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Brasscom diz que reoneração da folha compromete a inovação e a competitividade no País

A reoneração da folha de pagamentos das empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é um duro golpe em um dos setores mais transversais na economia, impulsionador da inovação e da produtividade, fator crítico para a recuperação da competitividade do Brasil, avalia o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sérgio Paulo Gallindo. A medida, anunciada nesta noite de quarta-feira, 29, “representa um choque de custos sobre as empresas que dificilmente será absorvido pelo mercado”, ressalta.

Para Gallindo, a situação ganha contornos de dramaticidade à luz do fato de que o profissional de TIC tem remuneração 51% superior à média nacional. “É ainda muito grave que tal mudança ocorra em meio ao exercício orçamentário, afetando projeções de resultados e solapando a confiança de agentes econômicos e investidores”, observou.

“O Brasil está claramente comprometendo o seu futuro em matéria de inovação e tecnologia de informação e comunicação”, avalia o presidente da Brasscom, em nota. Segundo ele, A experiência do setor de TIC, com a desoneração da folha de pagamento é emblemática do quão positivos podem ser os efeitos de políticas públicas voltadas à redução da onerosidade sobre o custo do trabalho. No período de vigência da medida, entre 2010 e 2014, o setor contratou 76 mil profissionais altamente especializados, formalizando vínculos e atingindo um total de 874 mil trabalhadores.

Gallindo informou também que a remuneração no período cresceu com taxa superior à própria receita. “A partir de 2015, até o final de 2016, o setor devolveu ao mercado 49 mil trabalhadores, em torno de 64% do que construíra em quatro anos”, afirmou.

Na avaliação da Brasscom, o Brasil não é competitivo em termos de custo laboral quando comparado com a maioria dos países e, como consequência, tem uma participação tímida no comercio internacional de bens e serviços de alto valor agregado e baixíssima inserção em cadeias globais de produção. A associação reclama que a reoneração chega em um momento histórico de grave crise econômica com impacto “dramático” no aumento do número de desempregados.

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