O Brasil é certamente relevante como mercado consumidor de tecnologia, mas até aqui não foi capaz de alavancar empresas para o primeiro time de desenvolvimento global. A análise, do pesquisador e presidente do conselho do Porto Digital, Silvio Meira, é de que em 50 anos de política pública, o país não acertou nos incentivos que deram certo para gigantes como Google e Microsoft.
“Na semana passada a Inglaterra publicou regras para uso de espectro para coisas se comunicarem à distancia. No Brasil não começamos nem discutir a coisa ainda – e nem temos espectro para liberar”, lembrou Silvio Meira, ao participar do seminário Brasscom de políticas públicas e negócios, realizado em Brasília.
“Em 50 anos de política de informática não conseguimos criar empresas brasileiros de classe global com plataformas competitivas na partida desses novos ambientes de negócio. Não é um problema das empresas, porque boa parte dos custos básicos de desenvolvimento das plataformas fundamentais, dos experimentos, em qualquer país do mundo de quem a gente compra coisas foram pagos pelo Estado, pelas políticas estatais de desenvolvimento”, afirmou.
Segundo ele, “por múltiplas razoes, a gente não participa da fase de criação desses novos ambiente de negócios, como foi na internet e agora na internet das coisas. O resultado é que o Brasil vai ser um grande usuário de internet das coisas, mas muito provavelmente não vamos fazer nada disso nem teremos uma empresa relevante no ambiente global”. Assista a entrevista de Silvio Meira.

 

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