Brasscom: Autoridade de Dados é mais importante do que novo prazo para a LGPD
Ana Paula Lobo … 09/04/2020 … Convergência Digital A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Brasscom, não vai se pronunciar sobre a mudança dos prazos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais aprovada no Senado – vigência passando de agosto próximo para janeiro de 2021 e as aplicações de penalidade passando apenas para agosto de 2021, e à espera de votação na Câmara dos Deputados. A entidade, que representa as empresas de TI e Serviços, se mobiliza para que o Congresso Nacional vote, o quanto antes a Proposta de Emenda à Constituição, PEC 17, que altera a Constituição Federal para incluir a proteção de dados pessoais entre os direitos e garantias fundamentais e para fixar a competência privativa da União para legislar sobre proteção e tratamento de dados pessoais. “A discussão sobre proteção de dados não está no eixo que deveria estar. Não vamos discutir novos prazos. A questão não é essa. O Brasil precisa garantir a constitucionalização da LGPD”, afirmou o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, em encontro virtual com a imprensa nesta quinta-feira, 09/04. A Brasscom também saiu em defesa da criação o quanto antes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, ANPD. “Queremos chamar a atenção dos atores que a constituição da ANPD respeitando a tecnicidade e a legitimidade dos seus integrantes é essencial para o Brasil”, reforça Gallindo. Indagado se há clima – e recursos governamentais- para criar a ANPD diante da pandemia de Covid-19, o presidente-executivo da Brasscom admite que ‘o assunto é uma gotinha no mar das necessidades dos brasileiros nesse momento’, mas que é necessário, sim, mobilizar o Congresso Nacional e o Governo Federal para a questão. A PEC 17 está à espera de votação no Congresso Nacional desde o ano passado. E o mote principal é centralizar as ações sob a competência da União, o que não permitiria legislações distintas de estados e municípios, replicando com a LGPD o modelo da Lei Geral de Telecomunicações. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=53347&sid=4
Coronavírus: Empresas de TI não assumem compromisso formal, mas se mobilizam para não demitir
Convergência Digital – Carreira Ana Paula Lobo – 09/04/2020 Sem um compromisso formal, a maioria das empresas de Tecnologia está se esforçando para não demitir os seus profissionais por conta da redução dos contratos e de serviços provocada pela pandemia de coronavírus, revelou o presidente-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, nesta quinta-feira, 09/04. A entidade comemorou os números alcançados em 2019: o setor de TICs gerou 42 mil novos postos de trabalho, chegando a 1,56 milhão de empregos. “TI e serviços geraram 23 mil novas vagas, Telecom gerou 8 mil novas vagas e a grande surpresa foi a TI in house, feita por empresas que não são de tecnologia como os bancos e indústrias, que gerou 11 mil novas vagas. Foi um resultado que mostra a força do segmento”, reforçou o presidente-executivo da Brasscom. Gallindo admitiu que a Covid-19 está obrigando a uma revisão dos planejamentos. 2020 será um ano de estagnação e a retomada em 2021 depende de quanto tempo haverá a paralisação da economia. “Numa versão conservadora, acreditamos que a volta do crescimento será em 2022. Ainda assim, refizemos o estudo e mostramos que – mantida a desoneração da folha de pagamento, TICs vai gerar, em 2025, 198 mil novas vagas. Sem a desoneração – que tem vigência até o dia 31 de dezembro de 2020, a situação muda muito. A projeção é de uma perda de 137 mil profissionais. Será um retrocesso a 2010”, afirmou. Os números da Brasscom mostram que o Brasil chegou a quase R$ 500 bilhões de receita e representou 6,8% do Produto Interno Bruto nacional. O segmento de TI e Serviços teve uma receita de R$ 205,6 bilhões. Telecom ficou em R$ 241,5 bilhões. Já a TI in House gerou uma receita de R$ 47,6 bilhões. [gview file=”https://brasscom.org.br/wp-content/uploads/2020/04/P-2020-04-09-Coletiva-de-Imprensa-Relatório-Setorial-2019-v15.pdf”] Fonte:https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=53345&sid=46#.XpTPsvhKhPZ
Brasscom prevê “desastre” em emprego com covid-19 e sem desoneração
ABNOR GONDIM – Tele.Síntese O relatório setorial apontou crescimento de aplicações em nuvem e da comunicação máquina a máquina. O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) enfrentará um “desastre” em termos de geração de emprego, a partir de 2021, se tiver de enfrentar, ao mesmo tempo, os efeitos da desaceleração da economia provocada pela Covid-19 e o fim da desoneração da folha de pagamento no final deste ano. É o que apontam cenários apresentados hoje, 9, pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sergio Paulo Gallindo. ao divulgar o relatório setorial de 2019. Segundo projeções da entidade, o fim da desoneração da folha gera a destruição de 137 mil empregos, que sua manutenção e perenização promoveria a criação de 198 mil novos postos de trabalho para o setor até 2025. “Será um desastre, com um retrocesso de quase uma década, voltando aos níveis de emprego de 2011”, previu, destacando que a equipe econômica tem apoiado a ideia de desoneração maior da folha de pagamento para aumentar a geração de empregos no país. “O problema é como fica o financiamento da folha de pagamento”, afirmou, referindo-se à Contribuição Previdenciária Patronal (CCP). Nuvem em alta O relatório mostrou em destaque o crescimento de aplicações em nuvem, com a consolidação de dados das provedoras de bens e serviços de TIC. O intuito do estudo é compreender o comportamento do setor e as tendências nas perspectivas de investimentos em Transformação Digital. Em telecomunicações, Gallindo afirmou que “estamos claramente numa era de descarte de linhas de telefone e queda das TVs por assinatura”. Em contrapartida, a entidade verificou estabilidade na banda larga móvel (1,2%) e crescimento em banda larga fixa (6,3%) e principalmente a comunicação máquina a máquina. “Não temos base sólida para especular o que está por trás desse crescimento. Mas a suspeita nossa que é o aumento dos meios de pagamento”, explicou. Dados pessoais A Brasscom divulgou também manifesto pela “Constitucionalização da Proteção de Dados Pessoais”, para a conclusão da votação da Proposta de Emenda à Constituição 17/2019. O texto fixa no art. 5º da Constituição Federal a proteção de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, como direito fundamental e atribui à União competência privativa para legislar sobre proteção e tratamento de dados pessoais. “A tutela para o uso legítimo de dados pessoais nas mais diversas atividades reveste-se de aguda relevância social, especialmente no atual o momento de crise e combate a Covid-19”, pontua om documento. “Tanto a coleta quanto o tratamento de dados pessoais configuram-se como atividades cruciais para a qualificação de informações populacionais e de saúde pública, para a provisão de serviços mais precisos às necessidades e demandas dos cidadãos para o aumento da comodidade e acesso aos bens e serviços, por meio da digitalização dos processos burocráticos e produtivos”. No manifesto, a entidade também defende a constituição da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para fiscalizar o cumprimento da legislação sobre o tema. Fonte: Tele.Síntese http://www.telesintese.com.br/brasscom-preve-desastre-em-emprego-com-covid-19-e-sem-desoneracao/
Call to All Governments: Ensuring Tech Worker Access To Facilitate Response
As more state, local, and national governments issue shelter-in place orders in reaction to COVID-19, ITI is calling on policymakers globally to adopt clear and consistent guidance regarding essential workers, including information and communications technology (ICT) workers, for the purpose of aiding governments around the globe working to protect public health and safety during the pandemic. More than 25 associations representing the tech, communications, and business communities from around the world have joined ITI’s call. Workers across the ICT sector are critical to the delivery of digital services and related infrastructure in support of the public health response. Specifically, these workers are aiding health care systems and providers; allowing employees and businesses to operate remotely; securing and servicing networks, data centers and cloud services; enabling e-commerce and the delivery of food, medicine, and other necessities; keeping students engaged and learning; manufacturing technology products and components from microprocessors to supercomputers; and otherwise enabling governments to respond to this global health crisis. Ensuring that these essential employees can continue to work during this time is vital. However, inconsistent guidance from different jurisdictions who implement lockdowns, shelter-in-place orders or other restrictions on personal movement could jeopardize their ability to provide the products and services that people need during this challenging time. Governments at all levels must act now to ensure ICT workers can continue to aid in the response effort without delay. Read the full statement below, or download here. [gview file=”https://brasscom.org.br/wp-content/uploads/2020/04/ITIEssentialWorkersStatement04.03.2020.pdf”] ITIEssentialWorkersStatement04.03.2020 Fonte: https://www.itic.org/policy/coronavirus-response/call-to-all-governments
Momentum Builds as 28 Associations From Around the World Join Call for Uniform Guidance for Essential Tech Workers During COVID-19 Pandemic
ICT industry voices from Argentina, Australia, Brazil, Canada, EU, France, India, Japan, U.K., and the U.S. sign ITI’s call to policymakers worldwide WASHINGTON – Today, 28 trade associations from around the world joined ITI’s call for governments at all levels worldwide to adopt clear and uniform guidance regarding essential information and communications technology (ICT) workers for the purpose of aiding governments around the globe working to protect public health and safety during the pandemic. The call comes as more jurisdictions issue orders restricting individuals’ freedom of movement in reaction to COVID-19. Organizations joining ITI in the call include: ACT | The App Association; Alliance Française des Industries du Numérique (AFNUM); Asia Internet Coalition (AIC); Australian Services Roundtable (ASR); Brazilian Association of Information Technology and Communication (Brasscom); Brazilian Association of Software Companies (ABES); BSA | The Software Alliance; Cámara de Informática y Comunicaciones de la República Argentina (CICOMRA); Canadian Chamber of Commerce; Cellular Operators Association of India (COAI); Computer and Communications Industry Association (CCIA); Computing Technology Industry Association (CompTIA); Cybersecurity Coalition; European Data Center Association (EUDCA); Fiber Broadband Association; Fiber Optic Sensing Association (FOSA); Japan Business Machine and Information System Industries Association (JBMIA); Japan Electronics and Information Technology Industry Association (JEITA); NASSCOM; Semiconductor Industry Association (SIA); Software and Information Industry Association (SIIA); TECHNATION; TechNet; techUK; Telecommunication Industry Association (TIA); United States-ASEAN Business Council (USABC); United States Council for International Business (USCIB); and USTelecom. “As governments appropriately restrict movement to stop the spread of COVID-19, technology products and services are crucial to our ability to work, learn, and communicate from home. We must ensure that critical technology service workers can build, maintain and run these technology tools,” said Jason Oxman, ITI’s President and CEO. “We’re encouraged that dozens of our global industry partners are joining our call to government leaders to adopt clear guidance ensuring ICT workers can perform their critical jobs to facilitate quarantines and keep communities safe, secure and connected.” Workers across the ICT sector are critical to the delivery of digital services and related infrastructure in support of the public health response. Specifically, these workers are aiding health care systems and providers; allowing employees and businesses to operate remotely; securing and servicing networks, data centers and cloud services; enabling e-commerce and the delivery of food, medicine, and other necessities; keeping students engaged and learning; manufacturing technology products and components from microprocessors to supercomputers; and otherwise enabling governments to respond to this global health crisis. Inconsistent guidance from different jurisdictions who implement lockdowns, shelter-in-place orders or other restrictions on personal movement could jeopardize the ability for ICT workers to provide the products and services that people need during this challenging time. Uniform adoption would avoid a patchwork of confusing emergency orders and site closures that could disrupt critical supply chains and industries and avoid additional bureaucratic procedures that may be problematic for businesses. Importantly, government officials and policymakers must also effectively promote and communicate the guidance regarding essential workers to state and local authorities responsible for enforcing such orders to avoid inconsistent enforcement. ITI recently sent letters to officials in India and Brazil and delivered comments to Malaysia on this issue and will continue to reach out to other countries affected by the pandemic. Read ITI’s statement to governments here. https://www.itic.org/news-events/news-releases/momentum-builds-as-28-associations-from-around-the-world-join-call-for-uniform-guidance-for-essential-tech-workers-during-covid-19-pandemic
Foram declarados serviços essenciais: TICs, Data Centers, Telecomunicações e Internet
Em decorrência do pleito empreendido e reiterado pela Brasscom, o setor logrou um importante resultado prático na edição do Decreto 10.282 de 20/03/2020, no qual os serviços relacionados à TIC e ao processamento de dados (data center), foram incluídos no rol de serviços essenciais. DECRETO Nº 10.282, DE 20 DE MARÇO DE 2020 No dia 24/03/2020, o MCTIC publicou Nota Pública de Salvo Conduto Com o objetivo de regular o disposto neste decreto, que definiu os serviços relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados (data center) como serviços essenciais, cujo funcionamento deve ser resguardado mesmo face à adoção das medidas excepcionais de enfrentamento ao COVID19. Também são consideradas essenciais as atividades acessórias, de suporte, inclusive de campo, e a disponibilização dos insumos necessários a cadeia produtiva relativas ao exercício e ao funcionamento dos serviços públicos e das atividades essenciais. Salvo Conduto do MCTIC para Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) [gview file=’http://www.mctic.gov.br/mctic/export/sites/institucional/arquivos/NOTA-PARA-USO-DAS-EMPRESAS-TICS-Essencialidade_MCTIC.pdf’] O enfrentamento da COVID-19 teve importantes movimentos de mobilização por parte do Governo Federal. O Ministério da Ciência e Tecnologia editou a Portaria 1153/2020 instituindo o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos do coronavírus — REDE CONECTADA MCTIC. A Brasscom foi convidada, como representante do setor de TIC ,e participou da 1ª reunião/videoconferência ocorrida no dia 20/03. Entendemos que a convocação da Brasscom é um sinal sua densidade representativa setorial e que o atendimento ao pleito da Brasscom é um importante reconhecimento da essencialidade das TICs para o Brasil. PORTARIA MCTIC nº 1.153, de 19.03.2020
Brasscom apoia redução de salário, suspensão de contratos e pede desoneração da folha
Luís Osvaldo Grossmann … 25/03/2020 … Convergência Digital A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Brasscom, apresentou uma lista de propostas de políticas públicas para mitigar riscos ao setor de TICs diante dos impactos econômicos causados pela epidemia da Covid-19. Segundo a entidade, o isolamento social e as determinações dos poderes estaduais e municipais para o confinamento dos brasileiros são “medidas, drásticas, porém necessárias”, mas “impactam de forma dramática tanto a população, como a economia e o funcionamento das empresas”. Nesse sentido, a Brasscom alinha sugestões de políticas públicas que, no entender das empresas de TICs, poderiam mitigar os efeitos sobre a atividade. Entre elas, a manutenção da política de desoneração da folha de pagamento, autorização para a redução de carga horária e de salários e a suspensão de contratos de trabalho. São elas: Coordenação da Gestão da Crise 1. Centralização, no governo federal, dos pleitos dos entes federados junto ao setor, de modo a evitar conflitos e ineficiências. Manutenção do emprego e continuidade do crescimento 2. Manutenção da Desoneração da Folha de Pagamento por meio da prorrogação da vigência, até 31/12/2022, das opções dos Arts. 7o e 8o da Lei no 12.546, de 14/12/2011. Robustecimento da Liquidez e da Solvência 3. Diferimento, até o fim do Estado de Calamidade Pública, do recolhimento do FGTS e de tributos federais, a saber, CPRB, PIS/Cofins, CIDEs incidentes sobre energia e serviços de telecom, outros tributos incidentes sobre a folha, bem como, parcelamento do montante devido, isento de correção, juros ou multas, em 9 meses após o diferimento. 4. Reativação de programas de financiamento público às empresas de software e serviços. 5. Prorrogação do prazo de validade da certidão de regularidade fiscal (CND) para após 6 meses o fim do Estado de Calamidade Pública. Agilidade e Flexibilidade nas Relações Laborais (propostas concebidas antes da MP no 927/2020) 6. Autorização para a redução de carga horária e de salários durante o período não trabalhado. 7. Possibilidade de suspensão de contratos de trabalho durante o período de crise com possibilidade de uso do seguro desemprego parcial ou total, ou outra fonte de custeio governamental. 8. Autorização para que o gozo de férias e de férias parciais (avos de férias) esteja sob a gestão empresas. 9. Possibilitar a dilação do prazo das homologações para após o fim até o fim do Estado de Calamidade Pública, sem prejuízo do pagamento das verbas rescisórias a tempo e modo e com a postergação do prazo para pedidos de seguro desemprego. 10. Possibilitar a dilação de prazo para os exames de saúde demissionais, admissionais e periódicos para após o fim até o fim do Estado de Calamidade Pública. 11. Adotar controle facultativo de ponto durante o Estado de Calamidade Pública. 12. Convalidar a adoção do regime de teletrabalho instituído pelas empresas como medida de enfrentamento à Covid-19. Sustentabilidade das Infraestruturas Essenciais de TIC 13. Reconhecimento do papel essencial para o setor de TIC das redes de energia, de telecom/banda larga, interconexão do Internet (CGI), datacenters, centros de operação de redes, centros de segurança cibernética, plantas de manufatura e de reparos de peças e componentes. 14. 14. Garantir que sejam excepcionadas de confinamento ou quarentenas as equipes de operação, de manutenção interna, de manutenção campo ou de serviços técnicos que demandem presença física de profissionais especializados nos locais onde o suporte seja necessário. 15. Estabelecer a dispensa de licenciamento de antenas, infraestrutura de telecomunicações e outras infraestruturas de TIC, para determinadas hipóteses. 15.1.Alternativamente, regulamentar celeremente a Lei. no 13.116/2015, Lei Geral de Antenas. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=53178&sid=5
BRASSCOM APRESENTA PROPOSTAS PARA MITIGAR RISCOS DO SETOR DE TICS DURANTE A PANDEMIA
Por RAFAEL BUCCO – Tele.Síntese Entidade leva às autoridades pedidos de flexibilização trabalhista, diferimento de impostos e aceleração para implantação de infraestrutura A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) enviou ao governo propostas de ações emergenciais que devem ser tomadas para mitigar os riscos das empresas durante o surto de Covid-19 e garantir a sustentabilidade do setor. A carta, que pode ser lida na íntegra aqui, elenca iniciativas que vão da coordenação política da crise ao diferimento de tributos e flexibilização das relações trabalhistas. O documento já foi entregue a diferentes interlocutores do Ministério da Economia, do MCTIC e da Receita Federal. A entidade pede que o governo federal assuma a coordenação no combate ao corona vírus no país, tornando-se o principal responsável pela interlocução a fim de evitar “conflitos e ineficiência”. Para garantir a manutenção dos empregos, a Brasscom quer que a desoneração da folha de pagamentos seja mantida ao menos até 31 de dezembro de 2022. A atual vigência da desoneração acaba em dezembro deste ano. A pauta vinha desde antes de qualquer crise relacionada ao Covid-19, mas se torna mais relevante neste momento, uma vez que de 65% a 70% dos custos das empresas do setor são relacionados à mão de obra. A Brasscom também alerta para os riscos de sustentabilidade de empresas do setor diante da possível recessão que se avizinha. Por isso, sugere que o governo faça o diferimento do FGTS e de tributos como CPRB, Pis/Cofins, e CIDEs incidentes sobre energia e serviços de telecom. Além disso, propõe o parcelamento do montante devido, isento de correção, juros ou multas, em nove meses após o diferimento. Outras medidas requeridas são a reativação de programas de financiamento público a empresas de software e serviços e a extensão do prazo de validade da certidão de regularidade fiscal para após seis meses o fim do estado de calamidade pública. A entidade defende, também a dispensa de licenciamento de antenas, infraestrutura de telecomunicações e outras infraestruturas de TIC. E cobra a regulamentação da Lei Geral de Antenas (Lei 13.116/15). Isso porque o tráfego de internet está se multiplicando durante a crise, com mais pessoas isoladas em casa, trabalhando a distância, recorrendo a serviços de entretenimento ou para manter contato com familiares e amigos. Embora as redes ainda não estejam no limite, será preciso ampliar as infraestrutura de forma acelerada, caso a crise se prolongue. FLEXIBILIZAÇÃO TRABALHISTA As empresa pedem também medidas de flexibilização da legislação trabalhista. Querem, por exemplo, autorização para reduzir carga horária e salários, a suspensão de contratos de trabalho durante a crise, com possibilidade de uso do seguro desemprego parcial ou total, ou outra fonte de custeio governamental. Pedem para gerir o gozo de férias dos funcionários, ampliação dos prazos para homologações após o fim do estado de calamidade, “sem prejuízo do pagamento das verbas rescisórias a tempo e modo e com a postergação do prazo para pedidos de seguro desemprego”. Por fim, querem a convalidação do regime de teletrabalho como medida de enfrentamento ao Covid-19 e permissão para adotar controle facultativo de ponto durante o estado de calamidade pública. Fonte: Tele.Síntese http://www.telesintese.com.br/brasscom-apresenta-propostas-para-mitigar-riscos-do-setor-de-tics-durante-a-pandemia/
BRASSCOM TRAZ A PÚBLICO PROPOSTAS EMERGENCIAIS DO SETOR DE TIC PARA O ENFRENTAMENTO DA COVID-19
O PRESENTE DOCUMENTO VEM PROPOR POLÍTICAS PÚBLICAS EMERGENCIAIS PARA MITIGAR RISCOS AO SETOR DE TIC OFERECENDO IMPORTANTE DESAFIO SOCIAL E ECONÔMICO IMPOSTO PELA COVID-19. São Paulo, 25 de março de 2020 – Após a declaração da Organização Mundial da Saúde – OMS como pandemia o surto de Covid-19, as lições colhidas no combate da pandemia indicam ser o isolamento social. O início do contágio comunitário no Brasil e o consequente crescimento dos casos confirmados da doença, levou as esferas de governo, no âmbito dos entes federados, a adotar o confinamento dos brasileiros em suas residências, a exemplo de outros países afetados. Tais medidas, drásticas, porém necessárias, impactam de forma dramática tanto a população, como a economia e o funcionamento das empresas. A Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, apoia esta medida e ontem tornou público documento com propostas de políticas públicas para mitigar riscos ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Além das propostas, o documento também apresenta iniciativas de empresas associadas visando resultados sociais e econômicos. O documento sobre a propositura de Políticas Públicas Setoriais Emergenciais consolidado e validado pelo Conselho Administrativo da Brasscom, contém oito eixos: (i) Coordenação da Gestão da Crise; (ii) Manutenção do emprego e continuidade do crescimento; (iii) Robustecimento da Liquidez e da Solvência; (iv) Agilidade e Flexibilidade nas Relações Laborais e (v) Sustentabilidade das Infraestruturas Essenciais de TIC. Com o avanço dos impactos causados pela Covid-19 ao redor do mundo, as empresas associadas à Brasscom, bem como, outras empresas do setor de TIC, têm construído esforços voltados à superação deste desafio e apresentaram iniciativas visando resultados sociais e econômicos, tais como: Sustentabilidade e Expansão de Serviços Essenciais, Implantação massiva de teletrabalho, Disponibilização de Plataformas de Audioconferência e Videoconferência, Big Data voltado à Covid-19, Disponibilização de conteúdos de capacitação, instrução e lazer, Acompanhamento da pandemia e Softwares e Apps. Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom, se coloca à disposição da imprensa para explicar o documento e posicionar o setor de TIC acerca das políticas públicas emergenciais. Acesse o documento completo aqui. Sobre a Brasscom A Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, representa 80 empresas de tecnologia e reúne 31 instituições que proveem insumos enriquecedores ao setor de TIC. A Brasscom exerce papel de articulação entre os setores público e privado, propondo e participando da construção de políticas públicas que consolidem o Brasil como um país digital, conectado e inovador. Além disso, a entidade tem como missão trabalhar em prol do desenvolvimento do setor, disseminando seu alcance, potencializando seus efeitos sobre a economia e o bem-estar social na Era Digital e atua na conscientização da importância da transformação digital e inovação, na busca pela inclusão de computação no ensino médio e na valorização das diversidades. Contato para Imprensa: Alana Araújo alana.araujo@brasscom.org.br (11) 9 6578-328
Crise do Covid-19 faz crescer recrutamento online
Por Redação Jornal do Commercio Com mais de 529 casos de coronavírus confirmados pelas secretarias de saúde em 19 estados, números alarmantes que, infelizmente, só crescem a cada dia, as empresas brasileiras dos mais diversos setores têm anunciado home office para seus funcionários. No setor de tecnologia e inovação, as empresas estão até mais acostumadas com jornadas flexíveis, e não tiveram tanta dificuldade em traçar estratégias de trabalho alternativas durante a pandemia. Mas, com a alta escassez de profissionais qualificados (um déficit de mais de 30 mil por ano, segundo a Brasscom), e urgência em preencher postos, o processo de recrutamento não pode parar. Neste cenário, as empresas estão apostando mais fortemente em plataformas digitais para seleção de talentos. No CESAR, um dos maiores centros tecnológicos do país, há dezenas de vagas em aberto para serem preenchidas com urgência. Para evitar de paralisar os processos seletivos por conta do coronavírus, os especialistas em gestão de pessoas têm realizado as etapas do recrutamento 100% online. Antes da pandemia, cerca de 40% das entrevistas eram feitas remotamente na organização. A escassez de profissionais disponíveis no mercado gera contratações para muito além das fronteiras das unidades onde a empresa opera. Muitos dos cargos são preenchidas com profissionais de outros estados e, até, de outros países. “O trabalho remoto e a jornada flexível fazem parte da nossa cultura organizacional. Cerca de 80% da nossa equipe atua com mais flexibilidade. Desta forma, não é incomum realizar processos online. A prática, inclusive, nos ajuda a contratar mais rapidamente, pois nem sempre o profissional tem disponibilidade de vir até nós, principalmente em casos em que ele já está empregado em outra companhia”, afirma Andrea Queiroz, gerente de Gente e Gestão do CESAR. A primeira etapa do processo é sempre feita por telefone. “A ideia é identificar o perfil e as soft skills dos candidatos, para direcionar melhor as entrevistas”, explica Andrea. Em um segundo momento, é agendada uma entrevista no formato de videoconferência, para que o candidato seja avaliado tanto pelas áreas técnicas quanto de capital humano. “Na prática, não faz diferença entrevistar o candidato ao vivo ou por videoconferência, por exemplo. Tudo que avaliamos é perfeitamente possível de apreender remotamente, desde habilidades de comunicação e postura até conhecimentos técnicos da área de atuação”, complementa. Com o uso de ferramentas de seleção online, as contratações acabam levando metade do tempo. “O processo é bem mais rápido e cômodo também para o profissional, que não precisa arrumar tempo extra para vir até a unidade do CESAR e pode se preparar melhor para a entrevista”, destaca Andrea. Fonte: Jornal do Commercio https://www.jcam.com.br/Noticia/Crise-do-Covid-19-faz-crescer-recrutamento-online-52510#.Xn0H14hKhPY
Fórum Estadão Think | Conectividade no Campo: Desafios, oportunidades e soluções
Conectividade no campo foi o mote do Fórum Estadão Think, um evento realizado em parceria pelo Estadão, Anfavea e CNA/Senar, que reuniu dezenas de especialistas e representantes dos setores público e privado para discutir como trabalhar em conjunto para avançar no caminho de um setor agro cada mais moderno e eficiente. O evento aconteceu na sede da CNA/Senar em Brasília e contou com a participação de Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, Alceu Moreira, presidente da FPA, Vitor Menezes, secretário do MCTIC, e João Martins da Silva Júnior, presidente da CNA na abertura. E com a presença de Joel Soares Alves da Silva, diretor de operações da Jalles Machado, Mário Ortiz Gandini, diretor agrícola e de tecnologia da São Martinho, S. Koventhan da Embaixada da Índia em Brasília, Daniella Ribeiro, senadora, presidente da Comissão da CCT do Senado Federal, e Fausto Pinato, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, nos painéis. Veja a cobertura completa no Caderno Especial publicado dia 19 de março de 2020 no Estadão. Fonte: Estadão / Media Lab http://patrocinados.estadao.com.br/medialab/eventos/forum-estadao-think-conectividade-no-campo-desafios-oportunidades-e-solucoes/
Área de compras e machine learning: um caminho sem volta
Fabrizio Tassitano* A transformação digital proporciona uma lista cada vez maior de tecnologias consideradas 4.0. Entre elas estão o big data, analytics, business intelligence, cloud computing e machine learning. Esta última diz respeito ao aprendizado da “máquina”, que é um conjunto de técnicas que integra o campo da Inteligência Artificial e reduz o tempo necessário para criar estratégias precisas e confiáveis, além de outros benefícios. Não é surpresa para ninguém abrir qualquer rede social ou serviço de streaming e receber sugestões que estão próximas do gosto do usuário, ou mesmo produtos que foram pesquisados previamente. Assim como realizar o desbloqueio do seu celular utilizando apenas a identificação facial. Os exemplos citados são mecanismos simples baseados na aprendizagem da máquina que, por meio de empresas de TI, desenvolvem soluções completas para cada negócio baseando-se, principalmente, em reconhecimento de padrões. Seguindo uma tendência mundial, os mais variados tipos de companhias estão investindo nessa tecnologia para obter mais produtividade, ganho financeiro e resultados mais assertivos. Esse movimento de mercado deve aumentar ainda mais nos próximos anos. Até 2021, o investimento em Inteligência Artificial e Machine Learning deve crescer 46,2% anualmente, totalizando U$S 52 bilhões, segundo pesquisa recente da consultoria IDC. No caso do setor de compras, o crescimento significa mais espaço para implementar ferramentas e soluções que otimizem o tempo gasto com processos manuais e criem uma cultura mais estratégica de organização das transações, gerenciamento de fornecedores, gestão de riscos e, principalmente, de análise de dados. O foco é traçar perfis mais corretos de seus clientes e até prever comportamentos para tomadas de decisões mais assertivas. Mas, para que todo esse processo seja possível, as companhias devem se preocupar também com a contratação de profissionais preparados ou desenvolver projetos que qualifiquem as pessoas para lidar com as novas tecnologias. O país sofre com a falta de pessoas preparadas para esse segmento, por exemplo. De acordo com o Relatório Setorial de TIC 2019 da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), há uma demanda de 70 mil profissionais de TI por ano, sendo que o contingente de formados é de 46 mil. É fundamental que os especialistas em compras estejam preparados para as inovações que se propagam em velocidades supersônicas. E o conhecimento fará toda a diferença. * Fabrizio Tassitano é diretor de Produtos do Mercado Eletrônico Fonte: IT Forum 365 https://www.itforum365.com.br/area-de-compras-e-machine-learning-um-caminho-sem-volta/
Desigualdade crescente no mercado de trabalho
DORA KAUFMAN O Brasil tem atualmente 250 mil vagas em aberto, ou seja, ofertas de emprego sem candidatos qualificados e esse número tende a aumentar nos próximos anos (Fonte: Brasscom); cinco em cada dez empresas industriais brasileiras enfrentam problemas com a falta de trabalhadores qualificados (Fonte: CNI). Por outro lado, segundo o IBGE, a taxa de desemprego bateu 11% em dezembro (11,6 milhões de brasileiros, cerca de 15% da população economicamente ativa), índice subestimado porque não leva em conta os que desistiram de procurar emprego, os que estão empreendendo para subsistir — 50% do total dos empreendedores fatura aproximadamente R$ 1.000/mês, sendo que apenas 1% dos empreendedores iniciais e 3,2% dos estabelecidos faturam acima de R$ 5.000,00/mês (Fonte: GEM Brasil/2017) —, sem contar os 41,1% do total da população ocupada que trabalha na informalidade (sem carteira assinada). É fato que as novas tecnologias estão gerando, simultaneamente, desemprego e oferta de vagas em aberto, e desequilíbrio salarial: salários crescentes para funções qualificadas e descrentes para as demais funções. A combinação entre os avanços da inteligência artificial (IA) e da robótica, se por um lado acelera a produtividade e o crescimento – redução de custos e aumento da eficiência —, por outro tem o potencial de gerar desemprego e desigualdade (produz efeito negativo sobre a renda ao aumentar a competição pelos empregos remanescentes). Como alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no curto-médio prazo as funções mais ameaçadas são as de menor qualificação, em geral, exercidas pela população de baixa e média renda (em maior número). A consultoria McKinsey Digital (“The impact of automation on employment for women and minorities”, 2019) atesta a vulnerabilidade, por exemplo, dos trabalhadores afro-americanos concentrados nas atividades mais propensas a automação: super representados na categoria motoristas de caminhão, com 80% das horas de trabalho ameaçadas pelos caminhões autônomos (sem motoristas), e sub-representados na categoria desenvolvedores de software, com 15% de probabilidade de automação. O aplicativo Chronicle do jornal New York Times mostra que, entre 2009 – 2016, multiplicou por dez a frequência da palavra “desigualdade” em suas matérias, atingindo a proporção de uma a cada 73 palavras (não há dados mais recentes); supondo uma tendência geral, pode ser um indicador da crescente visibilidade do tema na mídia. Os EUA, país das estatísticas, têm atualmente a menor taxa de desemprego em 50 anos, 3,5% da população, ao mesmo tempo o grupo de elite americano quase dobrou sua participação na renda nacional entre 1980-2016; em 2017, o 1% mais rico dos americanos equivalia a quase o dobro de riqueza dos 90% mais pobres. O desequilíbrio do mercado de trabalho deve-se, em parte, ao fato de que as novas funções não estão substituindo proporcionalmente as funções eliminadas, basicamente por duas razões: (a) é desproporcional (quantitativamente) o número de funções repetitivas/previsíveis, foco da substituição por máquinas inteligentes, e as novas funções ofertadas; o estímulo à transformação digital é reduzir custos e aumentar a eficiência, processos intensivos em tecnologia (e não em mão-de-obra), e (b) é um equívoco considerar as habilidades listadas pelos relatórios de consultorias, e enfatizadas por muitos “especialistas” – raciocínio lógico, empatia, pensamento crítico, compreensão de leitura, argumentação, comunicação clara e persuasiva, discernimento, bom senso, capacidade de tomar decisão, aprendizagem ativa, fluência de ideias, originalidade – como inerentes aos seres humanos; elas são potencialmente habilidades humanas, representam uma potencial vantagem comparativa dos trabalhadores humanos. Para florescerem, contudo, dependem de condições apropriadas, e essas condições apropriadas não estão disponíveis para a maioria da população nos países desenvolvidos e, particularmente, nos países em desenvolvimento (responda sinceramente: você possui todas essas “habilidades humanas”? quantas pessoas você conhece que as possuem?). Os relatórios internacionais, frequentemente citados como fontes, devem ser lidos com cautela. O relatório de janeiro de 2020, por exemplo, do Fórum Econômico Mundial lista várias profissões como novas quando apenas receberam uma nova nomenclatura, e outras requerem as “famosas habilidades humanas”. O relatório projeta que até 2022, 37% das oportunidades estarão na Economia do Cuidado, ou seja, “cuidadores”: a função que mais cresce atualmente nos EUA – longevidade da população, mudança na estrutura familiar, dentre outros fatores – , mas apresenta simultaneamente uma curva declinante de remuneração. As demais funções com altas taxas de crescimento incluem especialistas em IA, cientistas de dados, engenheiros de computação, analista de dados; e as baixas taxas de crescimento incluem técnicos e assistentes em geral. Os autores, inclusive, relativizam as próprias projeções: “o crescimento e a escala absoluta de várias profissões serão determinadas de maneira distinta pelas atuais escolhas e investimentos feitos pelos governos”. No Brasil, a precariedade do ensino fundamental, perpetuada na baixa qualidade da maioria dos cursos superiores, é uma barreira à formação de profissionais adequados ao mercado de trabalho do século XXI. Abstraindo as excessões, a mobilidade no emprego é prerrogativa da elite, com acesso à formação e não apenas à treinamento. Ou seja, quem “se salva” são os profissionais de alta qualificação, que representam menos de 1% da população brasileira. Segundo o FMI (IMF Working Paper: Automation, Skills and the Future of Work, dez/2019), o grau de preocupação com a ameaça tecnológica aos empregos, não por acaso, está correlacionada aos níveis de educação e ao acesso à informação. Até que provem o contrário com dados consistentes, continuo convencida de que o impacto no mercado de trabalho é um dos efeitos sociais mais perversos das tecnologias digitais. As empresas de tecnologia negam as evidências temerosas de serem responsabilizadas, os relatórios de consultorias e/ou organismos internacionais, se lidos atentamente, não são conclusivos. O desafio é que a construção de um futuro promissor depende de política pública, que por sua vez depende de um Estado competente e saudável, com capacidade de promover ações efetivas e coordenadas em larga escala, de formar ecossistemas com o setor público, as universidades/centros de pesquisa, e os investidores (e não apenas criar arcabouço regulatório). Sem política pública, dificilmente o Brasil entrará efetivamente no século XXI. *Dora Kaufman é pós-Doutora COPPE-UFRJ (2017) e TIDD PUC-SP (2019), Doutora ECA-USP com período na Université Paris – Sorbonne IV. Autora dos livros “O Despertar de Gulliver: os desafios das empresas
Para Brasscom, fim da desoneração da folha elimina 383 mil empregos em TICs
Luís Osvaldo Grossmann … 10/03/2020 … Convergência Digital A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação – Brasscom – divulgou nesta terça, 10/3, um estudo no qual defende que a atual proposta de reforma tributária – PEC 45/19 – precisa ser acompanhada da aprovação da Emenda 44, que inclui as CIDEs no rol de tributos unificados no novo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e, especialmente, resgata o instituto da desoneração da folha de pagamentos. Nas contas da entidade, o fim da desoneração da folha teria efeito “devastador” no segmento de software e serviços. No lugar da projeção de que serão criados cerca de 299 mil empregos até 2024, a Brasscom aponta que esses novos postos vão desaparecer e ainda serão cortados milhares de postos de trabalho, com retorno à níveis de 2011. “Se a reoneração acontecer, a gente não só não vai crescer como vamos diminuir 84 mil empregos”, resume o presidente da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. No relatório, a Brasscom ressalta que “para garantir o impacto positivo deste setor na economia brasileira é imprescindível garantir a manutenção da desoneração da folha, visto que a contratação de talentos altamente especializados é o principal insumo produtivo principalmente para a prestação de serviços no setor. A reoneração é letal para as TICs”. Como aponta o estudo, a desoneração é importante mesmo para diferentes segmentos industriais, comumente apontados como mais beneficiados pela PEC 45/19, mas que na realidade sofrem impactos diferenciados. “Estamos aprofundando a análise para contribuir com o debate e colocarmos o Brasil no eixo da produtividade”, afirma Gallindo. Paralelamente, a inclusão das Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) – que incluem fundos setoriais como FUST e Funttel, por exemplo – trazem um impacto positivo adicional, especialmente para o setor de telecomunicações. “A introdução do IBS, nos termos da PEC no 45/2019, produz variações de preços, compelindo os subsetores de Software, Serviços de TIC e Hardware à majoração, e criando espaço para a redução no setor de Telecom. O subsetor mais afetado por pressão por aumento de preço e o de Serviços de TIC com 8,8%. A ‘Potencialização do IBS’ reduz em 45% a pressão por aumento de preço em Serviços de TIC para 4,8%”, indica o estudo. Em telecom, a combinação da desoneração da folha e a inclusão das CIDEs do IBS – a chamada ‘potencialização do IBS’ – representaria um ganho de R$ 38 bilhões. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=53038&sid=9
NOVO IMPOSTO SOBRE SERVIÇO PODE REDUZIR PREÇOS DE TELECOM, DIZ BRASSCOM
DA REDAÇÃO – TELE.SÍNTESE Conforme a entidade, o IBS – imposto sobre serviço proposto pelo Congresso Nacional – poderá reduzir até 19% os preços dos serviços de telecom. As duas propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional – a PEC nº45/2019, de autoria da Câmara dos Deputados e da Emenda nº 44, do Senado Federal, querem acabar com cinco impostos e substituí-los por um, batizado de IBS. Segundo a Brasscom, que apoia as duas propostas com algumas mudanças, esse novo imposto poderá reduzir os preços dos serviços de telecomunicações. O estudo divulgado hoje, 10, pela entidade, concebido e realizado pela equipe de Inteligência e Informação da Brasscom, validado e complementado pela Tendências e FCR Law, aponta que a eliminação do PIS/COFINS e IPI cobrados pela União, do ICMS, cobrados pelos estados e do ISS pelos municípios terá impactos diferentes no setor de TICs. Mas a entidade avalia que mesmo os setores que terão majoração de carga tributária acabarão sendo beneficiados pela futura política tributária. Conforme a entidade, o setor de telecomunicações, terá impactos positivos em uma ou outra proposta. ” O setor de telecom ganha fôlego para estimular a revolução digital, com potencial de aumento de demanda, em decorrência da redução de preço”, afirma o documento. Segundo a entidade, a proposta da Câmara poderá reduzir os preços dos serviços de telecomunicações em até 19% e a do Senado, em até 18%. “O IBS, aprimorado nos termos da Emenda nº 44 à PEC nº 45 2019 , no tocante à Supressão das CIDEs e à Desoneração da Folha reduz a Receita Bruta de Telecom em 17,99 % e de Software em 0,32 %, gerando uma Disponibilidade Aquisitiva de R$ 38,2 bi. Por outro lado, aumenta a Receita Bruta de Hardware em 6,47 % e Serviços de TIC em 4,78 %, reduzindo Disponibilidade Aquisitiva para R$ 29,5 bi”, diz o documento. O estudo aponta ainda que a introdução do IBS, nos termos da PEC nº 45/2019, produz variações de preços, compelindo os subsetores de software, serviços de TIC e hardware à majoração, e criando espaço para a redução no setor de telecom. O subsetor mais afetado por pressão por aumento de preço e o de Serviços de TIC com 8,8%. “A Potencialização do IBS reduz em 45% a pressão por aumento de preço em Serviços de TIC para 4,8%”, afirmou ainda a entidade. Fonte: Tele Síntese – Brasília http://www.telesintese.com.br/novo-imposto-sobre-servico-pode-reduzir-precos-de-telecom-diz-brasscom/
FIM DA DESONERAÇÃO DA FOLHA PODE SER DEVASTADORA PARA AS TICS
DA REDAÇÃO – TELE.SÍNTESE Segundo a Brasscom, se esse instrumento tributário não for mantido, mais de 80 mil empregos de TI deixarão de existir em quatro anos. A Brasscom divulgou hoje, 10, estudo sobre as duas propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional: a PEC nº45/2019, de autoria da Câmara dos Deputados e da Emenda nº 44, do Senado Federal As duas propostas acabar com cinco impostos e substituí-los por um, batizado de IBS. Segundo a Brasscom, que apoia as duas propostas com algumas mudanças, esse novo imposto poderá reduzir os preços dos serviços de telecomunicações. Mas para a entidade, o mais dramático para o setor será a não continuidade da Desoneração da Folha de Pagamento, medida que está prevista para acabar em 2021. “O setor de software e serviços de TIC, que tem oportunidade de gerar 299 mil empregos altamente qualificados nos próximos 5 anos, sofrerá impacto devastador com o fim da Desoneração da Folha”, alerta e entidade. que será extinta em primeiro de janeiro de 2021. Conforme o estudo, sem esse mecanismo de desoneração, em quatro anos seriam cortados mais de 80 mil empregos qualificados no país. Fonte: Tele Síntese http://www.telesintese.com.br/fim-da-desoneracao-da-folha-pode-ser-devastadora-para-as-tics/
Mercado de TI tem grande demanda e déficit de novos profissionais
Por Daniel Praciano, Em Fortaleza, no resto do Brasil e até no exterior há vagas disponíveis tanto para quem se formou recentemente ou para profissionais experientes. Aprender sobre novas linguagens e ter inglês avançado ajudam na candidatura Há muitas vagas no setor de Tecnologia. E isso não é um fenômeno só do exterior, mas também aqui no Brasil. Segundo relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o Brasil forma 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano, mas seriam necessárias 70 mil para atingir a necessidade do mercado. Logo, há um déficit de 24 mil formandos na área de Tecnologia da Informação (TI). A escassez de mão de obra faz com que os profissionais disponíveis sejam disputados. “Em relação à formação de mão de obra, fica evidente o tamanho do desafio do Brasil para conseguir dobrar o setor de Software e Serviços”, diz o relatório. >>>Mercado local de TI é bom, mas não é o ideal Conforme dados da Brasscom, a partir de um crescimento de 8% a 9% em 2019, que deve se acelerar nos próximos anos, estima-se que até 2024 a demanda por profissionais do setor cresça a 329 mil profissionais, mais outros 92 mil da TI In House, totalizando 421 mil. A demanda será de 25% em Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), 11% em segurança, 10% em Big Data, 6% em Nuvem e 2% em Inteligência Artificial (AI), além da demanda por profissionais administrativos (19%), de nível técnico (14%) e em outras tecnologias (13%). Ana Claudia Plihal, diretora de soluções de talentos do LinkedIn para o Brasil, confirma a tendência apresentada no relatório: a área de Tecnologia da Informação é uma das que está com alta demanda no mercado de trabalho. Contudo, garante ela, por lidar justamente com tecnologias e ferramentas específicas, falta muitas vezes a mão de obra qualificada, isto é, um talento que domine habilidades técnicas únicas para a vaga. “A principal dica é não só acompanhar essas tendências, mas também entender quais competências são necessárias para atuar em uma profissão ou área de TI. Lançamos recentemente um estudo sobre as profissões emergentes para 2020 no Brasil que mapeou as 15 profissões em alta e as respectivas habilidades necessárias. Destas, 9 são do setor de Tecnologia da Informação”, disse. Segundo Júlio Guido Militão, coordenador da divisão de Inovação da Universidade de Fortaleza, na área da Tecnologia da Informação há empregos para os profissionais com conhecimento atualizado, principalmente para desenvolvedores de sistemas, conhecedores de novas áreas como Ciência de Dados e Segurança. “Para profissionais atualizados e competentes não vejo nem aqui nem no Brasil falta de postos de trabalho. Há de se considerar que existem vagas abertas, mas não temos profissionais para preenchê-las, na maioria dos casos”. Luís Eugênio Braga, diretor da Luz Inova Tecnologia, concorda que há uma fartura de empregos, mas afirma que nem todas as vagas são voltadas para iniciantes na profissão. “Infelizmente, alguns requerem profissionais mais seniores, com pouca curva de aprendizagem. Obviamente, em TI, que possui muitas ramificações, existem alguns setores que não têm mercado em todos os lugares (não há mais tantos profissionais de Cobol sendo solicitados)”, disse. Conhecimento Apesar de fartura de oportunidades de trabalho, é preciso conhecimento para ter vantagens na disputa por uma vaga. Braga afirma que conhecimento de frameworks de mercado, multidisciplinaridade do profissional e saber inglês são fundamentais para maior chance de empregabilidade. Já Plihall diz que é preciso estar atento também às linguagens de desenvolvimento que mais crescem e metodologias mais adotadas pelas empresas que ditam o mercado de TI. Exterior Uma chance para trabalhar fora do País é algo muito buscado por diversos profissionais. Porém, pela escassez de mão de obra em TI ser um fato mundial, eles largam na frente também neste cenário. De acordo com o coordenador da Universidade de Fortaleza, para além do conhecimento na sua área, o profissional deve dominar o inglês. “Não é necessário somente estudar os padrões e tecnologias mais atuais do mercado. O inglês é essencial”, aponta Militão. Área tem déficit anual de 24 mil profissionais na área de Tecnologia da Informação. Oportunidade de empregabilidade mais rápida, desde que o interessado busque algumas características importantes para o mercado. Fonte: Diário do Nordeste https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/negocios/mercado-de-ti-tem-grande-demanda-e-deficit-de-novos-profissionais-1.2219900
Empresas buscam alternativas para digitalizar seus negócios
A escassez de mão de obra na área de TI coloca em evidência plataformas de CRM Low Code Em tempos onde FINTECHS, EDUTECHS, BIOTECHS dominam o espaço e atenção da mídia especializada, temos a certeza de que o mundo como conhecemos deve se transformar mais rápido do que imaginávamos, sobretudo no que diz respeito a forma como fazemos negócio. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o mercado de trabalho no setor de TI deverá criar até 2024 por volta de 70.000 novos empregos. Esta projeção chama atenção pelo contraste com a realidade brasileira, onde o desemprego ainda resiste nos demais setores, chegando a taxas superiores à 11% de acordo com a última pesquisa divulgada pelo IBGE em dezembro último. Com a economia dando os primeiros sinais de recuperação, o mercado começa a sentir a escassez de profissionais da área de TI. A própria Brasscom alerta para o déficit na formação desta mão de obra e provável apagão técnico, já que a capacidade atual para formação de profissionais da área gira em torno de 46.000 profissionais formados a cada ano. Por estas e outras razões, empresas tem buscado alternativas tecnológicas para viabilizarem a digitalização de seus negócios. Não se trata apenas de reduzir prazos e custos de seus projetos, mas também assegurar a sustentabilidade de seus sistemas no médio e longo prazo. A integração entre seus diferentes sistemas, bem como sua personalização através da customização são apenas algumas das demandas que a TI deverá responder com rapidez. Empresas Tradicionais, Novos Negócios Atraia mais clientes para o seu site! Criou um site mas não recebe novos contatos? Confira os 7 pontos de atenção para tornar o seu site mais atrativo. Baixei o infográfico gratuitamente aqui! Para fazer frente a estes desafios, fornecedores de software tem buscado atender seus clientes com soluções que reduzam os custos e prazos de implementação. “Embora o holofote das iniciativas de tecnologia esteja direcionado para startups de tecnologia, empresas com modelos tradicionais precisam fazer sua lição de casa, melhorando controles internos, automatizando processos e integrando seus sistemas para ganhar competitividade” é o que afirma Alexandre Davidiuk, cofundador da Single Point Technology. Com o crescimento da empresa, é natural que seus processos tornem-se mais complexos exigindo constantes adequações em seus sistemas. É nesta hora que os gestores devem avaliar com cautela se os softwares em uso respondem de forma satisfatória as necessidades de customização que seu negócio exige. “Muitas empresas se reinventaram mudando a forma como se relacionam com seus clientes. Nesta hora é importante que seu software de CRM se adapte à sua realidade e não o contrário. ” completa Alexandre. A próxima onda Em um primeiro momento, as empresas buscavam digitalizar seus processos para obter redução de custos, ganhos de produtividade e padronização dos trabalhos, sobretudo em seus processos de backoffice. Porém, a dinâmica do consumidor tem invertido esta lógica, obrigando as empresas a se atualizarem de fora para dentro, sob o risco de perderem participação de mercado. A prioridade é reavaliar os canais de relacionamento, coletar e estruturar dados de seus clientes ao longo de sua jornada, priorizando projetos de CRM, BI e Inteligência Artificial. Além disso, a Lei Geral de Proteção aos Dados ( LGPD) que passará a vigorar em agosto de 2020, trouxe mais um ingrediente a ser gerenciado neste cenário complexo. LOW CODE E NO CODE Diante de um cenário cada vez mais digitalizado, muitos gestores se deparam com a necessidade de rever seus processos e por fim, adaptar seus sistemas com customizações muitas vezes impraticáveis pelos seus fornecedores de TI. Quando falamos em softwares de CRM, são poucos os que realmente permitem customizações que atendam integralmente as especificidades de um negócio, seja por impeditivos técnicos ou por custos proibitivos. Em resposta a estas demandas, plataformas com recursos de Low Code ou No Code, termos utilizados quando nos referimos a pouca ou nenhuma necessidade de programação para customizar um software, são grandes alternativas para estas necessidades. É muito difícil conceber que empresas se relacionem com seus clientes de forma homogênea, ainda mais quando falamos em processos de qualificação, prospecção e vendas. Com recursos Low Code e/ou No Code, os fornecedores de tecnologia atingem diretamente os dois maiores ofensores na implantação de soluções tecnológicas: altos investimentos e prazos longos; sobretudo, em projetos altamente customizados. O que realmente faz a diferença? O maior benefício que a digitalização pode oferecer para seu negócio, é tornar a informações relevantes, acessíveis aos seus colaboradores no momento desejado. Muitas vezes o processo de negócio está bem desenhado, mas o que o torna ineficiente é justamente a dificuldade em obter informações para executá-lo. Tomemos como exemplo um atendente renegociando um contrato com seu cliente. É óbvio que se ele tiver munido de informações precisas e completas, conseguirá definir uma abordagem com maiores chances de êxito. Conhecer o histórico de interações do cliente junto a empresa, saber se ele está utilizando os serviços, se é um cliente rentável ou inadimplente, dentre outras informações, conferem ao atendente a possibilidade de direcionar uma abordagem mais efetiva, e isso é o que de fato fará diferença no resultado da empresa. Avaliar a adoção de plataformas tecnológicas que irão atender as demandas de digitalização do seu negócio, deve ir além da alçada da área de TI, pois os gestores do negócio devem ter a consciência dos riscos envolvidos na escolha de soluções pouco flexíveis. Fonte: Terra https://www.terra.com.br/noticias/dino/empresas-buscam-alternativas-para-digitalizar-seus-negocios,35457230ef91fc1b769cc76e48d8b2ae9zdh918s.html
Consulta pública de IA expõe divergências sobre legislação do tema
Por Fernando Paiva [Publicado no Mobile Time] A consulta pública sobre a elaboração de uma Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial foi encerrada na última segunda-feira, 2 de março, tendo recebido mais de 300 contribuições de diversas associações, empresas privadas e pesquisadores ao longo de dois meses e meio. Participaram associações, entidades e ONGs como Abinee, Abranet, Artigo19, Brasscom, Câmara de Comércio dos EUA, Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, CTS-FGV, Febraban, I2AI, Idec, IEA/OIC/USP, InternetLab, Movimento Brasil Competitivo, NIC.br e ITS-Rio. Entre as empresas privadas, se destacam IBM, iFood, Intel e Telefônica. De iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a consulta pública expôs uma divergência marcante na sociedade brasileira quanto à necessidade ou não, neste momento, de se criar leis para nortear o desenvolvimento da inteligência artificial e a profundidade das mesmas. Analisando-se os comentários enviados, fica clara a seguinte divisão: de um lado o setor privado, preocupado com a possibilidade de leis demasiadamente restritivas prejudicarem o desenvolvimento e a inovação em IA no Brasil; e de outro, pesquisadores, ONGs e entidades de defesa do consumidor demandando que sejam estipuladas, sim, regras, especialmente para que os direitos humanos sejam protegidos dentro das soluções de IA que estão surgindo. Claro que as empresas também falam da importância de se ter uma IA inclusiva e que respeite os direitos humanos, enquanto também há pesquisadores e outros especialistas preocupados em viabilizar a inovação, mas, a grosso modo, é possível notar a referida divisão pelo menos na ênfase conferida por cada grupo em relação a tais questões. Em vez de uma lei geral para IA, associações do setor privado e algumas empresas propõem regulamentações pontuais e setoriais. Serve de exemplo uma das contribuições assinadas pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica): “a Abinee esclarece sua preocupação – nesse momento – com a discussão e adoção de um marco normativo para o desenvolvimento e uso de IA no Brasil tendo em vista as características ainda desconhecidas dessa tecnologia. Qualquer iniciativa normativa sobre o desenvolvimento e uso de IA nesse momento poderá levar a consequências imprevistas e a gargalos no desenvolvimento e adoção dessa tecnologia. Entendemos, também, que na medida em que os sistemas de IA passem a ser incorporados nas várias atividades e setores econômicos, que estudos setoriais poderão apoiar considerações em cima de uma regulação setorial sobre a adoção de bases normativas especificas para alguns setores, de acordo com o respectivo ordenamento setorial.” O Movimento Brasil Competitivo segue linha parecida com a da Abinee e fala em autorregulação: “para promover um ambiente institucional e regulatório propício à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, dada sua natureza de rápida evolução, temos um cenário no qual a regulamentação é complexa e propensa a se tornar obsoleta rapidamente. Sendo assim, cabe ao governo avaliar este cenário e refletir antes de adotar novas leis, regulações, ou controles que possam impedir o desenvolvimento e uso responsáveis da IA. Aconselhamos que a melhor abordagem seria o governo combinar o estímulo à autorregulação por parte dos agentes e dos diferentes ecossistemas que envolvam o uso de IA com eventuais regulações que sejam precisas e pontuais, de preferência setoriais, quando for pertinente para mitigar eventuais riscos relativos ao uso da IA em situações específicas.” Entre as empresas que participaram diretamente da consulta pública, a Telefônica/Vivo externou a mesma preocupação: “A Telefônica entende, portanto, que a regulamentação ex post seja a abordagem mais adequada no atual cenário e estágio de maturação da IA. Da mesma forma, a Telefônica avalia como prematura e potencialmente danosa a criação de uma estrutura institucional dedicada exclusivamente à supervisão de aplicações em IA por parte do Estado. Como alternativa, sugere-se a criação de fóruns intersetoriais com o intuito de se estabelecer ampla e inclusiva discussão sobre o tema, que envolvam as diferentes partes interessadas e onde possam ser tecidas recomendações para o uso adequado da IA nos mais diversos setores.” O iFood, por sua vez, espera que a governança de IA não seja “burocrática e restritiva” ou que “impeça o desenvolvimento de novos negócios e novas tecnologias”. Integração O NIC.br lembrou da necessidade de integração entre a Estratégia Brasileira de IA e outras iniciativas governamentais e leis já estabelecidas, como a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, o Programa de Inovação Educação Conectada, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o Plano Nacional de IoT e a Estratégia de Governança Digital (e-GOV). A Abranet destacou a importância de o governo federal dialogar com o poder legislativo na elaboração da Estratégia Brasileira de IA , haja vista que existem pelo menos quatro projetos de lei em tramitação sobre o tema, dois no Senado Federal e dois na Câmara dos Deputados. “Da perspectiva da Abranet, a convergência entre os esforços dos Poderes Executivo e Legislativo geraria efeitos positivos para o País e seria essencial para assegurar a estabilidade e a segurança jurídicas que o setor privado e a comunidade científica necessitam para seguir avançando com o desenvolvimento e a utilização das referidas tecnologias. Espera-se, inclusive, que a combinação entre a presente Consulta Pública e os debates típicos do processo legislativo ofereçam as oportunidades necessárias para que o setor privado possa contribuir significativamente para a definição dos rumos da política brasileira de IA.” Proteção de direitos O Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (CTS-FGV) destacou que o Brasil aderiu aos princípios enunciados pela OCDE para o desenvolvimento ético e de governança de IA, que pressupõem, entre outros pontos, que os sistemas de IA: 1) promovam o crescimento inclusivo, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar; 2) sejam projetados de maneira a respeitar o Estado de Direito, os direitos humanos, os valores democráticos e a diversidade, liberdade, dignidade, autonomia, privacidade e proteção de dados, equidade, justiça social e direitos trabalhistas; 3) ofereçam transparência e explicabilidade. “Recomenda-se, inicialmente, que a legislação brasileira faça referência esses standards”, diz o comentário do CTS-FGV. O Idec, entidade de defesa do direito do consumidor, ressaltou que “além de ser centrada no ser humano, essa tecnologia (IA) deve ser transparente, acessível, não-discriminatória e não-excludente, inclusive
EMPRESAS COBRAM ACESSO A DADOS ABERTOS DO GOVERNO COMO POLÍTICA PARA A IA
RAFAEL BUCCO Um traço comum nas contribuições do setor privado à consulta pública sobre a estratégia brasileira para inteligência artificial é a defesa de que os sistemas devem ter acesso à maior quantidade de possível dos brasileiros. Diferentes empresas e entidades querem que o governo padronize melhor e forneça seus dados, quando não houver impedimento legal, para que alimentem os softwares e facilite o treinamento mais confiável das máquinas. É o caso da Intel. A fabricante de chips recomenda que o governo acentue a política de dados abertos, que deveria ser empregada de forma ampla pelos governos estaduais e municipais. “É imperativo que os dados sejam amplamente disponibilizados em um formato útil”, resume. A companhia tece ainda outras recomendação. Diz, por exemplo, que o governo deve trabalhar para remover barreiras e criar um ambiente legal e político que ofereça suporte à IA. Novas políticas devem focam aspectos exclusivos da IA e ser principiológicas. O governo deve, diz a empresa, “regular objetivos ou usos gerais, em vez de algoritmos específicos. A estratégia brasileira deve se concentrar em objetivos amplos de IA e adotar políticas para promovê-los, em vez de tentar determinar exatamente como algoritmos específicos operam e regular tais algoritmos”, defende. Também vale fazer uma revisão de regulamentos que podem ser obstáculo ao desenvolvimento da IA. “O governo deve examinar onde as leis e regulamentos existentes podem proibir a execução automática de tarefas e determinar se essas restrições ainda são justificadas”, afirma a companhia. QUANTO MAIS DADOS, MELHOR A IBM, defende entre vários pontos, que o poder público incentive o desenvolvimento de IA por meio do financiamento de pesquisas. Cobra ainda, que o governo implemente programa mais amplo de dados abertos, respeitando regras de privacidades em vigor, para treinar sistemas de IA, “exigindo que todos os dados governamentais não sensíveis estejam em formato legível por máquina e estejam sob modelos padronizados de compartilhamento e licenciamento de dados”. A Brasscom, entidade da qual faz parte a IBM, mas também outras empresas de tecnologia, como Facebook, Uber, Telefonica, Microsoft, Huawei e Cisco, contribuiu no mesmo sentido. “Para que as tecnologias de inteligência artificial e machine learning possam de fato se desenvolver de maneira eficiente, banco de dados abertos se apresentam como um importante insumo, tanto para o desenvolvimento de serviços inovadores como para melhoria e inovação no ciclo de serviços prestados pelo próprio poder público”, defendeu. A Abinee, associação de indústrias do setor eletroeletrônico, também pede que mais dados públicos sejam cedidos para uso por ferramentas de inteligência artificial. “A reutilização de dados abertos tem um alto potencial em gerar e otimizar novos serviços e aplicativos, além de auxiliar no enfrentamento aos desafios da sociedade, promovendo a participação dos cidadãos na vida política e social, aumentando a transparência e a responsabilidade e obtendo ganhos de eficiência ao compartilhar dados entre administrações públicas”, argumenta. Fonte: Tele Síntese Empresas cobram acesso a dados abertos do governo como política para a IA
Estudo aponta falta de mão de obra qualificada em tecnologia
Por UNIUBE Estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) revela um desequilíbrio entre a grande quantidade de vagas disponíveis e a falta de mão de obra na área de Tecnologia da Informação (TI). Até 2024, o setor deve abrir cerca de 290 mil vagas. Um exemplo dessa situação é a falta de profissionais qualificados em Uberlândia, polo de tecnologia que abriga cerca de 100 empresas do ramo. A Engenharia da Computação torna-se uma promissora oportunidade de carreira para jovens apaixonados pelo setor. Segundo o coordenador do curso de Engenharia de Computação da Uniube Uberlândia, professor Stéfano Vita, o aluno matriculado nesse curso tem os estudos mais focados em produzir peças e componentes para máquinas ou equipamentos automatizados, criar sistemas que integram hardware e software e planejar e montar computadores. Entretanto, também pode optar em seguir a carreira de desenvolvimento de sistemas. “Os estudantes do curso são gabaritados no planejamento (montagem de projetos), desenvolvimento e implementação de equipamentos, chips, placas e dispositivos computacionais, aplicações industriais, sistemas embarcados e até mesmo desenvolvimento de sistemas”, diz Vita. Em Uberlândia, a Uniube oferece o curso de Engenharia de Computação no Campus Marileusa. “Nossos pontos fortes são: alta carga horária em disciplinas voltadas para a programação; oferta contínua em projetos de iniciação científica nas mais diversas áreas da computação; nota 4 na avaliação do MEC; grande número de disciplinas práticas em laboratórios específicos; monitorias de ensino; participação em Maratonas de Programação (regional e nacional); participação em Torneios de Robótica (regional e nacional); parcerias com empresas para estágios e empregos”, ressalta o professor. O curso na Uniube O Curso de Engenharia da Computação visa à formação de pessoas que demonstrem o compromisso com a ética, com a cidadania, com a coletividade e com o ecossistema, que sejam capazes de empregar os conhecimentos adquiridos e as habilidades desenvolvidas durante o curso no desempenho de todas as atividades. O curso forma engenheiros para promover o desenvolvimento científico e tecnológico da computação, profissionais empreendedores, conscientes das dimensões técnicas, econômicas, legais, políticas e sociais advindas das soluções apresentadas pela engenharia. Fonte: G1 https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/especial-publicitario/uniube/educacao-superior-em-foco/noticia/2020/03/06/estudo-aponta-falta-de-mao-de-obra-qualificada-em-tecnologia.ghtml