais, com formalização maior e muito mais competitivo. Jeovani: É importante compreender que a desoneração para o setor é uma medida estruturante. Fomos um dos quatro primeiros setores contemplados com a medida da desoneração, justamente porque, para nós, há um cenário específico que faz com que a desoneração seja efetiva. Infelizmente, na sequência, mais de 50 setores entraram na mesma pauta, muitos por critérios políticos, sem o estudo adequado e técnico que foi efetuado no nosso setor. Se considerarmos os números desde a adoção da tributação pelo faturamento, em vez da tributação pela folha de pagamento, o setor teve um desempenho exemplar. Geramos emprego, eliminamos um grande passivo das empresas com a migração para CLT de postos de trabalho “PJtizados”, transferimos renda, ampliamos a arrecadação de FGTS e Imposto de Renda. Sucesso absoluto. Com a atuação conjunta das entidades conseguimos demonstrar essa realidade aos parlamentares e ao Governo, motivo pelo qual obtivemos essa significativa vitória, o que vai nos manter em uma trajetória de crescimento. Sergio Paulo: A manutenção deixou o setor aliviado, e demonstrou, que tanto o Congresso como o Senado foram sensíveis e compreenderam que a medida, inspirada nas características do setor, concretizou os efeitos esperados. Ou seja, no que diz respeito ao setor de TI, os resultados da desoneração para a sociedade e a economia, se efetivaram. O setor cresceu 12% ao ano, em termos nominais, aumentou o número de empregados em 9mil vagas, durante o período em que a contribuição previdenciária era de 2,5% sobre a receita bruta. Quando a oneração passou para 4,5%, o impacto foi negativo. A curva de crescimento sofreu uma queda de 5,59%. Contudo, a política preservou um impacto, sem sombras de dúvidas, positivo. Em 2017 o setor empregava 596.272 profissionais. Já no primeiro trimestre de 2018 computamos quase 7mil novos empregos. Esses dados nos revelam que a desoneração é essencial para a competitividade do Brasil. Como o setor pode enfrentar a regulamentação da profissão? Edgar: Temos que trabalhar junto aos relatores de dois Projetos de Lei, o 8182/2017 e o 2245/2007, que tratam da regulamentação da profissão, e mostrar que não que não há como definir todas as atribuições exercidas pelos Tecnólogos nas áreas contempladas no Catálogo Nacional de Cursos Superiores da Tecnologia e das áreas que venham nela ser incluídas. Ou seja, tendo em vista que os tecnólogos exercem diversas atividades é bem provável que uma lei que vise regulamentar o exercício de seu ofício não consiga englobar todos os profissionais, impedindo, assim, que alguns possam a vir a exercer suas ocupações. Além disso, no que diz respeito, especificamente, ao setor de TI, o qual visa regulamentar a profissão de Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação, é prudente esclarecer que o mercado brasileiro apresenta inúmeros obstáculos em relação ao comércio de produtos de TI. A burocracia, os impostos e a barreira da língua dificultam a competitividade no cenário global e desestimula os profissionais desse ramo laboral. Entendemos, dessa maneira, que a regulamentação da profissão será mais uma barreira encontrada pelos investidores estrangeiros. Aliás, será mais vantajoso, até para as empresas nacionais, contratarem serviços de outros países. Logo, a regulamentação da profissão de Tecnólogos na área da TI no Brasil não vai gerar e nem proteger empregos, mas sim fazer os empregos migrarem. Ao contrário, a Reforma Trabalhista constituiu-se em um marco legal com o objetivo de assegurar direitos e deveres para todos os envolvidos em relações empresariais de terceirização, reduzindo a insegurança jurídica e aumentando a eficiência econômica. O Brasil tem condições de produzir muito mais tecnologia, mas não diante de ameaças como o aumento do PIS/COFINS, entre outras. Para enfrentar esses desafios, é de fundamental importância permanecermos mobilizados e unidos. A vigília e a parceria entre as entidades do setor, e o constante diálogo com os deputados e senadores devem ser mantidos. Francisco: Regulamentação de profissões é uma herança das famosas guildas medievais, que visavam permitir aos profissionais saberem o que estavam fazendo, além de criar uma reserva de mercado para seus membros. Na realidade, pouquíssimas profissões precisariam ser regulamentadas, no limite, medicina e engenharia. Querer regulamentar uma “profissão” que hoje faz apelo a múltiplos conhecimentos específicos é, no mínimo, pernicioso. Para desenvolver aplicativos, programas-produto, o setor de TI faz apelo a diversos profissionais, analistas de sistemas, engenheiros de software, engenheiros de rede, programadores, especialistas em design, especialistas em contabilidade, em impostos, advogados, analistas de O&M, “treinadores de redes neurais”, “professores de machine learning”, etc. Seria como tentar regulamentar a profissão de “fazedores de avião”, com suas centenas, milhares de especialistas de cada área. Qualquer tentativa de regulamentar a “profissão” vai restringir a criatividade, a inovação, em um setor essencial e em contínua mutação, processo que está se acelerando exponencialmente. Até agora vivemos muito bem,