Regime tributário especial cria bases para atração de investimentos em infrasestrutura computacional.
São Paulo, novembro de 2025 — O ReData representa um avanço para destravar investimentos estratégicos, acelerar a inovação e elevar a competitividade do país em cadeias digitais. Ao estabelecer regras para isenções de importações de equipamentos, reduzirá as incertezas e criará condições para que empresas, investidores e pesquisadores escalem e fomentem soluções tecnológicas com segurança, eficiência e responsabilidade.
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, o governo já prevê repasse de R$ 5,2 bilhões para o ReData. A partir de 2027, com a reforma tributária em curso, os investimentos estarão desonerados. As estimativas do Ministério da Fazenda, são de até R$ 2 trilhões de investimentos privados ao longo da próxima década.
O ecossistema brasileiro vem ampliando o uso de ferramentas avançadas, inclusive inteligência artificial, e demonstra crescente maturidade digital em setores estratégicos. “O ReData cria as bases para a melhoria do ambiente de negócios digitais, com a redução de custos a toda cadeia usuária. Isso atrai capital e permite que o Brasil transforme dados em vantagem competitiva”, afirma Sérgio Sgobbi, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Brasscom.
Ademais, as contrapartidas previstas na Medida Provisória têm o poder de transformar o país com a internalização da produção local de equipamentos e softwares, assim como a ampliação e disponibilização da capacidade de processamento para universidades, ICTs e agentes públicos. “A infraestrutura computacional no país será o indutor de um novo cico econômico, agora baseado no meio digital”.
O projeto Rio AI City, idealizado pela Elea Data Centers no Parque Olímpico do Rio de Janeiro e com apoio institucional da prefeitura local, exemplifica o potencial de iniciativas estratégicas em infraestrutura digital sustentável para acelerar a transformação não só do país, mas a nível mundial. Com capacidade, em sua primeira fase, de 1,5 GW em energia 100% renovável e certificada, a cidade de data centers atenderá às demandas de inteligência artificial e integrará soluções de eficiência energética, refrigeração sem água e arquitetura green skin.
“O Rio AI City já nasce competitivo com qualquer outro projeto de porte similar no mundo, especialmente com o apoio de políticas como o ReData, que é um grande passo para nos posicionar como um hub global de inovação e IA”, afirma Alessandro Lombardi, Chairman e Fundador da Elea Data Centers.
Para Luciano Fialho, vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo da Scala Data Centers, a Medida Provisória inaugura um novo ciclo de expansão para a infraestrutura digital brasileira. “Com a publicação do ReData, o país combina terra abundante, energia limpa e competitividade global, uma equação única que nos posiciona como destino estratégico para cargas de dados de IA. Esse avanço é fruto de quase dois anos de diálogo entre governo e setor privado e simboliza a maturidade de um mercado pronto para crescer de forma sustentável. O Brasil já foi chamado de ‘país do futuro’; hoje, em infraestrutura digital, é justo dizer que nos tornamos o país do presente”, afirma.
A combinação de interoperabilidade, incentivos à inovação e linhas de financiamento vinculadas a projetos de transformação digital cria um ambiente de negócios mais favorável para ampliar o parque de data centers no país e destravar escala. Com previsibilidade e coordenação, o Brasil pode sair de iniciativas pontuais para uma trajetória estruturada de expansão de capacidade instalada, alavancando o uso intensivo de dados para ganhos de produtividade e geração de valor em larga escala.
O ReData posiciona o Brasil para aproveitar uma janela de oportunidade. “Se implementado com celeridade, capacidade técnica e sinergia entre esferas públicas e privadas, o país poderá transformar o estoque de conhecimento, pesquisa aplicada e dados disponíveis em desenvolvimento econômico, inovação e competitividade global, com retorno direto para a sociedade”, finaliza Sgobbi.
Sobre a Brasscom
A Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, é uma associação representativa do setor em toda a sua pluralidade: com associados de vários portes, desde pequenas startups até grandes empresas do setor; com empresas nacionais e multinacionais, incluindo multinacionais brasileiras que se expandiram pelo mundo e multinacionais de outros países instaladas no Brasil. Essa pluralidade permite à Brasscom contribuir para o debate democrático com uma visão ampla e diversa sobre cada tema em questão.
Atualmente, a associação conta com mais de 90 empresas associadas, com diferentes modelos de negócios. Entre as várias responsabilidades da Brasscom, está a garantia de que informações essenciais sobre temas pertinentes à TIC, que contribuem para o desenvolvimento tecnológico econômico e social do Brasil, cheguem de maneira adequada e abrangente ao público.
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