Líderes empresariais dizem que prorrogação da desoneração da folha favorece empregos

Dirigentes de entidades representativas de setores intensivos em mão de obra avaliaram como positiva para a manutenção e geração de empregos a aprovação da Câmara do projeto que prorroga a desoneração da folha de salários. Segundo eles, a medida ajuda o planejamento das empresas dos 17 setores beneficiados por mais dois anos, preservando vagas em áreas impactadas pela pandemia, como transportes, calçados e têxteis. Líderes empresariais estão confiantes de que o Senado vai dar andamento rápido à discussão do projeto e acelerar a sua aprovação. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não apoia a medida e não vai vetar o projeto caso seja aprovado também pelos senadores. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a aprovação é um avanço que traz maior segurança jurídica para os calçadistas brasileiros planejarem o ano de 2022. O presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, afirmou que a desoneração da folha permitirá a continuidade da recuperação de postos no setor, que, entre janeiro e setembro, gerou mais de 33 mil vagas, somando um total de 280 mil empregos diretos em todo o País. Esse total representa um avanço de 15,6% em relação ao ano passado. “Até outubro, tivemos incremento em todos os indicadores, com o crescimento de mais de 18% na produção de calçados em relação a igual período do ano passado”, disse Ferreira, por meio de nota. Para o presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Carlos Henrique Passos, a medida dá maior segurança jurídica aos prestadores de serviços e ajuda a estimular a formalização no setor, um dos que mais empregam no país. — Toda vez que há uma discussão em que a base de cálculo dos encargos trabalhistas deixa de ser a folha de pagamento a gente entende como um assunto extremamente importante. E a desoneração tem esse viés — diz Passos, que espera um consenso nos próximos anos para tornar a medida permanente. — Do ponto de vista da segurança empresarial, a certeza que você vai pagar o imposto sobre o faturamento é muito mais confortável do que pagar sobre uma folha de pagamento. O empresário sabe quanto vai custar (a mão de obra). O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Fernando Pimentel, disse esperar aprovação rápida no Senado: — O importante é tirarmos essa incerteza sobre esse tema, por isso a expectativa é que o assunto seja aprovado rapidamente no Senado. A desoneração vai de encontro ao que defendemos, assim como o ministro da Economia, Paulo Guedes, também defende a redução do custo do emprego no país. A desoneração da folha, que estava prevista para acabar no fim deste ano, permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. Entre os 17 setores da economia que podem aderir a esse modelo estão as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário. Eles empregam diretamente 6 milhões de pessoas. Ele afirmou que embora os setores beneficiados comemorem a prorrogação por mais dois anos da desoneração, o país terá que pensar outros caminhos para financiar a Previdência, “que funciona muito bem quando há muita gente contribuindo e menos gente recebendo”, o que pode ser alcançado com a abertura de mais vagas. — Também é preciso ter em mente que só a legislação não gera empregos. É preciso que o país cresça. Uma legislação eficiente apenas ajuda a acelerar esse processo de abertura de novas vagas — disse Pimentel, lembrando que o setor gera 1,5 milhão de empregos diretos e nos últimos 12 meses abriu 100 mil vagas formais de trabalho. No setor de transportes, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que representa 155 mil empresas que geram 2,2 milhões de empregos, considera essencial a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos por dois anos. A entidade lembra que o setor de transporte foi fortemente impactado pela pandemia da Covid-19, em todos os modais, especialmente os segmentos de transporte de passageiros. “Uma reoneração da folha, neste momento, provocaria aumento dos custos das empresas no ano que vem, o que tornaria ainda mais difícil a situação das empresas. Para se ter uma ideia, mais de 60 mil postos de trabalho foram fechados somente no setor de transporte durante a pandemia”, afirmou a entidade em comunicado, que prevê mais desemprego se a medida não for aprovada no Congresso. O Metrô de São Paulo observou que a prorrogação ainda não está vigente, e está sujeita à decisão do Senado e à sanção ou veto do presidente. Até lá, a estatal estadual não se pronuncia sobre o assunto. Para a presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra), Vivien Suruagy, a continuidade da desoneração é fundamental para que as empresas possam manter os empregados já que ainda estão em uma fase de recuperação no pós-pandemia: — Nesse cenário em que não conseguimos discutir a questão da desoneração na reforma tributária, nós brigamos para conscientizar os parlamentares e o governo da importância da sobrevivência das empresas e do emprego através da desoneração. Segundo Vivien, sem a renovação da desoneração, as empresas do setor teriam um aumento médio de despesa em torno de 7% a 7,5% do faturamento, o que comprometeria cerca de 490 mil empregos. — Como nós não temos uma solução definitiva com relação à desoneração, estamos em um compasso de espera. Em vez de estarmos treinando e qualificando essa mão de obra, estamos esperando essa definição, sem poder definir investimentos — acrescentou. O presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), John Anthony von Christian, também comemorou o avanço na Câmara e se disse otimista sobre a tramitação no Senado: — Agora, contamos com a sensibilidade e a agilidade dos senadores para que a pauta entre o mais rápido possível em votação. Com a manutenção da folha, vamos garantir os empregos atuais e gerar

Câmara prova desoneração até 2023

Proposta ajuda a manter empregos. Fonte: Jornal da Band https://www.band.uol.com.br/noticias/jornal-da-band/videos/camara-prova-desoneracao-ate-2023-16993958

Desoneração da folha favorece atividade econômica, dizem representantes

A prorrogação da política de desoneração da folha de pagamentos, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, terá um impacto positivo na retomada da atividade em segmentos importantes da economia brasileira, na avaliação de líderes empresariais. Ao beneficiar 17 setores intensivos em mão de obra, a medida dá previsibilidade que pode se transformar na geração de empregos, segundo associações de empresas que serão contemplados com a prorrogação. Deputados devem votar um projeto de lei sobre o tema na Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara na próxima quarta-feira. “A melhor notícia é que o governo se comprometeu a não vetar o projeto (que deve ser aprovado pelo Congresso). É um alívio para o setor calçadista, que vem experimentando uma retomada desde o início do ano e via no possível fim da desoneração uma ameaça à recuperação da atividade”, disse Haroldo Ferreira, presidente da Abicalçados. O setor de calçados é um dos 17 que serão beneficiados com a prorrogação da desoneração. Alguns representantes desses setores estiveram nesta quinta-feira com Bolsonaro e os ministros da Economia e da Agricultura, Paulo Guedes e Tereza Cristina. Após o encontro, Bolsonaro anunciou a prorrogação da medida por mais dois anos. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, explicou que não foi discutido na reunião sobre de que forma será alterada a proposta, mas que será definida a melhor estratégia com os deputados. “A gente teve exatamente cuidado de que essa desoneração seja mantida para 17 setores agora, e que possa criar condições para no futuro desonerar todo o setor produtivo na folha de pagamento”, afirmou Santin. De janeiro a setembro deste ano, o setor calçadista gerou mais de 33 mil postos de trabalho, somando 280,3 mil vagas na atividade, alta de 15,6% em um ano. O fim da desoneração da folha geraria uma carga tributária extra de mais de R$ 600 milhões por ano, com perda de 14 mil empregos somente em 2022 no setor calçadista, segundo estimatvia da Abicalçados. ‘Medida restabelece lógica’ “Essa medida restabelece a lógica. Entendemos que a tributação da Previdência deve incidir sobre faturamento, e não sobre a folha. O que houve foi a manutenção da base de cálculo”, disse José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC). Márcio Girão, presidente do ConTIC (Conselho de Tecnologia da Informação e Comunicação), disse que a medida significa a garantia de 1,5 milhão de empregos qualificados. “Dá estabilidade ao setor e contribui também para a contenção da inflação, por não haver repasse ao consumidor de eventuais alterações tributárias onerosas”, afirmou. Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso destacou que, ao falar sobre a prorrogação, Bolsonaro passou aos deputados da base governista uma orientação sobre como votar o projeto de lei na CCJ. E, segundo ele, o ministro Paulo Guedes concorda com a medida: “Com isso, não há mais motivo para a base do governo segurar a pauta.” Ganho é maior que o custo, diz presidente da ABT Otimista com o encontro com o presidente e com o anúncio da prorrogação, John Anthony von Christian, presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), alertou na reunião que o setor emprega 300 mil trabalhadores em pequenas cidades. Sem a prorrogação, muitos postos seriam fechados. “Imagina o que vai acontecer com esse jovem, cheio de esperança no primeiro emprego, na rua de novo. Provavelmente, vai custar caro a recuperação. Tem que pensar que, inclusive, vai cair em ano eleitoral. Como ele (Bolsonaro) vai enfrentar em ano eleitoral essa massa de jovens desempregados?”, disse Christian. O representante da ABT disse que as entidades provaram que a desoneração “não vai ter custo, vai ter custo se não houver”, com o pagamento do seguro-desemprego, por exemplo. Setor de TI apresentou dados ao presidente Presente à reunião, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sergio Paulo Gallindo, apresentou a Bolsonaro um estudo da entidade que aponta que ao mesmo tempo em que há uma renúncia fiscal de R$ 10,41 bilhões com a desoneração da folha, há uma arrecadação compensatória de R$ 12,95 bilhões. No relatório, a associação analisou a performance dos 13 setores que foram reonerados em 2018 e aplicou seus percentuais aos 17 setores atualmente desonerados.

Desoneração: setor produtivo reforça articulação no Senado

A expectativa é que o projeto da desoneração seja aprovado na CCJC da Câmara nesta quarta (17) e siga direto para o Senado BRASÍLIA | Bruna Lima, do R7, em Brasília Após um intenso período de articulação com os deputados federais e com o presidente da República, os 17 setores desonerados direcionam os esforços para fazer com que o Senado aprove o projeto de lei que prorroga até 2026 a desoneração da folha de pagamento. O presidente Jair Bolsonaro garantiu a representantes dos segmentos a extensão do benefício para os próximos dois anos. A contrapartida é o apoio a reformas estruturantes e à PEC dos Precatórios. Apesar da expectativa positiva para a aprovação do projeto na próxima quarta-feira (17), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), na Câmara dos Deputados, representantes dos desonerados continuam engajados em manter e acentuar o diálogo no Congresso. “Precisamos continuar articulados, tentando mostrar aos parlamentares que será o pior dos mundo perder a desoneração conseguida a duras penas”, destaca o presidente-executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha. Na avaliação de Cunha, o desafio é maior nas tratativas com os senadores. “Não há outro plano a não ser a articulação dos setores no sentido de mostrar a importância que representa essa desoneração. Fizemos um grande trabalho na Câmara e vamos fazer no Senado, embora o Senado seja uma casa mais difícil de trabalhar. Nem sempre são articulações fáceis, já que são menos parlamentares e os senadores já chegam com um posicionamento.” Com o governo federal — apesar das manifestações públicas do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra a prorrogação da renúncia fiscal — o acordo é de manter o benefício pelos próximos dois anos. “O governo joga pesado, tem sempre uma moeda de troca guardada. Se sabemos que com a PEC dos Precatórios, o governo teria folga orçamentária para a desoneração, evidente que os setores vão trabalhar para isso, somando esforços com as intenções do governo”, explica Cunha. No caso do setor dos transportes, a PEC dos Precatórios se torna importante não só por manter a desoneração, mas para auxiliar camadas sociais mais vulneráveis, justamente aquelas que dependem do transporte público OTÁVIO CUNHA, DIRETOR-EXECUTIVO DA NTU Presidente da Federação Nacional de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra), Vivien Suruagy participou das negociações com Bolsonaro e acredita que a sinalização do presidente em apoiar a desoneração, ainda que por dois anos, é importante para conquistar aval dos senadores para fazer a matéria passar nas duas casas e ir para sanção presidencial. “O posicionamento do presidente Bolsonaro é importante, considerando que o governo esteve, há algum tempo, contra a desoneração. Houve um claro posicionamento sobre a necessidade de garantir emprego e carteira assinada aos trabalhadores por meio da manutenção da desoneração”, diz Suruagy. Em um plano mais ambicioso, o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e Tecnologias Digitais (Brasscom), Sergio Paulo Gallindo, afirma que o ideal é ampliar a desoneração a todos os setores econômicos. Para que isso ocorra, a necessidade é de uma reforma tributária ampla. Para isso, a sugestão trazida pela Brasscom é fazer uma nova distribuição entre as três bases tributárias: a salarial, de consumo e movimentação financeira, que, atualmente, não possui incidência tributária. “O que a gente precisaria é analisar essas cargas tributárias e fazer um remix, usando uma parte em movimentação financeira e distribuir a outra parcela de forma mais equitativa. O ideal seria abandonar a folha, mas talvez não seja possível. O exercício é colocar tudo na mesa, fazer conta e desmontar esse monstro que é a tributação brasileira”, afirma Gallindo. Para o representante da Brasscom, no escopo desta reforma, deveria ser incluída a desoneração a todos os setores econômicos, uma vez que a renúncia fiscal é paga com arrecadações compensatórias. Em uma análise inédita promovida pela Brasscom, calculou-se que, em 2020, a desoneração rendeu R$ 2,54 bilhões mais do que custou aos cofres públicos em 2020. O governo arrecadou R$ 12,95 bilhões com valores que vieram direta e indiretamente das vagas de trabalho mantidas pelos 17 setores beneficiados com a medida. A renúncia fiscal foi de R$ 10,41 bilhões. “Estamos evidenciando que a desoneração é uma política estruturante que consegue compensar adequadamente a arrecadação. Então, ela deveria ter tratamento diferente por parte do governo com uma interpretação menos rígida da própria lei de responsabilidade fiscal”, sugere Gallindo.   Fonte: R7 https://noticias.r7.com/brasilia/desoneracao-setor-produtivo-reforca-articulacao-no-senado-13112021

Arrecadação com desoneração da folha supera renúncia fiscal

Por Sergio Paulo Gomes Gallindo, Helena Loiola Persona e Stephanie Felix Sieber A desoneração da folha, como é usualmente referida, foi estabelecida há dez anos, pela Lei 12.546/2011, como uma política pública voltada a impulsionar a geração de emprego e renda em setores econômicos intensivos em mão de obra, e implementada por meio da instituição de uma contribuição previdenciária patronal substitutiva, incidente sobre a receita bruta das empresas, a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), optativa à contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento, estabelecida pela Lei 8.212/1991, referida como Contribuição Previdenciária Patronal (CPP). No tocante à disciplina orçamentária da União, a desoneração da folha tem sido tratada como gasto tributário, impactando o espaço fiscal. Visando a prover uma arrecadação compensatória, a Lei 13.670/2018 instituiu, no artigo 8º, §21, da Lei 10.865/2004, a majoração de 1% da alíquota da Cofins-Importação incidente sobre os produtos relativos aos setores desonerados. Todavia, nem a arrecadação da referida alíquota e, tampouco, os efeitos arrecadatórios do impulsionamento do emprego e da renda jamais foram computados e contabilizados como arrecadação compensatória apta para abater o custo tributário, que, no nosso entender, não se trata propriamente de um gasto, mas, sim, de uma renúncia fiscal, à mercê de política pública legitimamente tramitada. O presente artigo apresenta o montante da arrecadação compensatória, tanto a decorrente da movimentação do emprego e da renda, bem como, da majoração de 1% da alíquota da Cofins-Importação, e faz o balanço da com a renúncia fiscal. De acordo com o Demonstrativo de Gastos Tributários (DGT-PLOA) de 2020 [1], publicado pela Receita Federal, o gasto tributário, a saber, a renúncia fiscal, do referido ano atingiu o montante de R$ 10,41 bilhões. É importante salientar que este foi o último ano, da série histórica, que o montante do gasto tributário foi reportado. A desoneração da folha, no nosso entender, não se trata propriamente de um gasto, mas, sim, de uma renúncia fiscal, visto que, como já comentado, conta com uma fonte extra de arrecadação, tangibilizada pela majoração, de 1%, da alíquota da Cofins-Importação incidente sobre os produtos relativos aos setores desonerados. Ademais, há de se levar em conta os efeitos arrecadatórios do impulsionamento do emprego e da renda. O comprometimento do espaço fiscal poderia ser, possivelmente, compensado por essas arrecadações compensatórias. A arrecadação decorrente do aumento do emprego e da renda é estimada com base na diferença relativa percentual de geração de novos postos de trabalho e do aumento da remuneração paga aos trabalhadores, entre os 17 setores econômicos desonerados, a saber, os que ainda estão listados nos artigos 7º e 8º da Lei 12.546/2011, e os 13 setores reonerados, que foram excluídos pela Lei 13.670/2018. Os parâmetros dos percentuais dos 13 setores reonerados são aplicados nos 17 setores desonerados. São, então, contabilizadas as arrecadações impactadas pela diferença de desempenho laboral dos dois grupos de setores, a saber, a Contribuição Previdenciária dos Trabalhadores (INSS), o Imposto de Renda dos Trabalhadores (IRPF), considerando os 50% destinados à União, e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O INSS é um tributo aderente ao tipo contribuição social, de competência da União, disposto na CF/88, artigo 149, cuja arrecadação é carreada inteiramente para o erário da União. O IRPF é um tributo do tipo imposto, previsto na CF/88, artigo 145, inciso I, e está sujeito partição da arrecadação, nos termos da CF/88, artigo 159, inciso I, sendo de 50% a parte destinada para a União. A natureza jurídica FGTS é controversa no seio da doutrina. Para o empregador, a natureza jurídica do FGTS pode ser é considerada como obrigação, na medita em que o seu recolhimento é coercitivo e destinado ao Estado. “Há quem diga que esse fundo possui natureza de tributo ou contribuição parafiscal (…) recolhido pelo Estado como intuito de obter um fundo que financie o SFH- Sistema Financeiro de Habitação” [2]. O Superior Tribunal de Justiça, por meio da Súmula nº 353, tem entendimento que “as disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às contribuições para o FGTS”. Não obstante a sua natureza jurídica, o fato é que a arrecadação do FGTS é carreada para a Caixa Econômica, na qualidade de gestora dos recursos. No portal da instituição temos a seguinte definição: “Objetivo: O FI-FGTS tem por objetivo proporcionar a valorização das cotas por meio da aplicação de seus recursos na construção, reforma, ampliação ou implantação de empreendimentos de infraestrutura em rodovias, portos, hidrovias, ferrovias, aeroportos, energia e saneamento” [3]. A despeito da natureza controversa, é inegável que o FGTS é uma exação que instrumentaliza políticas públicas relevantes e que comungam com a desoneração da folha o objetivo de gerar emprego, renda, investimento e bem-estar social. Nesse sentido, entendemos absolutamente legítimo considerar o diferencial da arrecadação do FGTS como partícipe da arrecadação compensatória referente à desoneração da folha. Ademais, contabiliza-se, também, a arrecadação indireta de PIS/Cofins gerada pelo consumo das famílias que têm membros empregados nos setores desonerados. Tal contabilização se justifica pelo fato de ambos os tributos terem natureza de contribuição social, de acordo com a CF/88, artigo 149, implicando que a arrecadação é carreada diretamente para o erário da União, porfiando-se, portanto, com o conceito de arrecadação compensatória. Para viabilizar a estimativa da referida arrecadação, foi utilizada, como base, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-2018) divulgada neste ano pelo IBGE [4]. A arrecadação do INSS é de R$ 4 bilhões; a do IRPF é de R$ 1,38 bilhões; a do FGTS é de R$ 3,56 bilhões; e a de PIS/Cofins gerada pelo consumo das famílias é de R$ 2,3 bilhões. A pertinência da apropriação da arrecadação compensatória decorrente do emprego e da renda se justifica pelo seu montante total de R$ 11,36 bilhões. Além dos tributos supra analisados, há, também, a arrecadação adicional da Cofins-Importação. A Lei 13.670/2018 instituiu, no artigo 8º, §21, da Lei 10.865/2004 o acréscimo de 1% na alíquota da Cofins-Importação com vistas a recompor a arrecadação ante a desoneração da folha. O valor da arrecadação é decorrente de várias alíquotas distintas, dependendo do item importado conforme o artigo 8º da Lei 10.865/2004. Do artigo 8º são extraídas as alíquotas de

Brasscom: União perderia R$ 2,5 bi sem a Desoneração da Folha

Segundo estudo da Brasscom, Arrecadação Compensatória supera Renúncia Fiscal apontada pelo governo como empecilho para prorrogação da política de desoneração O governo federal tem tratado a política de Desoneração da Folha de Pagamento como um gasto fiscal – condicionando a prorrogação da política à aprovação, por exemplo, da Proposta de Emenda à Constituição 23/2021, a PEC dos Precatórios. De acordo com estudo da Brasscom, entretanto, ao mesmo tempo em que há uma renúncia fiscal de R$ 10,41 bilhões, também está atrelada à desoneração uma arrecadação compensatória de R$ 12,95 bilhões. Esses números, segundo a Brasscom, demonstram que não se pode falar em comprometimento do espaço fiscal, pois, na prática, a desoneração gera um saldo positivo de R$ 2,54 bilhões. No relatório, a associação analisou a performance dos 13 setores que foram reonerados em 2018 e aplicou seus percentuais aos 17 setores atualmente desonerados. Apenas em 2020, sem a desoneração, a arrecadação do INSS seria R$ 4 bilhões menor. A União também deixaria de arrecadar R$ 3,56 bilhões do FGTS; R$ 1,38 bilhões do IRPF; e R$ 2,30 bilhões de PIS/Cofins gerada pelo consumo das famílias que têm membros empregados nesses setores. O estudo contabiliza, ainda, R$ 1,62 bilhão referente à majoração da alíquota da Cofins-Importação. A Lei 13.670/2018 instituiu, o aumento de 1% do imposto, incidente sobre os produtos relativos aos setores desonerados, a fim de compensar parte da desoneração. No entanto, nem a arrecadação dessa alíquota, nem a arrecadação decorrente do impulsionamento do emprego e da renda têm sido contabilizadas pelo governo. “Quando comparamos os números da arrecadação compensatória com os valores que a Receita Federal apontou, em 2020, como ‘gasto fiscal’ com a desoneração da folha, fica claro que a prorrogação dessa política é essencial para o país”, afirma o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. “Além de não caracterizar restrição de espaço fiscal, a desoneração promove a manutenção do emprego e estímulo à contração de milhares de brasileiros, em um momento em que precisamos impulsionar a retomada da economia”, conclui. Confira aqui o estudo na íntegra.   Sobre a Brasscom A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador. Assessoria de Imprensa Iuri Max Silva (11) 99162-5347 (61) 99926-2990 iuri.silva@brasscom.org.br  

Falta de profissionais em TI deve provocar “colapso” no setor público, diz associação

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Enquanto as empresas têm promovido melhores condições de contratação, o setor público ainda não oferece nem plano de carreira Talita Laurino Enquanto mais de 14 milhões de brasileiros estão desempregados no Brasil, diante da crise promovida pela pandemia da Covid-19, sobram vagas para profissionais de Tecnologia da Informação (TI) no serviço público. A evasão desses especialistas já chega a cerca de 60%, de acordo com a Associação Nacional dos Analistas em Tecnologia da Informação (Anati), que alerta para o “colapso” do sistema nos próximos anos. Segundo a instituição, a cultura do “estado mínimo”, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reduzido cada vez mais a contratação de pessoal, o que aumenta “significativamente” a demanda dos poucos profissionais em atuação. O excesso de trabalho e a baixa remuneração tornam a iniciativa privada mais atrativa. “Até quando vamos perder excelentes Analistas em Tecnologia de Informação?” questiona o presidente da Anati, Thiago de Aquino Lima. “A saída desses profissionais reflete um total descaso do Governo Guedes, que se recusa em investir em profissionais qualificados de TI e a ouvir propostas que garantem a qualificação do serviço digital. Estamos à beira de um colapso”, afirma. Atualmente, há 450 analistas de TI espalhados em todos os ministérios e em mais de 150 órgãos federais, o que associações alegam ser pouco. Além do gerenciamento em soluções tecnológicas, os profissionais também são responsáveis pela transformação digital do governo. A falta de mão de obra no setor desacelera o desenvolvimento econômico do país. Confira alguns dos serviços entregues à população que têm participação direta do serviço de T.I: a) Soluções tecnológicos para o pagamento do auxílio emergencial, que ajudou famílias de baixa renda a se estabilizarem durante a pandemia; b) Planejamento e viabilização dos recursos para o trabalho em home office na Esplanada; c) Certificado internacional de vacinas, carteira de trabalho digital, Meu INSS, entre outros. Governo Vs Empresas Embora o governo esteja perdendo profissionais para a iniciativa privada, as empresas também enfrentam dificuldades para contratar mão de obra qualificada. Em entrevista à Bússola, o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, revelou que a demanda aumentou durante a pandemia e que as empresas vêm buscando gente em áreas diferenciadas, como matemática, por exemplo. Neste ano, a expectativa é de que 56 mil novos postos de trabalho sejam criados. Enquanto as empresas se esforçam para tornar o ambiente cada vez mais convidativo, o setor público ainda não oferece nem plano de carreira. “Não existe uma estrutura da carreira, não possuímos um plano, uma política de remuneração compatível com o mercado e não possuímos uma política de qualificação”, afirmou ao Metrópoles uma fonte que preferiu não se identificar. De acordo com um estudo encomendado pela Anati, o executivo federal paga entre 24% a 170% a menos que a iniciativa privada. O reflexo disso se dá nos 389 cargos vagos e sem previsão de ocupação. “Não há concurso previsto para preenchimento das cadeiras”, diz a associação. As fragilidades na área de TI do governo Federal já foram identificadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Eletrônico (OCDE), por meio da publicação de três acórdãos e de um estudo sobre a carência na transformação do setor digital brasileiro. O que diz o governo Questionado sobre o investimento em Tecnologia da Informação nos últimos anos, a Secretaria de Governo Digital informou ao Metrópoles que gastou R$ 5,3 bilhões na área em 2021, até setembro. Em 2020, foram R$ 8,2 bilhões e em 2019, o valor foi de R$ 8,1 bilhões. Segundo o governo, as despesas destinam-se à aquisição ou locação de equipamentos e programas, à hospedagem e manutenção de sistemas, à contratação de serviços técnicos especializados em tecnologia da informação, e capacitação de servidores voltados para essa finalidade. Na avaliação de especialistas, entretanto, o dinheiro é mau investido. “Quando falamos que o governo não investe, não estamos falando a respeito de equipamentos. Estamos falando que não investe em estratégias que permitam um investimento inteligente a partir de pessoas qualificadas”, explicou o presidente da Anati. “Boa parte desse dinheiro nem deveria ter sido gasto. Além disso, não se trata de investimento, se trata do custo operacional da máquina pública. Perto de 90% desse valor é só para manter o sistema funcionando. Para melhorar continuamente, evoluir e inovar é outro assunto…”, acrescentou. Confira as despesas do governo em cada um dos ministérios: [/vc_column_text][vc_column_text] [/vc_column_text][vc_column_text] Fonte: Metropoles https://www.metropoles.com/brasil/economia-br/falta-de-profissionais-em-ti-deve-provocar-colapso-no-setor-publico-diz-associacao [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

“O Brasil tem vocação para tecnologia”: Sergio Paulo Gallindo, Brasscom

Em entrevista à DPL News, o presidente da Brasscom mostrou o potencial do Brasil e apontou os principais desafios para o desenvolvimento de tecnologias no país. By  Mirella Cordeiro O Brasil tem vocação para tecnologia, mas ainda possui graves gargalos para seu desenvolvimento, como o modelo de tributação brasileira, segundo Sergio Paulo Gallindo, presidente da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e Tecnologias Digitais). A associação reúne empresas que são intensivas em tecnologias digitais e atua com o propósito de trabalhar para um Brasil digital, conectado e inovador. Em entrevista à DPL News, Gallindo explicou que a Brasscom tem um plano estratégico para este ano com três pilares: Tributação, emprego e competitividade; Formação de talento; e Vida e cidadania digital. Esses temas são abordados no grupo com estudos e propositura e defesa de políticas públicas. “Nós fizemos, em 2019, um estudo sobre educação e empregabilidade em TIC – até hoje é o número mais citado no Brasil – e estamos trabalhando agora, por exemplo, em desenvolvimento de grades curriculares conceituais sobre tecnologia”, comentou. Na conversa com esta reportagem, Gallindo falou sobre o potencial do Brasil na área tecnológica e citou os principais entraves para o desenvolvimento do país: tributação, mão de obra qualificada e regulação. “Tudo isso é desafio. Mas o bacana de enfrentar os desafios é que eles vão ser a saída para que a gente confirme e expanda essa vocação do Brasil.” AS TAXAS DE CRESCIMENTO NOMINAIS DE TIC E DE TI IN HOUSE FORAM BASTANTE SUPERIORES ÀS TAXAS DE INVESTIMENTO DA PRÓPRIA ECONOMIA BRASILEIRA DPL News: Qual é a posição da indústria TIC brasileira em relação ao resto do mundo?  Gallindo: No ano passado, o Brasil teve uma receita bruta total de todo o macrossetor* de R$ 506 bilhões, que corresponde a 6,8% do PIB. Além disso, a gente tinha no ano passado um estoque de empregos de 1,62 milhão, e esse montante incorporou 59 mil novos empregos. As taxas de crescimento nominais de TIC e de TI in house foram bastante superiores às taxas de investimento da própria economia brasileira. No âmbito internacional, o Brasil é a nona economia mundial de tecnologia. Então, do ponto de vista do ranking, a gente está bem, mas ainda tem muito para crescer. Nosso potencial é de ser ainda mais protagonista em tecnologia, por isso a necessidade de continuar investindo em tecnologia e em pessoal qualificado. *Para o macrossetor, a Brasscom inclui os setores TIC, de empresas de software, hardware e serviços; Telecom; e TI in house, que é uma estimativa da produção de tecnologia em empresas que não se monetizam com tecnologia, como grandes bancos e suas áreas de TI. NO ÂMBITO INTERNACIONAL, O BRASIL É A NONA ECONOMIA MUNDIAL DE TECNOLOGIA DPL News: E quais são os desafios da área TIC no Brasil? Gallindo: Eu acho que o principal desafio do setor de tecnologia é o sistema tributário brasileiro, que é muito perverso em relação à toda produção empresarial. No caso dos serviços, por exemplo, tem a questão da contribuição previdenciária que é muito ofensiva. Para hardware, o ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) de manufaturados é grave. Em software, tem as questões de royalties. E as telecomunicações é a situação mais exasperadora porque, além de estar numa cadeia de ICMS, que é a cadeia mais onerosa, o serviço não dá crédito para o cliente (ferramenta que impede a acumulação do imposto e reduz o impacto no valor final do produto). O posicionamento da Brasscom é que precisamos de uma reforma tributária verdadeiramente estruturante. Então nós apoiamos a unificação de todos os tributos, a eliminação do tipo tributário CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), porque tributa os insumos produtivos, e, por fim, a gente defende a desoneração da folha de pagamento para todos os setores da economia. Para que isso seja viável, ou se usa o IBS (Imposto sobre bens e serviços) ou tem que mobilizar uma outra base tributária para financiar a previdência. Essa é a nossa visão: é uma tributação inteligente voltada para a competitividade. O POSICIONAMENTO DA BRASSCOM É QUE PRECISAMOS DE UMA REFORMA TRIBUTÁRIA VERDADEIRAMENTE ESTRUTURANTE DPL News: E quanto à escassez de chips, como isso está afetando o Brasil? Gallindo: O Brasil tem uma uma indústria que é importante, 45% do setor é na parte de produção de hardware, mas ela não é tão pujante quanto poderia ser. A gente tem basicamente fabricação de celulares e de computadores e com um baixo valor agregado. Então, a escassez de chips afeta o Brasil? Sim. Mas eu não sei se afeta diferentemente em relação à média do mundo, por conta deste fato de que o Brasil tem uma fabricação com baixíssimo valor agregado. E é importante ter essa indústria, mas a gente não tem cadeias produtivas dentro da parte de hardware, e nem inserção em cadeias produtivas internacionais. DPL News: A formação de talentos também é um desafio, segundo os dados da Brasscom. O que falta para o Brasil superar esse problema? Gallindo: No estudo de 2019, a gente calculou a demanda de profissionais: são 420 mil profissionais no período de 2019 a 2024. Isso é, em média, 70 mil por ano. Mas o Brasil só forma 45 mil. O primeiro ponto importante que afeta isso é o baixo interesse dos jovens por essa carreira. São 2,1 candidatos por vaga no ensino superior e tecnólogo. Enquanto em Engenharia são 3,3; Direito 3,5; e Medicina 40. O segundo problema é que, no processo de admissão, somente 32% dos estudantes que se inscrevem, passam. Aqui a gente tem uma outra possibilidade, que é a debilidade do ensino médio. O ensino não está dando conta de formar meninos e meninas de uma forma consistente nas bases da tecnologia, que são fundamentalmente algumas partes da matemática, muita lógica e também a habilidade de ler e entender o conteúdo. A desistência ao longo da jornada é de 69%. Ou seja, a gente conclui com 10% do potencial de ensino. A nossa hipótese é que os cursos mais modernos, como Engenharia de Software e Computação, são

STF vai julgar ação do Governo contra desoneração da folha

Luís Osvaldo Grossmann … 06/10/2021 … Convergência Digital O Supremo Tribunal Federal marcou para 15/10 o início do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 6632, movida pelo governo contra a decisão do Congresso Nacional de prorrogar, por enquanto até 31 de dezembro deste 2021. Inserida na pauta para julgamento virtual, o processo deve ser analisado até 22/10. Essa ADI foi movida pela Advocacia Geral da União em resposta à derrubada do veto de Jair Bolsonaro, quando da tramitação da então Medida Provisória 936/20, que tratava originalmente do programa emergencial de emprego. Convertida na Lei 14.020/20, ela trouxe um ano a mais de desoneração da folha para 17 setores econômicos, entre eles TI e call center. O governo argumenta junto ao STF que a mudança do prazo para a fruição de benefício fiscal implica renúncia de receita que não foi acompanhada da estimativa de impacto orçamentário e financeiro, nem houve previsão de medidas de compensação, contrariando, assim, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nas contas do Ministério da Economia, o impacto é de R$ 9,7 bilhões. O Congresso rebateu, apontando que a medida envolve um mecanismo de desoneração temporário, voltado ao enfrentamento de “condições adversas transitórias”, submetendo-se ao regime excepcional da EC 106/2020, que prevê um “regime extraordinário fiscal” por conta da pandemia de Covid-19. A Procuradoria Geral da República defende a validade da medida. Na defesa dessa linha e com o julgamento iminente, entidades de TI, caso da Brasscom, já pediram uma reunião com o relator da ADI 6632, Ricardo Lewandowski. A ideia, naturalmente, é reforçar a importância da prorrogação da desoneração. Afinal, se o STF decidir a favor do governo, as empresas terão que recolher retroativamente a contribuição previdenciária. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados ainda discute o projeto de lei 2541/21, que estica a desoneração da folha até dezembro de 2026. O projeto já passou na Comissão de Finanças e Tributação e tem parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça. Ou tinha. A votação, esperada para ontem, 5/10, foi adiada porque o relator, Marcelo Freiras (PSL-MG) pediu a devolução do parecer, sob justificativa de que vai fazer modificações no relatório. Após parecer favorável, relator tira a desoneração da folha da pauta Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Governo/Legislacao/STF-vai-julgar-acao-do-Governo-contra-desoneracao-da-folha-58367.html?UserActiveTemplate=mobile

5G a caminho

Com leilão, tecnologia está mais perto de ser instalada no Brasil, mas gargalos na infraestrutura podem ser entrave à implantação rápida Em 24 de setembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou as regras para o leilão da tecnologia 5G no Brasil. Com ela, abrem-se as portas de uma revolução nos processos produtivos, com enorme potencial de impacto para o desenvolvimento do país, e a expectativa do governo é realizar o leilão no dia 4 de novembro deste ano. Assim, o 5G deverá estar disponível em todas as capitais brasileiras no segundo semestre de 2022. Antes disso, porém, será preciso superar alguns desafios para garantir a oferta da nova tecnologia. Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel), afirma que o principal desafio está na instalação das antenas e da infraestrutura exigida pela nova tecnologia. Como o 5G engloba faixas de espectro baixas, médias e altas, que servem a diferentes aplicações, ele demandará um número maior de antenas, para garantir o bom funcionamento do sistema e a velocidade adequada. Compreender os problemas que a tecnologia 5G  enfrentará, diz Stutz, implica entender a situação do 4G. Hoje, afirma, já há barreiras nas legislações municipais para implantar novas estruturas. Isso ocorre porque a competência para legislar sobre a ocupação do solo é dos municípios, que editaram leis à época do 3G limitando a instalação de torres de celular com mais de 50 metros de altura. “As leis foram construídas em outra realidade tecnológica, mas o mundo mudou”, resume o presidente da Abrintel. Segundo ele, o 4G já chegou sendo prejudicado, porque leis da época do 3G proibiram a instalação de torres perto de escolas, hospitais, clínicas e asilos. “O resultado disso é que as grandes periferias continuaram crescendo, as cidades continuaram a expandir suas fronteiras, e as novas zonas urbanizadas acabaram carentes de infraestrutura”, relata. Dados da Conexis Brasil Digital mostram que mais de 5 mil pedidos de instalação de novas antenas aguardam licenciamento em todo o país. Em média, é preciso esperar um ano para ter a licença aprovada. Com isso, a liberação não acompanha o ritmo da demanda por novos serviços, que aumentou durante o período da pandemia em função das medidas de isolamento, do trabalho em home office e das aulas a distância. No Brasil, 97% dos usuários de internet acessam a rede por meio de smartphones, o que exige ampliar a infraestrutura de telecomunicações. Sérgio Sgobbi, diretor de relações institucionais e governamentais da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), critica a ausência de padronização legislativa sobre o assunto. “Os entendimentos e conhecimentos a respeito do tema, pela pulverização de municípios, são muito diversos”, avalia. Sérgio Sgobbi (Brasscom) critica o excesso de entendimentos diversos em cada município sobre a instalação de antenas Além disso, os municípios precisam ter uma legislação menos restritiva, afirma Sgobbi. “Se restringir a instalação, o município ficará sem o benefício ou irá para o final da fila”, prevê. Ele cita leis que impedem, por exemplo, a instalação de infraestrutura em um raio de 50 metros a partir de escolas, hospitais e clubes. “Você pega determinada região onde há esse tipo de estrutura e percebe que não há condição de instalar a antena”, comenta. Entre os principais problemas identificados nas legislações municipais, estão a restrição para instalar antenas em praças, avenidas, ruas e outros bens públicos onde costuma haver grande circulação de pessoas. Em algumas cidades, há impedimento ou restrição para instalar em determinados zoneamentos, bairros ou áreas tombadas pelo patrimônio histórico e cultural, conforme dados do movimento Antene-se, que defende o fortalecimento da infraestrutura de telecomunicações. Stutz, que também preside o Antene-se, explica que a relação de até mil habitantes por infraestrutura de telecomunicação seria um número aceitável para uma boa conectividade no Brasil. Atualmente, nenhuma capital brasileira está abaixo desse número. “As leis foram construídas em outra realidade tecnológica, mas o mundo mudou”, diz Luciano Stutz (Abrintel( “O 5G é essencial para a indústria brasileira, mas também é importante falar que sem infraestrutura não há conectividade. Todo esse ambiente de transformação digital só vai valer se a população tiver acesso. Isso só vai acontecer com antenas e torres”, diz ele. Conforme o superintendente de planejamento e regulamentação da Anatel, Nilo Pasquali, os municípios têm adotado, nos últimos anos, regras que facilitam a implantação de infraestruturas urbanas. Como a tecnologia 5G demandará a instalação de grande volume de estações de radiocomunicação, “os órgãos municipais competentes estão cientes da importância da rápida atuação para remover barreiras ao licenciamento, sob pena de atrasarem a oferta do serviço na região ou em parte dela”, afirma. Marcos Ferrari, presidente-executivo da Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação (ConTIC) e da Conexis Brasil Digital, afirma que há três grandes desafios a serem superados para que o Brasil possa aproveitar ao máximo a tecnologia do 5G: infraestrutura, tributação e segurança. Com o intuito de melhorar a infraestrutura, o setor defende a atualização de leis municipais. “O país tem hoje mais de 300 leis locais que criam empecilhos para a instalação de antenas”, diz Ferrari. Segundo ele, a autorização para instalar antenas precisa ser simplificada.  “É preciso tratar uma antena que tem o tamanho de uma caixa de sapato como uma antena do tamanho de uma caixa de sapato. Não é como uma obra de construção civil, que exige licenciamento ambiental e alvará da prefeitura”. Com relação à tributação, ele destaca que, no Brasil, o setor é um dos mais tributados, assim como a internet. Quase metade da conta dos serviços de telecomunicações vai para impostos e taxas obrigatórias, diz ele, acrescentando que, em 2020, o setor pagou R$ 60,6 bilhões em tributos, o equivalente a 42% da receita líquida. “A conectividade é essencial para o desenvolvimento econômico do país. Taxar a conectividade é taxar o futuro do Brasil”, critica. “Além disso, temos enfrentado, nos últimos anos, uma questão muito sensível, que é o furto e o roubo de cabos de telecomunicação”. Esse problema de segurança afeta a prestação do serviço e gera prejuízo para as empresas e

Brasil começa a reconhecer oportunidades da Inteligência Artificial

Por Larissa Militão e Sergio Sgobbi Aproveitar as oportunidades e se posicionar parece ser uma dificuldade que o Brasil tem. Quanto à Inteligência Artificial (IA), no entanto, o ano de 2021 tem sido de superação. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações publicou a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA) e o seu debate está acontecendo em fóruns abertos para a sociedade civil. Também, recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 21/2020, do Marco Legal da Inteligência Artificial, que agora tramitará no Senado Federal.  Embora sejam os primeiros passos, tais políticas públicas estão no cerne de um país que anseia um futuro diferente e que participe e desfrute das possibilidades em curso pela transformação digital. Esses elementos são fundamentais para a promoção de um ambiente de confiança e segurança, onde a utilização e a inovação propiciadas pelo desenvolvimento da IA possa florescer de maneira consciente e ética.  Larissa Militão Para 2024, a Brasscom prevê que o país deverá receber R$ 11,5 bilhões em investimentos em Inteligência Artificial. Para que tais aportes cheguem ao Brasil, é necessário gerar condições para o desenvolvimento e a adoção de soluções em IA – seguindo uma abordagem global baseada na gestão de riscos e na regulação principiológica, e não criando barreiras ex-ante que podem inibir as vantagens competitivas do país.  Vale ressaltar a relevância da adoção de tecnologias de IA e suas aplicações de soluções tecnológicas nos diferentes setores da sociedade, como segurança, saúde, meio ambiente, transportes, agricultura, varejo, energia, entretenimento, telecomunicações, serviços financeiros. O aumento da oferta, da acessibilidade e da inclusão aos serviços públicos é outro diferencial, além de torná-los mais eficientes. Tais oportunidades visam melhorar no nosso cotidiano, a qualidade de vida e a produtividade, com a eficiência na tomada de decisão, além de reduzir custos ao otimizar os recursos. As tecnologias digitais permitem a prestação de serviços personalizados e de qualidade, essenciais para atender às expectativas do cidadão na Era Digital.  Prática  Um exemplo dos benefícios trazidos pela adoção da IA no Brasil é a criação de tecnologia capaz de reduzir o risco de quedas em ambientes hospitalares, problema recorrente em internações. A Microsoft Brasil, em parceria com o Hospital 9 de Julho, desenvolveu solução de IA que, entre outras atividades, monitora os pacientes e emite alerta à equipe hospitalar em caso de quedas, permitindo que os profissionais possam imediatamente verificar a situação ocorrida.  A adoção da IA, diferentemente do que o senso comum acha, gera novas oportunidades de trabalho, com competências e perfis profissionais voltados para a realização de atividades cognitivas, dinâmicas e intelectuais. O Macrossetor de Tecnologia da Informação e Comunicação vem apresentando uma crescente de contratações, além de contar com remunerações substancialmente maiores que o salário médio nacional, e essas iniciativas corroboram com esse cenário auspicioso.  É fato que o incremento, incentivo e treinamento dos recursos humanos é essencial para que as oportunidades trazidas pela IA se materializem e, por aqui, gerem externalidades. Nesse sentido, é importante o estímulo, público e privado, em ações de capacitação e qualificação profissional que incluam competências da realidade da IA.  O Brasil ainda tem um longo caminho até a plena adoção da IA. O início está correto, na busca da uniformização e fortalecimento da governança para o fomento e o desenvolvimento dessa tecnologia, de modo a conferir coerência às ações sobre o tema e segurança jurídica na atração dos investimentos.  No entanto, precisa estar no radar que a educação e formação de talentos é estratégico para que possamos desfrutar e aproveitar as oportunidades trazidas pela Inteligência Artificial. Dessa forma, o país continuará o seu processo de transformação digital e se alinhará aos países que já anunciaram medidas de promoção, uso e o desenvolvimento da IA, como Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Japão e China. Larissa Militão, formada em Relações Internacionais, com pós-graduação em Administração de Empresas e, atualmente, cursa especialização em Assessoria Política. Já atuou em consultoria de relações governamentais e, hoje, desempenha a função de analista de Relações Governamentais e Institucionais na Brasscom, secretariando o Grupo Temático de Trabalho de Regulação e Internet. Sergio Sgobbi, graduado em Ciências Sociais pela Unesp e Administração pela Uniara, doutorando em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente. Atuou como consultor em gestão empresarial para micro e pequenas empresas para o Sebrae/SP e facilitador de cursos nas áreas de RH e Gestão Estratégica de Negócios. Desempenhou a função de Secretário de Desenvolvimento Econômico do Município de Araraquara. Desenvolve na Brasscom a função de diretor de Relações Institucionais e Governamentais.   Fonte: TI Inside https://tiinside.com.br/01/10/2021/brasil-comeca-a-reconhecer-oportunidades-da-inteligencia-artificial/

BRASSCOM PEDE DEFINIÇÃO SOBRE QUESTÕES TÉCNICAS DA SEGURANÇA DE DADOS

No Painel Telebrasil, Daniel Stivelberg, representante da Brasscom, cobrou ainda interlocução entre o Judiciário e a ANPD.  JOSÉ NORBERTO FLESCH Daniel Stivelberg, privacy and policy da Brasscom – Crédito: Divulgação Como ficam o uso secundário de dados; os dados coletados e tratados antes da vigência da LGPD, e a transferência internacional? Essas questões precisam ser resolvidas com urgência, disse Daniel Stivelberg, responsável por regulação da privacidade da Brasscom, nesta terça, 28, durante o Painel Telebrasil. “Temos uma mudança de cultura. Quando falamos em proteção de dados e segurança da informação, áreas que se tangenciam e se confundem em algum momento, mas que não são totalmente iguais, falamos em pessoas, processos  e tecnologia. Em termos tecnológicos, temos padrões globais que precisam ser acolhidos e valorizados. Mas ainda temos problema na educação das pessoas sobre o que é o uso de dados pessoais dentro dessas novas normas. Mas precisamos ir adiante, numa espécie de encadeamento lógico”, falou Stivelberg. O representante da Brasscom foi adiante. “E é necessário um juízo de necessidade. Os dados pessoais que eu coleto e trato são realmente os necessários para o propósito legítimo? Mas existem várias questões relativas a direitos e privacidade que precisam ser analisadas pelos profissionais das organizações. Por exemplo, o uso secundário de dados. Se você informa o titular do dado que estou utilizando a informação para um propósito ‘x’ e posteriormente eu altero esse propósito sem notificá-lo, então você traz vulnerabilidade para a sua governança. Isso é cultural.” Para Stivelberg, a LGPD “é contextual, integrativa e principiológica”, e traz grandes nortes que devemos trilhar. “Cada modelo de negócio vai ter sua trilha para atingir esses nortes. Mas há questões técnicas de regulamentação. Além da questão do uso secundário de dados, como ficam os dados coletados e tratados antes da vigência da LGPD? E tem também a transferência internacional, outra questão urgente.” CONVERSA INTERINSTITUCIONAL Durante sua fala no Painel Telebrasil, Stivelberg sugeriu também que haja uma conversa interinstitucional, e que essa interação inclua o Poder Judiciário. “O Poder Judiciário precisa valorizar as medidas técnicas, administrativas e culturais adotadas pelas organizações, com elemento de exoneração de responsabilização por eventual dano. Essas empresas não podem ter o mesmo tipo de punição que outras que atuam para burlar a lei”, finalizou.

Esses países têm a melhor classificação em competitividade digital

Philip MeissnerProfessor ESCP Business School, fundador e diretor Centro Europeu de Competitividade Digital O novo relatório analisa e classifica 140 países por sua competitividade digital nos últimos três anos. Os países no topo da lista de ‘Digital Riser’ estão implementando ousadas parcerias público-privadas para fomentar a inovação e o empreendedorismo. Os resultados mostram que os avanços na transformação digital nem sempre vêm dos lugares mais óbvios. A pandemia COVID-19 mostrou que as tecnologias digitais determinam não apenas se os países prosperam ou não, mas também como eles são capazes de navegar em tempos difíceis. Aplicadas com eficácia, as tecnologias digitais não apenas permitem que a educação e o trabalho passem das escolas e escritórios para casa, mas também fornecem maneiras cada vez mais eficientes de organizar processos em empresas e governos. Novas tecnologias como impressão 3D, realidade aumentada e virtual, sensores, inteligência artificial, computação quântica e robótica também têm o potencial de interromper quase qualquer setor. A competitividade das nações nessas tecnologias determinará o quão prósperos seus países serão nas próximas décadas. Você leu? Estes são os países digitalmente mais avançados do mundo Os 10 países mais bem preparados para a nova economia digital Veja como os países em desenvolvimento podem abraçar a revolução digital Nesse contexto, analisamos como a competitividade digital dos países se desenvolveu nos últimos três anos. Na nova edição do Digital Riser Report do European Centre for Digital Competitiveness da ESCP Europe Business School, analisamos a competitividade digital de 140 países e fornecemos um ranking global que os compara dentro de suas regiões. Mostramos quais países perderam terreno, bem como quais países tiveram um bom desempenho e melhoraram sua posição em relação a seus pares. Também destacamos o que pode ser aprendido com os melhores e analisamos as medidas políticas que fizeram o sucesso dos “Digital Risers”. Dentro do G7, o Canadá foi o que mais avançou em sua competitividade digital relativa entre 2018 e 2020, o que torna o país nosso principal Riser Digital neste grupo; por outro lado, o Japão e a Alemanha foram os que mais diminuíram no G7. A Itália conseguiu melhorar sua posição no G7 do último lugar no ano anterior para o segundo lugar em 2021. Dentro do G20, o ranking revela uma forte dinâmica também em relação às duas superpotências digitais globais: a China ganhou significativamente em competitividade digital, enquanto os EUA perderam no mesmo período, impulsionados principalmente pela dimensão ecossistêmica em nosso ranking. Os três maiores Digital Risers do G20 foram a China, seguida pela Arábia Saudita e Brasil; Índia, Japão e Alemanha vieram por último. Clique para ampliar Digital Riser Report 2021 do European Center for Digital Competitiveness. O relatório analisa e classifica as mudanças que países ao redor do mundo viram em sua competitividade digital nos últimos três anos. Ele mede as duas dimensões centrais da competitividade digital, o ecossistema do país e sua mentalidade com base em dados do Relatório de Competitividade Global emitido pelo Fórum Econômico Mundial, bem como dados de apoio fornecidos pelo Banco Mundial e pela União Internacional de Telecomunicações. O relatório analisa o progresso de 140 países ao longo da mentalidade e dimensões do ecossistema, bem como a mudança acumulada absoluta nas classificações entre 2018 e 2020. Os países foram analisados ​​e comparados em relação aos seus pares em termos de regiões (ou seja, Europa e América do Norte) ou grupo adesão (ou seja, G20), para garantir a comparabilidade dos resultados em relação a uma linha de base comparativa. Existem duas diferenças principais entre o Relatório de Competitividade Global e o Relatório de Riser Digital . Em primeiro lugar, enquanto o Relatório de Competitividade Global analisa a competitividade geral dos países, o Relatório de Riser Digital analisa sua competitividade digital apenas conforme indicado por seu ecossistema digital e mentalidade. Em segundo lugar, enquanto o Relatório de Competitividade Global analisa as mudanças no período de um ano, o Relatório Digital Riser mostra como os países se saíram durante os últimos três anos. Como no relatório do ano passado, analisamos dois fatores: quanto progresso os países fizeram em relação a seus pares globais nos últimos três anos e as melhores práticas dos principais Risers Digitais em suas respectivas regiões ou grupos. Assim, destacamos os desenvolvimentos e iniciativas que podem informar os tomadores de decisão política em todo o mundo sobre quais práticas implementar, com base no que provou ser bem-sucedido em sua região e fora dela. Aqui está um resumo das melhores práticas compartilhadas pelos Digital Risers: 1) Eles seguem planos abrangentes com metas ambiciosas A China, por exemplo, implementou um impulso abrangente para o empreendedorismo e a inovação. Com a iniciativa China 2025, oferece apoio estatal a 10 setores-chave nos quais pretende se tornar líder mundial. Outras nações também formularam visões ambiciosas para seu futuro digital: o Vietnã quer que sua economia digital responda por 30% do PIB até 2030, e a Hungria definiu sua meta de se tornar um dos 10 países líderes em tecnologias digitais na Europa até o final de a década. Mas os bem-sucedidos Digital Risers também lançam iniciativas concretas para apoiar esses objetivos. A Itália, por exemplo, deu início ao “Repubblica Digitale”, um novo programa para superar a exclusão digital, promover a inclusão digital e fortalecer o desenvolvimento de habilidades digitais entre os cidadãos. 2) Eles se concentram no empreendedorismo O Brasil, por exemplo, tem iniciado vários esforços públicos e público-privados para estimular o empreendedorismo no país, como o programa “InovAtiva Brasil”, “StartOut Brasil” e o Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Start-Up. No Egito, o governo apoiou o desenvolvimento de seis parques tecnológicos para fomentar a inovação e o empreendedorismo. Além disso, o governo canadense investiu mais de US $ 1,2 bilhão nos chamados “Superaglomerados de Inovação” para acelerar a inovação impulsionada pelos negócios, com potencial para energizar a economia. No entanto, nosso relatório também mostra uma divisão crescente na velocidade da transformação digital. Na Europa, uma transformação em duas velocidades continua. Como no relatório do ano passado, a França fez avanços significativos em sua competitividade digital, enquanto a Alemanha perdeu substancialmente durante o mesmo período. Mas o progresso digital é possível em todo o mundo quando as medidas certas são implementadas. Embora Digital Risers como Canadá e Geórgia possam não vir diretamente à mente quando

Mulheres na tecnologia: ainda precisamos bater nessa tecla!

Por Alessandra Montini, editado por André Lucena Atualmente, as empresas de tecnologia sofrem com um problema crônico: falta de mão de obra qualificada. Esta é uma dor do setor. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), se esse cenário não mudar, o Brasil terá um déficit de 270 mil profissionais de TI e uma perda de receita estimada de R$ 167 bilhões até 2024. No entanto, para esse problema tão cruel da área de TI, há soluções que podem resolver facilmente. Uma delas é aumentar a atuação das mulheres no mercado de tecnologia que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de apenas 20% atualmente. Um número pequeno se considerarmos tudo o que as mulheres vêm conquistando nos últimos anos. Chega a ser estranho observar que o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina foi feito pela matemática e escritora inglesa Ada Lovelace, em 1843. Além disso, tivemos Dorothy Vaughan, afro-americana que trabalhou na NASA e fez grandes feitos na década de 1950 dentro da corporação, Grace Hopper, que inventou o primeiro compilador e levou ao desenvolvimento do COBOL e a Margaret Hamilton, diretora do laboratório do MIT responsável pelo desenvolvimento do programa de voo utilizado pelo projeto do Apollo 11 – a primeira missão que nos levou à lua. E mesmo com tantos exemplos importantes ainda estamos distantes de ocuparmos um lugar de destaque e protagonismo. Pode até ser que você nunca tenha ouvido o nome dessas mulheres e, quando falamos da criação de todo o universo tecnológico, venha em mente apenas Bill Gates ou Steve Jobs. Claro que são pessoas chaves no desenvolvimento tecnológico, mas é preciso lembrar daquelas que também fizeram muito para construir essa história e deixaram um legado. Virar a chave é o caminho A questão é que a desigualdade persiste até os dias de hoje e não é tão simples mudar esse cenário. Temos questões culturais já enraizadas, em que ligamos os cargos de tecnologia ao universo masculino e existe uma série de discursos para que as mulheres não se envolvam em tal profissão. Essa é um das questões que mais dificulta a inserção das mulheres nesse mercado. Por isso, incentivar e trazer caminhos possíveis para que elas ocupem cargos e se qualifiquem é de suma importância e que merece estar na agenda não só das universidades brasileiras, mas também deve ser uma bandeira levantada pelas empresas, principalmente para que invistam em equidade de gênero. Vale destacar que, segundo o IBGE, as profissionais de TI do sexo feminino têm grau de instrução mais elevado do que os homens do setor no Brasil, mas, mesmo assim, ganham 34% menos. De acordo com a empresa de recursos humanos Revelo, a diferença de remuneração oferecida para homens e mulheres no setor de tecnologia era de 22,4% em 2017 e passou para 23,4% em 2019. Em números, a média da proposta de salário às mulheres em 2019 foi de R$ 5.531, enquanto a média para homens foi de R$ 6.829. Uma diferença gritante e que mostra o quanto o mercado precisa amadurecer para receber as mulheres que querem se dedicar a uma carreira na área de tecnologia. De acordo com uma pesquisa realizada pela Yoctoo, consultoria de recrutamento e seleção especializada em TI, 63% das mulheres ouvidas dizem que é nas empresas onde o preconceito mais acontece. Para elas, o maior desafio é ter que provar sua própria competência técnica o tempo todo (82%). Na sequência, aparece a dificuldade em serem respeitadas por pares, superiores e subordinados do gênero masculino (51%). Além disso, 49% destacam o preconceito de gênero dentro das empresas, 48% relatam a falta de representatividade feminina na área, como forma de inspirar mais mulheres a trilharem carreiras de tecnologia, seguido por 39% que ressaltam a falta de oportunidades nos processos seletivos. Vencer o preconceito e alcançar as oportunidades Mesmo diante de um cenário duro e com pouco incentivo, as mulheres têm, aos poucos, conquistado seu espaço. Dessa maneira, estamos assistindo mudanças importantes, pequenas, mas que devem ser celebradas. Nos últimos cinco anos, a participação feminina nas áreas de tecnologia cresceu 60% — passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil em 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Se a mudança continuar nesse ritmo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) acredita que, em dez anos, a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais do que a masculina em muitos segmentos — a ciência e a tecnologia são alguns deles. Ainda temos muita luta e esforço pela frente até chegar onde queremos. No caminho, precisamos quebrar alguns paradigmas, fazer mudanças culturais e combater a desigualdade de gênero. Mas aos pouco vamos vencendo e conquistando nosso espaço nesse mundo da tecnologia. *Alessandra Montini é diretora do LabData, da FIA   Fonte: Olhar Digital https://olhardigital.com.br/2021/09/10/colunistas/mulheres-na-tecnologia-ainda-precisamos-bater-nessa-tecla/

Entidades de tecnologia pedem prorrogação da desoneração da folha de pagamentos

Escrito ou enviado por  Dino Conforme dirigentes, setor emprega 1,8 milhão de pessoas no país e representa 8% do PIB brasileiro. Prolongamento da desoneração da folha seria estímulo para geração de novos empregos e crescimento das empresas. A Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), representando a Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo) e o Sindicato das Empresas de Informática do RS (Seprorgs), participou de audiência pública na quarta-feira, 25 de agosto. Na ocasião, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados discutiu o Projeto de Lei 2541/21, que prorroga a desoneração da folha de pagamentos de alguns setores até 2026. O autor da proposta, deputado Efraim Filho (DEM-PB), explicou que essa desoneração tem se mostrado como um dos principais instrumentos para garantir o aumento da competitividade econômica, bem como estimular a geração de emprego e renda. “Diante dos benefícios que a medida oferece para os inúmeros setores e para o desenvolvimento do país, em comparação com os custos fiscais para a manutenção da medida, o impacto é relativamente baixo”, afirma Efraim Filho, ao justificar a proposta de prorrogação dessa desoneração. O debate sobre o projeto foi sugerido pelo relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), e pelo deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), que quer discutir a situação específica do setor coureiro-calçadista. Atualmente a Lei 12.546/11 permite, a alguns setores, substituir a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos por uma porcentagem da receita bruta das empresas. Durante o encontro, representantes das mais variadas entidades se manifestaram sobre a desoneração da folha e seu impacto na geração de empregos no país, especialmente no momento de retomada da economia pós-pandemia da Covid-19. Um parêntese foi aberto para o setor de tecnologia, destacado pelos representantes como um dos maiores geradores de postos de trabalho no mercado nacional. Conforme os representantes da Brasscom, Fenainfo e Seprorgs, o custo de empregar, atualmente, é alto para as empresas. Desta forma, a desoneração da folha de pagamento funcionaria como um incentivo à geração de mais empregos, podendo estimular a retomada da economia e, em última análise, a aceleração do país. “Vale dizer que a tecnologia é a base de todo conhecimento e do desenvolvimento socioeconômico atual. Precisamos dela para todo tipo de projeto e inovação. Além disso, a TI emprega 1,8 milhão de pessoas no país e representa 8% do PIB brasileiro, apesar de ter dificuldades para atrair investimentos diante da insegurança jurídica e da imprevisibilidade tributária constante”, diz o presidente do Seprorgs, Rafael Krug. Já o o presidente da Fenainfo e diretor do Seprorgs, Edgar Serrano, ressalta que, desde o início da pandemia, as organizações deste setor vêm experimentando quedas em seu faturamento, o que representa desaceleração da atividade econômica nacional e ameaça os empregos gerados pelo segmento. “Estamos defendendo os interesses de segmento de tecnologia junto às instâncias políticas competentes. E não é de hoje que as entidades trabalham por este tema”, revela Serrano. “Esta vem sendo uma frente de atuação desde 2011, ano em que a desoneração da folha se tornou benefício fiscal criado pela MP 540, convertida na Lei nº 12.546. Ou seja: são dez anos de dedicação a este assunto, que, sabemos, é de máxima relevância para a competitividade das empresas do setor”, conclui. A íntegra da audiência pública pode ser assistida por este link:   Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS – PORTAL NACIONAL no FACEBOOK…: https://www.facebook.com/groups/portalnacional/   Fonte: Segs https://www.segs.com.br/seguros/308859-entidades-de-tecnologia-pedem-prorrogacao-da-desoneracao-da-folha-de-pagamentos

Na contramão da economia, setor de TI cresce na crise

Daniela Amorim e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo Na esteira do home office e do e-commerce, empresas de tecnologia da informação expandem operações e número de funcionários RIO – Diferentemente de muitos segmentos da economia que sucumbiram à pandemia de forma implacável, o setor de tecnologia da informação (TI) registra uma trajetória de alta. Enquanto a economia como um todo ficou estagnada, com retração de 0,1% no segundo trimestre, a atividade de informação e comunicação, que abriga o setor de TI no Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 5,6% sobre o primeiro trimestre, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, a atividade dos serviços de tecnologia da informação estava 27,8% acima do patamar pré-pandemia, com reflexos positivos na geração de empregos. No primeiro semestre, foram abertos 107 mil postos de trabalho na área, incluindo serviços de telecomunicações, conforme a Brasscom, associação empresarial do setor. Dados desagregados da Sondagem de Serviços de agosto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), obtidos pelo Broadcast/Estadão, apontam para a continuidade do cenário positivo. A alavanca para a alta do segmento está no comércio eletrônico e no trabalho remoto, quando famílias e empresas passaram a gastar mais com tecnologia, incrementando a demanda. O subsetor de telecomunicações e tecnologia da informação chegou a agosto com o maior patamar de confiança entre todas as atividades do Índice de Confiança de Serviços (ICS) da FGV, aos 106,0 pontos, acima do resultado geral, de 99,3 pontos. O indicador de emprego previsto, um dos componentes do ICS, também é mais elevado no desagregado para o subsetor de telecomunicações e tecnologia da informação, aos 117,5 pontos, em uma escala de 1 a 200. Os serviços de tecnologia da informação puxam o movimento, na frente das telecomunicações, segundo Rodolpho Tobler, responsável pela Sondagem de Serviços da FGV. Desde outubro do ano passado, há mais empresários prevendo novas contratações do que demissões nesse subsetor. “Esse segmento é o que está com a confiança mais alta no setor de serviços e tem dado uma sinalização de que ainda pode melhorar nos próximos meses”, diz Tobler. Para especialistas e executivos, a pandemia acelerou um movimento que já vinha de antes. Nas duas primeiras décadas do século, as big techs – como Google, Facebook, Microsoft e Apple – atropelaram conglomerados tradicionais – como as petroleiras Exxon e Shell e a rede de supermercados Walmart – nos rankings de companhias mais valiosas do mundo, marcando a ascensão do setor de tecnologia na economia. Segundo Sérgio Gallindo, presidente da Brasscom, embora ninguém tenha “nada o que festejar com a pandemia”, a crise teve efeitos “em linha com a era digital”, como o incentivo ao trabalho remoto, que favoreceu ferramentas de comunicação já disponíveis. Se a covid-19 tivesse atingido o mundo há cinco anos, talvez “as redes de celular não estariam capacitadas” para permitir essas mudanças, diz Gallindo. Com a combinação de nova cultura corporativa e condições tecnológicas adequadas, parte das mudanças tende a ser permanente. “As empresas que atuam nesse segmento acabam se beneficiando do surgimento de novos negócios, notadamente a parte de fornecimento de aplicativos de videoconferência e armazenamento de dados em nuvem”, diz Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE.   Alfredo Sestini é o diretor do software de videochamadas Zoom para a América Latina Foto: Werther Santana/Estadão Reuniões online Antes da pandemia, em dezembro de 2019, as reuniões online da plataforma de videoconferências Zoom tinham 10 milhões de participantes por dia. Em abril de 2020, o número saltou para 300 milhões. No Brasil, o número de usuários gratuitos cresceu 31 vezes, segundo Alfredo Sestini, chefe do Zoom para a América Latina. “Pelo que converso com outras empresas e executivos, é uma mudança cultural com a pandemia. A forma de trabalhar, de pensar, de viver será diferente.” Também cresceu a demanda por softwares de gestão, ferramentas de segurança cibernética e marketing digital, além de aplicativos e sistemas para o comércio eletrônico. Tradicional no desenvolvimento de sistemas de gestão para o varejo, a Totvs já vinha se preparando para oferecer mais serviços a seus clientes antes da pandemia. Quando a crise se instalou, viu crescer a demanda de empresas por digitalização de suas operações, diz o presidente da empresa, Dennis Herszkowicz. No segundo trimestre, a receita líquida foi de R$ 763 milhões, 22% acima de igual período de 2020. No primeiro semestre, a companhia, que tem em torno de 10 mil funcionários, contratou 300 profissionais, para dar conta do crescimento. A Locaweb também correu para diversificar os serviços oferecidos para além da hospedagem de sites na internet, de olho na demanda de pequenos e médios varejistas que foram impelidos a apostar no comércio eletrônico. Segundo o presidente da empresa, Fernando Cirne, o objetivo é oferecer soluções para permitir ao cliente criar toda a estrutura de comércio eletrônico em poucos dias. O executivo acredita que a demanda seguirá em alta – mesmo após contratar 425 funcionários em 2020, e outros 494 este ano, a Locaweb tem 246 vagas em aberto, informa a empresa. “A penetração do comércio eletrônico no Brasil era de 8%, muito baixo em relação aos EUA e a China”, diz Cirne, acrescentando que a corrida para o segmento evitou a falência de muitos negócios.   Fonte: Estadão https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,na-contramao-da-economia-setor-de-ti-cresce-na-crise,70003831804

Ritmo de formação de profissionais não dá conta da demanda

Por: Vinicius Neder Para 70 mil postos abertos por ano, há 46 mil novos formados em cursos superiores, mostra estudo RIO. O macrossetor de tecnologia da informação e comunicação (TIC, que inclui serviços de telecomunicações, área de tecnologia de empresas de outros setores e a indústria fabricante de equipamentos) pode empregar menos do que outras atividades, como construção civil, comércio ou serviços em geral (bares, restaurante e salões de beleza, entre outros), mas tem perspectiva de abertura de oportunidades nos próximos anos. Estudo de 2019 da Brasscom, associação empresarial do setor, estima que, desde aquele ano até 2024, serão gerados em torno de 420 mil novos postos de emprego nessas atividades, uma média simples de 70 mil ao ano. Só que os cursos superiores voltados para a área (como análise de sistemas e engenharia da computação) formam 46 mil alunos por ano, o que fomenta a disputa das empresas pelos melhores profissionais. “Todos os altos executivos dizem que não contratam mais porque não há profissionais talentosos disponíveis. Não é um apagão de mão de obra, mas é um estresse”, diz o presidente da Brasscom, Sérgio Gallindo. Segundo o representante do setor, a oferta de profissionais, aparentemente, tem sido suprida por trabalhadores formados em outras áreas que buscam cursos e treinamento para se especializar em tecnologia da informação. Diversas empresas do setor relatam investimentos em treinamento. A Locaweb, por exemplo, vai criar uma unidade para cuidar do assunto. “Tem uma quantidade enorme de vagas em aberto com um tempo de preenchimento maior do que gostaríamos”, afirma o presidente da Totvs, Dennis Herszkowicz. Conforme cálculos da Brasscom com dados oficiais de emprego monitorados pelo governo federal, em maio o salário médio do setor TIC era de R$ 4.047 por mês, o dobro da média nacional, de R$ 1.968. Executivos do setor cobram uma melhora geral no sistema de ensino do País, com destaque para o reforço no currículo voltado para tecnologia, mas, para Gallindo, da Brasscom, é possível avançar com medidas pontuais. Os cursos universitários, por exemplo, podem ajustar seus currículos para atender às necessidades das empresas e um reforço nas políticas de financiamento ao ensino superior poderia reduzir a desistência ao longo da graduação.   Fonte: Terra https://www.terra.com.br/economia/ritmo-de-formacao-de-profissionais-nao-da-conta-da-demanda,fe9140045b0c926b4cfda309ad5ae67fqp97cywx.html

Área de tecnologia tem crescimento robusto e abre postos de trabalho

A pandemia iniciada em 2020 afetou severamente diversos segmentos da economia brasileira. O que já não estava bom, piorou drasticamente. O número de desempregados já ultrapassou a casa dos 14 milhões e dos que desistiram de procurar uma ocupação, já são quase seis milhões. Entretanto, no mesmo período, a área de tecnologia vem surpreendendo, apresentando crescimentos consideráveis e abrindo vagas. Neste novo cenário, diversas regiões do país despontam com grandes parques tecnológicos, dentre eles, destaque para o de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A área de tecnologia já vinha apresentando excelentes resultados quando a economia caminhava relativamente bem e seguiu prosperando mesmo quando muitas áreas começaram a ter problemas. Segundo pesquisa feita pela GeekHunter (empresa de recrutamento especializada na contratação de profissionais de tecnologia), em 2020, em plena pandemia, o setor registrou 310% de crescimento e a estimativa, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) é de que até 2024, 420 mil novas vagas de trabalho sejam criadas apenas para absorver a demanda interna, já que milhares de profissionais brasileiros também serão cooptados por empresas americanas e europeias e atuarão no esquema home offices. Em termos de valores movimentados, os resultados impressionam, pois o setor de TI já é responsável por 6,8% do PIB brasileiro, com uma média de R$ 90 bilhões anuais, segundo a Brasscom. Com uma demanda crescente, o único motivo de preocupação do segmento é com a mão de obra, pois, também segundo a Brasscom, anualmente, escolas e universidades brasileiras qualificam menos de 50 mil novos profissionais, mas o mercado interno necessita de 100 mil. Localizada a pouco menos de 450 km da capital paulista, São José do Rio Preto é um dos exemplos do quanto o setor de tecnologia está crescendo e ajudando no desenvolvimento de diferentes regiões. Além de importantes empresas de tecnologia, a cidade do interior paulista ainda é destaque nesse segmento pelo parque tecnológico que possui; pelas universidades tanto públicas quanto particulares que formam profissionais qualificados e também pelos cursos técnicos gratuitos que algumas instituições oferecem. Pelo Brasil, polos tecnológicos consolidados já são realidade em diversos locais, como o Porto Digital de Recife, o TecnoPuc de Porto Alegre, o San Pedro Valley de Belo Horizonte, o Capital da Inovação de Florianópolis, o Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí, o ITA de São José dos Campos, a Fundação UNICAMP de Campinas, dentro outros. Uma prova do quanto a área de tecnologia está com a demanda aquecida em busca de novos profissionais, vem dá já citada São José do Rio Preto, onde a Synapses Holding S/A abriu mais de 100 vagas para colaboradores na área de Tecnologia da Informação. “Em pleno recorde de desemprego, poder disponibilizar trabalho e renda para mais de 100 famílias é uma felicidade para nós. A alegria é ainda maior porque a Squads já está contratando colaboradores em todo o território nacional, já que todas as posições são home office”, afirma Éber Silva Júnior, Head de Gente & Gestão da empresa. Mais nformações sobre as vagas disponíveis na Squads podem ser encontradas no site: https://synapses.sa.com/talentos/ Website: https://synapses.sa.com Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra.   Fonte: Terra https://www.terra.com.br/noticias/area-de-tecnologia-tem-crescimento-robusto-e-abre-postos-de-trabalho,7d249c22bc24ddd7bcc813d23e0e0802042dtrmp.html

Brasscom ganha corrida pelo CNPD

Entidade de TI superou candidatura da Assespro e dos meios de comunicação. A Brasscom, entidade que reúne as maiores empresas de TI atuantes no país, ganhou a disputa por uma vaga no Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD), órgão consultivo da nova Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por regulamentar a implantação da lei de proteção de dados LGPD. O conselho é formado por 23 membros representantes do poder público e privado. O mandato será de dois anos, permitida a recondução pelo mesmo período. As entidades empresariais tinham direito a duas vagas. Além das Brasscom, também ganhou assento no CNPD a Febraban, entidade que reúne o setor financeiro nacional. Para conseguir as vagas, as entidades passaram por um autêntico campeonato, com direito a diferentes fases. Ao todo, foram 122 candidaturas para as vagas não nomeadas pelo governo. Somente para as duas vagas do setor empresarial, concorreram 47 indicações. Só do setor de TI, foram três: uma encabeçada pela Brasscom, outra pela Assespro Nacional, entidade que reúne principalmente pequenas e médias empresas brasileiras, e uma terceira pela ABES, uma entidade mais orientada ao combate de pirataria de software. No final, as candidatas foram para uma fase de “mata-mata”, no qual foram elaboradas 13 listas tríplices para a escolha do governo federal. A lista tríplice no qual a Brasscom caiu tinha a já citada Assespro Nacional e também a chamada Associações de Comunicação, que reúne 15 entidades de comunicação, entre elas as poderosas Associação Brasileiras das Emissoras de Rádio e TV e a Associação Nacional de Jornais. Apoiaram a Brasscom oito entidades: AbraHosting, Abrintel, ADCN, Confederação Nacional de Saúde, ConTIC, Fenainfo, P&D Brasil e Sociedade Brasileira de Computação. Não se sabe os detalhes da guerra de bastidores pelas vagas, mas no final a Brasscom conseguiu se impor e ganhar a indicação para a advogada Ana Paula Bialer, ex-presidente da Associação Brasileira de Direito da Tecnologia da Informação e das Comunicações. Bialer lidera o Grupo Temático de Trabalho (GTT) de Regulação e Internet da Brasscom, que trabalhou durante a tramitação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e que tem atuado com contribuições aos chamamentos da ANPD. “O CNPD é um órgão essencial para institucionalização da cultura de proteção de dados no país e para fortalecimento do multissetorialismo”, afirma Bialer. A divisão do setor de TI em três candidaturas acabou não tendo consequências mais graves, como poderia ser ficar de fora de um órgão consultivo com influência em uma legislação de grande impacto na área. A LGPD, que passou a vigorar em agosto, prevê multas de até 2% do faturamento bruto anual, podendo chegar a um máximo de R$ 50 milhões, para vazamentos de dados, mas ainda não está nada claro como isso vai acontecer na prática. A vitória também reforça o peso da Brasscom como interlocutora de Brasília em um setor onde existem tradicionalmente muitos representantes (mas, talvez por isso, nem tanta representatividade). A Brasscom reúne 90 empresas, em diferentes níveis de associação. Entre os fundadores estão os pesos pesados da TI brasileira, como Totvs, BRQ e Tivit, além de multinacionais com presença forte no país como Capgemini, IBM e Accenture. No segundo tier, vem nomes como Embratel, Sonda, Cisco e Huawei. As contribuições dos integrantes colocam a Brasscom em outro nível de atuação. Recenemente, a entidade anunciou planos de formar 156 mil desenvolvedores web até 2024, no que deve ser a iniciativa de formação de mão de obra mais ambiciosa já feita no país, com um custo na casa de dezenas de milhões de reais.   Fonte: https://www.baguete.com.br/noticias/13/08/2021/brasscom-ganha-corrida-pelo-cnpd Baguete Maurício Renner Editor at Baguete Diário  

Brasscom quer formar devs web em massa

Por: Baguete Meta é atingir nada menos do que 156 mil alunos. Projeto está na fase inicial. A Brasscom, entidade que reúne as maiores empresas de TI atuantes no país, lançou um programa para treinar 156 mil desenvolvedores web, no que deve ser a iniciativa de formação de mão de obra mais ambiciosa já feita no país. Ainda neste mês de agosto, serão selecionadas duas instituições de ensino e duas ONGs ou EduTechs para fazer parte da edição piloto, que contará com 100 alunos, divididos em quatro turmas, em diferentes regiões do país. A Brasscom custeará integralmente essa etapa do projeto, com um investimento de R$ 278 mil. O curso é gratuito para os alunos, que ganharão ainda um valor não revelado para cobrir gastos mensais com internet, deslocamento e alimentação e mais R$ 100 em caso de conclusão do curso. A formação deve durar três meses, com uma carga horária total de 264 horas, em formato híbrido, com aulas presenciais e a distância incluindo temas como HTML, CSS e Java Script. A Brasscom espera fazer os ajustes necessários, lançar o programa em grande escala e atingir a meta dos 156 mil até 2024. A entidade não comenta qual é o investimento total previsto. Mas, tendo em conta que o piloto para 100 alunos vai custar R$ 278 mil, estamos falando de um investimento na casa das dezenas de milhões de reais, tendo em conta que o custo deve cair com a escala. Só o custo de pagar R$ 100 para 156 mil pessoas, no qual a escala não influi, seria de R$ 15,6 milhões. A entidade destaca que “buscará parcerias estratégicas com fontes de financiamento públicas e privadas”, ainda que o mais provável parece ser que as empresas associadas paguem a maior parte da conta. Nesse caso, é possível dizer que a Brasscom decidiu tomar nas próprias mãos a solução de um problema que vem sendo apontado pela entidade desde a sua fundação, em 2004, inspirada pela poderosa entidade indiana Nasscom. Segundo estudo da própria Brasscom, 420 mil novos trabalhadores seriam demandados pelo setor entre 2019 e 2024. Em uma média simples, anualmente, o mercado precisa de 70 mil profissionais. Hoje, no entanto, apenas 46 mil pessoas são formadas com perfil tecnológico a cada ano. “Equalizar essa diferença é essencial para que as empresas de tecnologia continuem crescendo, gerando empregos formais e de qualidade e contribuindo para acelerar a retomada da economia”, ressalta o presidente do Conselho de Administração da Brasscom, Laércio Cosentino. Dinheiro para bancar uma iniciativa desse escopo a Brasscom tem. Além da Totvs, empresa fundada por Cosentino que acaba de faturar R$ 763,3 milhões no segundo trimestre, a entidade reúne 90 empresas, em diferentes níveis de associação. Entre os fundadores estão os pesos pesados da TI brasileira, como Totvs, BRQ e Tivit, além de multinacionais com presença forte no país como Capgemini, IBM e Accenture. No segundo tier, vem nomes como Embratel, Sonda, Cisco e Huawei.   Fonte: Baguete https://www.baguete.com.br/noticias/06/08/2021/brasscom-quer-formar-devs-web-em-massa

ZPEs representam oportunidade para retomada econômica. Congresso entendeu, Governo não

Por Sergio Sgobbi*, Diretor de Relações Institucionais e Governamentais, Brasscom A proposta legislativa de atualização do marco legal das Zonas de Processamento das Exportações, comumente chamadas de ZPEs, foi modernizada pelo Congresso Nacional com inovações legislativas, a exemplo da inclusão de serviços como atividade possível de exportação. No entanto, o executivo federal – entendendo limitações fiscais – fez o veto a essa proposição, ficando, portanto, somente permitida às atividades manufatureiras. As ZPEs são um instrumento utilizado por mais de uma centena de países a fim de que seus produtos e serviços possam ser mais competitivos, dinamizando, por consequência, suas economias com essa modalidade de operação. No Brasil, a primeira regulamentação dessa matéria ocorreu em 1988, ou seja, há mais de 30 anos, porém com resultados pífios. Atualmente, há apenas uma ZPE em operação, em Pecém, no Ceará, o que demonstra a ineficácia do marco legal para o desenvolvimento econômico do país, apesar de suas atualizações. Ou seja, é uma política pública que não se demonstrou eficaz. Por isso, a importância da modernização aprovada pelo Congresso.   Transformação Digital É fato que a pandemia de Covid-19 alterou o modo de vida e imputou uma série de desafios aos setores empresariais, desde a própria manutenção da atividade econômica, até como se reposicionar para a retomada. Estamos diante de uma situação que tem o seu ineditismo circunstancial, mas também apresenta uma série de oportunidades frente às derrubadas das barreiras – físicas, cognitivas, de maturidade ou organizacionais – até então intransponíveis e que limitavam nossa expansão. A inserção de serviços nas ZPEs, principalmente os serviços digitais de alto valor agregado, promete criar um ambiente favorável e sintonizado com as transformações digitais em curso na sociedade, via o uso intensivo das tecnologias. Entre essas tecnologias estão o processamento, armazenamento ou hospedagem de dados pelos datacenters; atividades de análise e de desenvolvimento de sistemas; programação e desenvolvimento de softwares; pesquisas e desenvolvimento; monitoramento de estações e serviços críticos. São serviços que o país domina, tem competência e maturidade, afinal somos um dos maiores e mais sofisticados mercados de tecnologia da informação. O veto presidencial a esta oportunidade, entretanto, coloca o país refém das commodities agrícolas, sem renegar a sua importância. A medida negligencia as atividades propulsoras de desenvolvimento de vanguarda e propiciadoras de inovação, que se utilizam de uma massa de trabalhadores qualificados e que têm potencial de alavancar a retomada e criar perspectivas diferentes das atuais. O Congresso Nacional apreciará a matéria (veto presidencial) e esperamos que um outro Brasil possa surgir, dinâmico, com olhar de futuro, dinamizador de oportunidades e inclusão de nossa população e que alavanque o marco legal das ZPEs à condição de divisor de águas na retomada das atividades econômicas.  *Sergio Sgobbi é graduado em Ciências Sociais pela Unesp e Administração pela Uniara, doutorando em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente. Atuou como consultor em gestão empresarial para micro e pequenas empresas para o Sebrae/SP e facilitador de cursos nas áreas de RH e Gestão Estratégica de Negócios. Desempenhou a função de Secretário de Desenvolvimento Econômico do Município de Araraquara. Desenvolve na Brasscom a função de diretor de Relações Institucionais e Governamentais.   Sobre a Brasscom A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador. Assessoria de Imprensa Iuri Max Silva (11) 99162-5347 (61) 99926-2990 iuri.silva@brasscom.org.br