Triplicar antenas de celular no campo injetaria R$ 100 bilhões ao agronegócio

  Luis Osvaldo Grossmann – 23/03/2022   Se a pandemia de Covid-19 acelerou a transformação digital de diversas áreas produtivas, não foi diferente no campo. Como destacado pela Embrapa durante o Brasscom TecFórum 2022, realizado nesta quarta-feira, 23/03, mesmo pequenos e médios produtores rurais tiveram que adotar o digital. Mas ainda sofrem com a falta de conectividade. “Temos cinco milhões de produtores, sendo apenas 10% grandes, com capacidade de investimento. Mas o pequeno e médio produtor também precisa usar nova tecnologia. E na pandemia eles se sensibilizaram a usar mais, mas colocam desafios: conectividade, capacidade de investimento e capacitação de mão de obra qualificada”, disse a pesquisadora e durante sete anos chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Silvia Massruhá. “O leilão do 5G foi superimportante, mas o 3G e o 4G são essenciais. O 5G trouxe toda uma programação até 2029, conectividade em rodovias, comunidades rurais. Mas também precisamos de WiFi via rádio, satélite. Precisamos de um ecossistema integrado. Estudo do Ministério mostra que apenas 23% da nossa área é coberta com conectividade na área rural”, destacou ao participar do painel A Transformação Digital de Tudo para Todos. Ela insistiu ser “importante fomentar a conectividade no campo. Estudo mostra que temos 4,4 mil antenas na área rural. Se dobrar o número de antenas, a projeção é de um aumento de R$ 46 bilhões na produção. Com 15 mil antenas, 90% de cobertura rural, serão quase R$ 100 bilhões de aumento”. A adaptação é inevitável, destaca. “Toda a transformação que está ocorrendo é liderada pelo novo consumidor. Todos mais preocupados com nutrição e saúde, com a origem dos alimentos, com a produção. E a pandemia acelerou isso. Produtores que ficaram sem feiras para apresentar tiveram que adotar plataformas de e-commerce, ou para comprar insumos, ou para entrega de produtos ao consumidor final.”   Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Internet-Movel/Triplicar-antenas-de-celular-no-campo-injetaria-R%24-100-bilhoes-ao-agronegocio-59802.html#.YkIF4erMJPY

TI propõe currículos e cobra dinheiro publico e privado para educação digital

  Convergência Digital – 24/03/2022   Diante do desafio ampliado de preencher 800 mil vagas no mercado de tecnologia da informação do Brasil até 2025, empresas de TI associadas à Brasscom lançaram propostas de currículos de referência para instituições de ensino superior. São sugestões de grades com especializações em áreas-chave para o mercado. “O objetivo é ser um farol para instituições de ensino, gestores escolares, secretarias de educação e demais atores interessados. Estamos lançando os primeiros currículos de referencia para educação tecnológica no ensino superior. São grades específicas em Big Data e Analytics, segurança da informação, inteligência artificial e nuvem. Também vamos disponibilizar um currículo voltado ao desenvolvimento de habilidade socioemocionais”, anunciou a diretora executiva da Brasscom, Mariana Rolim, durante o Brasscom TecFórum. O CEO do grupo Sonda, Ricardo Scheffer, ressaltou que a demanda por pessoal qualificado em TI ficou ainda maior com a pandemia de Covid-19, e que ela passou a ser de escala mundial. “Temos um abismo. O volume necessário é assustador. E além do desafio de formar talentos para atender as empresas no país, a concorrência também vem de fora, com profissionais prestando serviço a partir do Brasil para outros países”, disse. A maior dificuldade, admitiu o executivo, é garantir recursos para educação e capacitação. “A barreira financeira é um desafio muito grande. É necessário que se façam aportes, tanto a iniciativa privada como o governo, em programas bem estruturados, com os recursos necessários”, convocou Scheffer. As grades curriculares propostas pelo mercado indicam um eixo básico e diferentes especializações possíveis. Para o curso de Big Data e introdução à ciência de dados, o currículo sugere como eixo básico introdução à computação, fundamentos de análise quantitativa, introdução à programação, estruturas de dados, redes e conectividade e banco de dados, todos com 60 horas cada, além de 40 horas de introdução à segurança da informação. Ainda em Big Data, o currículo segue com outros eixos complementares. O primeiro com inteligência artificial, aprendizagem de máquina, redes neurais e aprendizado profundo, aprendizado de máquina para Big Data. O segundo, engenharia de dados, governança de dados, limpeza e integração de dados, data warehouse e infraestrutura de Big Data. E ainda um terceiro eixo de análise de negócios, gestão de negócios baseados em dados, otimização de taxa de conversão, visualização de dados e análise não supervisionada. Além dos currículos, o painel Formação de Talentos em TIC e Diversidade discutiu a possibilidade de inclusão de conteúdo de educação tecnológica no sistema escolar. Uma das propostas é o Projeto de Lei 4513/20, que institui a Política Nacional de Educação Digital. A autora, deputada Angela Amin (PP-SC), defendeu que “o Brasil precisa iniciar um processo de formação dos profissionais da educação e aplicar nas nossas escolas para essa transformação digital”.   Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Carreira/TI-propoe-curriculos-e-cobra-dinheiro-publico-e-privado-para-educacao-digital-59810.html#.YkIFK-rMJPY

Sem mão de obra imediata para TIC, Brasil está fora do jogo da transformação digital

  Ana Paula Lobo – 23/03/2022 O Brasil não pode mais perder tempo e ficar traçando políticas públicas de médio e longo prazo para a formação de talentos em TIC, sustento o fundador e presidente do conselho da TOTVS, Laércio Cosentino, ao mediar nesta quarta-feira, 23/03, painel Visão Ministerial sobre Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação, no Brasscom TecFórum 2022. “Não estamos concorrendo apenas com empresas brasileiras, mas com empresas globais. Nós temos um déficit claro hoje. Não podemos mais pensar em planejar para daqui a cinco, 10 anos. Temos de fazer agora. Temos de fazer que o desenvolvimento aconteça no Brasil, seja por empresas brasileiras, seja por multinacionais”, reforçou Cosentino. O relatório setorial de TI, divulgado pela Brasscom no evento, mostra que, em 2021, foram gerados 198 mil novos empregos em TI, e o setor empregou mais de 1,9 milhão de pessoas. TIC respondeu por 129 mil desses novos empregos e por 1,09 milhão de empregos. A TI in house ficou com 21 mil novos empregos gerados no ano passado e 473 mil no total. Telecomunicações respondeu por 21 mil novos empregos e por 330 mil no total apurado. Ainda assim, o estudo da Brasscom é claro ao afirmar que déficit de mão de obra saltou de 420 mil para 800 mil até 2025. “O curto prazo ainda está com um céu carregado de nuvens por conta da recuperação da economia, mas o digital nos permite pensar em dias melhores, mas precisamos de mão de obra qualificada. O Brasil é o segundo maior pool de talentos das Américas e disparado o maior da América Latina. A nossa diversidade é imensa. Podemos fazer mais”, adicionou o fundador da CI&T, Cesar Gon.   Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Carreira/Sem-mao-de-obra-imediata-para-TIC%2C-Brasil-esta-fora-do-jogo-da-transformacao-digital-59801.html#.YkIElerMJPY

Nuvem, big data, analytics e IA vão gerar R$ 383 bilhões ao Brasil até 2025

  Convergência Digital Ana Paula Lobo – 23/03/2022 O relatório setorial de TI, divulgado pela Brasscom, no Brasscom TecFórum, nesta quarta-feira, 23/03, mostra que as novas tecnologias vão crescer acima de dois pontos percentuais no período de 2022 a 2025, impulsionadas pela transformação digital. A computação em nuvem segue sendo o destaque com uma previsão de impulso de 24% ao ano, e uma geração de receita de R$ 181,1 bilhões nos próximos três anos. Em seguida despontam big data & Analytics, com previsão de crescimento de 12% ao ano até 2025, e uma geração de receita de R$ 94,6 bilhões. Com o advento do 5G – previsto para entrar em operação comercial em julho nas capitais do país – a Internet das Coisas promete avançar mais ainda. A projeção é de um crescimento de 27% ao ano, e uma geração de receita de R$ 56,9 bilhões. Já a inteligência artificial aparece com uma perspectiva de crescimento de 18% ao ano até 2025, e uma receita de R$ 49,7 bilhões. O relatório da Brasscom comprova o avanço do setor de TI, puxado pela digitalização de empresas e do consumidor em função da pandemia de Covid-19.  Em 2020, a produção de TIC, sem telecom, somava 205,6 bilhões. Em 2021, o número passou para R$ 293 bilhões – um incremento, portanto, de 36,4%.   Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Cloud-Computing/Nuvem%2C-big-data%2C-analytics-e-IA-vao-gerar-R%24-383-bilhoes-ao-Brasil-ate-2025-59800.html

Salário de tecnologia cresce e software paga 3,5 vezes a média nacional

  Luis Osvaldo Grossmann – 23/03/2022 O macrossetor de tecnologia ampliou em 198 mil pessoas a força de trabalho ao longo de 2021, chegando a 1,9 milhão de profissionais. Desse total, 129 mil foram absorvidos pelo setor de TIC, que envolve software, serviços de nuvem, BPO, etc. Outros 48,5 mil foram empregados na TI in House, enquanto 21 mil em telecomunicações. Os números fazem parte do Relatório Setorial 2021, elaborado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, Brasscom. “Tivemos contratações ao longo do ano inteiro, com crescimento em todos os setores”, disse a coordenadora de inteligência da Brasscom, Helena Loiola, ao apresentá-los nesta quarta, 23/3, no Brasscom TecFórum 2022. A forte demanda teve impacto na remuneração em tecnologia, que ampliou ainda mais a distância para a média nacional (R$ 1,8 mil). Em software, o salário que estava na casa de 3 vezes a média salarial nacional, foi para 3,5 vezes. Houve queda na média nacional, mas também aumento expressivo na remuneração dos setores de tecnologia, que está contratando e tem remuneração acima da média. No caso do software, o rendimento médio foi de R$ 5 mil para R$ 6,3 mil ao longo de 2021 – um crescimento de 12,9%. Em TIC, de R$ 4 mil para R$ 5,2 mil, alta de 8,6%; e em Telecom, de R$ 3,3 mil para R$ 4,2 mil, crescimento de 7,4%. “Mesmo os serviços de implantação, subsetor com a menor remuneração no setor de tecnologia, ainda tem remuneração 2,4 vezes maior que a média salarial nacional”, completou Helena Loiola. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Carreira/Salario-de-tecnologia-cresce-e-software-paga-3%2C5-vezes-a-media-nacional-59797.html#.YkIDeOrMJPY

Brasscom lança relatório de Segurança Cibernética e Informação

Ana Paula Lobo … 24/03/2022 … Convergência Digital   A Brasscom aproveitou o Brasscom TecFórum, nesta quinta-feira, 24/03, para lançar o primeiro relatório setorial de Segurança Cibernética e da Informação. Nele, a entidade aponta a necessidade de se ter atenção ao tema por conta do momento que o mundo e o próprio Brasil vive diante das ameaças hackers às empresaas e às infraestruturas críticas de negócios e serviços. O relatório setorial de macrossetor de TI mostra que, nos próximos três anos, os investimentos em segurança cibernética e de informação deverão ficar em R$ 46,7 bilhões, com crescimento de 10% ao ano, o que exigirá atenção em três pilares fundamentais: processos, tecnologia e pessoas. A Brasscom também orienta que, apesar de não ser uma prática obrigatória, o gerenciamento de risco é extremamente indicado, principalmente com o acelerado avanço da transformação digital das empresas e da imposição de uma boa governança, até como requisito obrigatório diante da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Acesse aqui, o relatório de Segurança Cibernética e da Informação da Brasscom. No lançamento do relatório, em painel sobre Segurança da Informação, o CEO da Tivit, Luiz Mattar, lembrou que com a pandemia, o mundo ficou mais conectado e abriu frente para ataques cibernéticos. “Nesse cenário o Brasil sofreu os piores ataques cibernéticos de sua história. Esse é um assunto muito importante e a Brasscom lançou um estudo com informações muito boas. Esperamos que as empresas se espelhem nele para melhorar a comunicação dentero de casa e com clientes, das nossas casas e para a população em geral”, completou.   Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Seguranca/Brasscom-lanca-relatorio-de-Seguranca-Cibernetica-e-Informacao-59817.html

MCTI: Brasil precisa formar exércitos de desenvolvedores e cientistas de dados

Convergência Digital … 24/03/2022 … Convergência Digital   Após três décadas de política pró -novação, o Brasil tem um ecossistema maduro em plenas condições de apoiar o setor empresarial. Nas contas do secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, os aportes viabilizados pela legislação de TICs aumentaram, mas ainda exigem esforços públicos que facilitem investimentos em formação e qualificação de pessoal. “Entendo que nosso primeiro desafio é regulatório. Mas desde que decidimos, por exemplo, que informática era prioridade, avançamos muito. Temos uma Lei de TIC, que completou 30 anos, com core em pesquisa e desenvolvimento, que resultou em uma média de R$ 1,5 bilhão por ano de recursos privados para aplicação em P&D. Esse valor cresceu e em plena pandemia chegou a R$ 1,9 bilhão. E com a perspectiva da implantação das tecnologias do 5G, esse número, escorado no setor privado e na legislação, tende a crescer”, afirmou. O tema foi discutido no painel Um país inovador, durante o Brasscom TecFórum, nesta quinta-feira, 24/03. Alvim insistiu na necessidade de integração maior e mecanismos que permitam que os recursos se transformem também em capacitação profissional. “A melhor forma de a gente apoiar empresas para mitigar risco é atuar em pontas que são custos para as empresas e que para o setor publico pode ser um grande investimento. Nessa linha, uma questão é preparar capital humano para que as empresas incorporem cada vez mais profissionais qualificados. Precisamos mitigar o custo dessa incorporação e preparar cada vez mais capital humano”, adiciona. Segundo ele, “precisamos preparar exércitos de desenvolvedores, programadores, cientistas de dados à disposição das empresas. Isso exige o esforço de fortalecer a infraestrutura de ICTs do país para que esteja disponível para atuar em parceria com as empresas. O desafio brasileiro de capital humano é quantidade.” O CEO Da NTT Data Brasil, Ricardo Neves, lembrou que a carência de mão de obra é fator crucial para o mercado. “Na perspectiva das empresas, a dificuldade de fixação de mão de obra continua sendo o grande gargalo da inovação no ecossistema que a própria empresa procura se colocar. Uma possibilidade seria trabalhar como usar parte dotação para que a gente possa reduzir custos específicos associados ao treinamento. Para que a gente traga o nível necessário de engenheiros de dados, de cientistas de dados. De forma que a gente possa usar a Lei do Bem para as parcerias com universidades e mais rapidamente trazer essas pessoas tão necessárias.” Como destacou o Gerente executivo de computação do Senai Cimatec, Advhan Furtado, um caminho é a construção de parcerias mais perenes com os institutos de ciência e tecnologia. “Não é coincidência que as empresas mais competitivas são as que investem mais em pesquisa e inovação. Mas muitas vezes as dificuldades, especialmente de pequenas e médias empresas, torna difícil a inovação. Uma alternativa é trabalhar em cooperação com um centro vocacionado para P&D. E para os ICTs é a grande oportunidade de aplicar conhecimento às questões reais, ampliar a capacitação e fixação de talentos.” Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Inovacao/MCTI%3A-Brasil-precisa-formar-exercitos-de-desenvolvedores-e-cientistas-de-dados-59815.html

Projeto de lei para segurança cibernética exige times setoriais de resposta a incidentes

Convergência Digital … 24/03/2022 … Convergência Digital   O Gabinete de Segurança Institucional quer enviar até maio, uma proposta de legislação federal para segurança cibernética. Ele vem na esteira da Estratégia Nacional, formalizada em 2020 e é calcado na rede de tratamento e resposta a incidentes do governo federal, mas que busca adesões de outros entes e do setor privado. Ao tratar do tema da segurança da informação no Brasscom TecFórum, o assessoria especial do GSI, general Antonio Carlos de Oliveira Freitas, adiantou que um ponto importante do projeto de lei é o tratamento setorial das equipes de tratamento e resposta aos incidentes cibernéticos (ETIR). “O que tem de maior novidade nessa rede é a criação do conceito de ETIR setorial para o setor de Energia. Não temos condições de coordenar a segurança cibernética de todas as empresas do governo, privadas, e demais entidades que fazem parte. Então é necessário que a área de energia tenha uma ETIR setorial, e que ela se ligue conosco”, disse Oliveira Freitas, ao participar do Brasscom TecFórum. Segundo o general, o Projeto de Lei elaborado pelo GSI também “cria um Conselho Nacional, formado basicamente pelos ministérios e representantes da iniciativa privada. Estabelece uma governança nacional em termos de coordenação, não de controle. E tem caráter colaborativo”. Além disso, o projeto de lei prevê ensino de segurança cibernética desde as primeiras etapas da vida escolar. A minuta de projeto aguarda manifestações de outras pastas para seguir ao Parlamento. “A proposta de PL foi enviada para órgãos que tratam mais diretamente ao assunto, citados no projeto: Defesa, Educação, MCTI, Economia. Estamos esperando a manifestação. A pretensão do GSI é mandar para o Congresso esse projeto até maio. E logicamente no Congresso a sociedade terá oportunidade para debater à exaustão as ideias que ali estão.” Como alertou o diretor de Cybersecutitypara América Latina da Unisys, Alexis Aguirre, ações são importantes diante de um tema de importância vital. “Os ataques que mais cresceram foram as ameaças criptografadas, 167%, ataques de ransomware, que sequestram dados e pedem resgate, 105%. Foram mais de 623 milhões de ataques de ransomware, segundo a Sonic Wall. Ocupamos a quarta colocação como principal alvo, depois dos EUA, Alemanha e Reino Unido. Só no Brasil, no ano passado, tivemos mais de 33 milhões de ataques de ransomware. É um assunto extremamente sério.” O gerente de Tecnologia e Gestão de Soluções de Tecnologia da Informação do  Serpro, Ismael Tedesco, ressaltou a preparação do ponto muitas vezes mais fraco do ecossistema: as pessoas. “Na segurança da informação temos apostado em ferramentas colaborativas. E como instituição, temos trabalhado na criação de estratégias de segurança para os órgãos públicos.”   Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Seguranca/Projeto-de-lei-para-seguranca-cibernetica-exige-times-setoriais-de-resposta-a-incidentes-59812.html

Reforma tributária: falta vontade política ao governo para colocar o dedo na ferida

Ana Paula Lobo … 24/03/2022 … Convergência Digital   Falta ao governo vontade política de colocar o dedo na ferida e assumir os riscos em um debate sobre reforma tributária, afirmou o presidente da Frente Parlamentar de Comércio, Serviços e Empreendedorismo, deputado Efraim Filho (União Brasil/ Paraíba), ao participar do Brasscom Tec Fórum, nesta quinta-feira, 24/03. O parlamentar foi incisivo: “O governo precisa ter a sua proposta. Dizer: é essa proposta que nós defendemos, e não deixar na mão do congresso nacional para sentir o rumo”. Para Efraim Filho, a PEC 110, em discussão no Senado, pode até passar, mas terá dificuldades na Câmara. “O setor de serviços precisa ser levado em consideração. É o que mais emprega e gera renda no País, e a carga tributária imposta ao serviço nessa reforma é imensa”, reportou. Crítico, o deputado lembrou que o agro é pop, mas serviço é quem gera emprego e renda. Observou ainda que a indústria, muito bem defendida, também não está gerando a receita desejada. Ainda assim, Efraim Filho, diz que a hora é de sentar e conversar. “Serviço é a peça que falta nesse lego. Precisamos tentar colocar serviço de forma mais adequada para a reforma tributária andar. Mas o certo é: a reforma tributária não pode ser para aumentar a arrecadação do Estado. Ela tem de ter o olhar de quem produz, do cidadão. A conta é do Governo”, afirmou. Para o deputado paraibano, o imposto sobre o trabalho é ‘burro’ e contraproducente. Posição também defendida pelo senador Izalci Lucas, PSDB/DF, que enxerga a situação da PEC 110 como ‘caótica’, uma vez que ela pesa a mão em serviços para beneficiar a indústria. O CEO da Solutis, Paulo Marcelo, comemorou a vitória da prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2023, mas criticou mais que a carga excessiva, a complexidade da carga tributária. “Nós pagamos alíquotas de ISS de 2%, 5% e até de 7%. Cada um dos 5500 municípios do Brasil tem uma regra para ISS. Sentimos a falta de uma segurança jurídica. A desoneração da folha trouxe empregos formais, de carteira assinada para o Brasil e podemos fazer muito mais”, destacou. O diretor da Brasscom, Sergio Sgobi, observou que o setor de TIC possui várias cadeias tributárias. Na prestação de serviços de tecnologia incide o ISS, nas telecomunicações, o ICMS, e no hardware, IPI e outros impostos. Para a entidade, observou, é preciso dar inteligência à tributação em prol da competitividade em TIC. E a Brasscom enumera quatro pontos centrais: retirar o imposto sobre o trabalho, no caso manter a desoneração da folha, que gerou 198 mil novos empregos em 2021; a redução de impostos em Telecom e Energia, essenciais em toda cadeia de desenvolvimento produtivo do Brasil; a redução do Estado para se ter uma maior eficiência operacional e a simplificação das bases tributáveis. “Precisamos de segurança jurídica para investir e estamos eternamente debatendo se serviços são ISS ou são ICMS”, lamentou. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Governo/Reforma-tributaria%3A-falta-vontade-politica-ao-governo-para-colocar-o-dedo-na-ferida-59811.html

É urgente se ter regras claras para o trabalho híbrido no Brasil

Por Roberta Prescott … 23/03/2022 … Convergência Digital A pandemia da Covid-19 fez as empresas, rapidamente, incorporarem o trabalho remoto. Com a retomada ao escritório presencialmente, as companhias estão diante do que se convencionou chamar de trabalho híbrido. E, ao que tudo indica, esta nova modalidade veio para ficar. Mas será que o arcabouço normativo brasileiro está preparado? Indo além, a pandemia também impulsionou empresas internacionais a contratarem no Brasil. Como deve ser essa contratação? Que legislação trabalhista seguir? Tais questões foram debatidas durante painel sobre compromisso social do trabalho em tecnologia da informação, nesta quarta (23/03), no Brasscom TecFórum 2022. As mudanças ocasionadas pelo confinamento são evidentes. A BRQ, por exemplo, tem 3200 funcionários. Antes da pandemia, os funcionários moravam em dez cidades e, agora, estão espalhados em cerca de 300 cidades, contou Benjamin Quadros, CEO da BRQ e vice-presidente do conselho de administração da Brasscom. “Estamos levando riqueza para o interior do Brasil. São pessoas recebendo o salário de São Paulo e morando no interior; é uma oportunidade de geração de riqueza”, acrescentou o CEO. Na Capgemini, o cenário é parecido. Luiz Leite, vice-presidente de RH América Latina da Capgemini, explicou que a companhia está vivenciando o efeito de multiplicação de localidades. “Costumávamos contratar gente perto da sede, mas isso acabou e contratamos pessoas no Brasil inteiro. Isso dá oportunidade de inclusão”, disse. A reforma trabalhista de 2017, destacou o advogado e professor de direito do trabalho Antonio Galvão Peres, pavimentou o caminho para o teletrabalho, colocando regras mínimas para a execução do mesmo. “Com a pandemia, foi o teletrabalho o responsável pela manutenção da produtividade de diversos setores; e tivemos uma proteção legal já prevista para enfrentar este desafio”, argumentou. Agora — acrescentou o advogado — surgem outros desafios, como, por exemplo, as regras para o trabalho híbrido. “Nossa lei não regulamenta de forma específica o trabalho híbrido. Daí a importância da negociação coletiva, com os sindicatos, para ter regras claras para o trabalho no modelo híbrido”, explicou. Entre as questões-chave estão a duração do trabalho, da jornada, a necessidade ou não e como fazer reembolso de despesas que o funcionário tem em casa. Ao mesmo tempo em que as companhias brasileiras conseguem acessar talentos espalhados pelo Brasil inteiro, elas também enfrentam o desafio de fazer a retenção de seus próprios talentos, uma vez que os profissionais de TI brasileiros entraram no radar de empresas de diversos países, justamente pela flexibilidade da localização. “É um desafio novo e temos de estar preparados e avaliar como será daqui para frente o ambiente de competição. Ele tem de ser justo, com todos atuando com as mesmas regras”, ponderou Leite, da Capgemini. Pendências trabalhistas do teletrabalho Na avaliação de Benjamin Quadros, a legislação trabalhista brasileira melhorou após a reforma, ficando mais simples e fácil. “Mas ainda é complexa, dando margem a empresas desavisadas ou de má-fé a fazer coisas erradas, por exemplo, contratar funcionários como PJ, como cooperativa ou empresas internacionais pagando de forma informal, como em Bitcoin”, relatou. Para o CEO da BRQ, o grande desafio para se ter uma indústria forte é construir todo o ambiente competitivo com as empresas seguindo as regras. O mercado informal, disse, atrapalha a dinâmica competitiva. No painel, tanto Quadros, como a mediadora Maria Veloso, gerente e conselheira de administração da Olusac, falaram sobre uma pesquisa que está sendo elaborada pela Brasscom — pesquisa Pulso — com objetivo de medir a temperatura do setor. As informações estão começando a serem coletadas e, em breve, sairá um relatório que vai ajudar a entender a dinâmica do mercado brasileiro. Dados preliminares sobre de onde os trabalhadores estão sendo recrutados apontam que, em janeiro, 70,2% eram de empresas nacionais; 25% de internacional com base no Br e 4% de internacionais sem base no Brasil. Já em fevereiro, os porcentuais mudaram bastante, sendo 44,3% de nacionais; 43% de internacionais com base no Brasil e 12,7% de internacionais sem base aqui. O advogado Antonio Galvão Peres explicou que, em 2011, houve uma alteração na CLT para deixar claro que existe subordinação jurídica mediante meios telemáticos, de informática, justamente para evitar desvio e tentativa de escapar da legislação trabalhista no Brasil . “Temos um mercado heterogêneo e uma legislação homogênea. A reforma em 2017 enfrentou um pouco deste problema, mas ainda de forma incipiente. O legislador poderia tratar de forma heterogênea o que é heterogêneo”, avaliou. Com relação à contratação de brasileiros por empresas estrangeiras, Peres explicou que o local deixou de ser importante para o trabalho, mas ele ainda é importante para o direito do trabalho. “Do ponto de vista internacional, as regras que disciplinam esta matéria são regras que indicam qual é a lei que deve reger os contratos, são regras do direito internacional privado”, disse. Segundo ele, as regras que se usavam no passado já foram superadas e hoje alguns países admitem regras mistas — por exemplo, mesclando as regras do país da empresa com as do país do trabalhador. De qualquer maneira, a ideia do local ainda é muito importante, ressaltou o especialista em direito do trabalho. No Brasil, a grande dificuldade é que existe uma lacuna sobre qual modelo seguir. “Há necessidade de uma regulamentação mais clara sobre quais leis seguir, incluindo as questões previdenciárias e fiscais, que também são importantes. Ainda não há clareza quais são as regras que devem reger este quesito”, finalizou. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Gestao/E-urgente-se-ter-regras-claras-para-o-trabalho-hibrido-no-Brasil-59807.html

Por ética nos negócios, Brasscom lança carta de princípios do trabalho em Tecnologia

Por Roberta Prescott … 23/03/2022 … Convergência Digital A Brasscom aproveitou seu evento TecFórum 2022 para lançar “a Carta de Princípios do Trabalho em Tecnologia”, com objetivo de reforçar os compromissos das empresas com transparência e ética. A meta é que companhias — associadas à entidade ou não — assinem o documento e se comprometam a adotar os princípios propostos. A Carta traz cinco princípios. O primeiro — negócios com ética — é aplicar práticas empresariais éticas em acordo com as leis locais e sistemas sólidos de governança e transparência corporativa. O segundo busca integrar a gestão de contratos e fornecedores na estratégia corporativa e nos processos de tomada de decisão. O terceiro versa sobre respeitar os direitos humanos e os interesses dos colaboradores. O quarto abrange a segurança, saúde, bem-estar e previdência social, fazendo as empresas assegurarem a seguridade social garantindo dignidade, segurança e proteção à saúde de fornecedores e colaboradores. Por fim, o quinto fala sobre diálogos entre as partes interessadas para que as companhias envolvam, de modo aberto, transparente e de forma proativa as principais partes interessadas, incluindo clientes, contratante de serviços de tecnologia e parceiros intersetoriais nos desafios e oportunidades visando à inclusão social, ao trabalho decente e à geração de emprego. Durante painel sobre compromisso social do trabalho em tecnologia da informação, Maria Veloso, gerente e conselheira de administração da Olusac, destacou o desafio de equilibrar as oportunidades com as implicações legais no mercado de tecnologia da informação e ressaltou que investir no bem-estar no trabalho pode gerar um aumento de 12% de engajamento, 9% em produtividade e 10% em lealdade à empresa. “A partir da pandemia e da crise climática acelerou o desejo de mudança por parte dos funcionários”, disse. Para Benjamin Quadros, CEO da BRQ e vice-presidente do conselho de administração da Brasscom, a carta tem um papel muito importante. “Acreditamos no papel de as empresas fazerem as coisas certas e queremos que associados e não-associados assinem a carta. Nós, empresários, temos de fazer a coisa certa, porque é assim que você cria ambiente competitivo para todos e ajudamos o governo a fazer regras. Mas todo mundo precisa jogar igual”, apontou. A carta de princípios convida as empresas a respeitarem as regras do jogo, completou Antonio Galvão Peres, advogado e professor de direito do trabalho. Segundo ele, há oportunidades trazidas pelo teletrabalho e há desafios. “O direito do trabalho ainda pensa localmente; é preciso que isso mude e, enquanto não mudar, o mercado se autorregular é muito importante”, explicou. “O Brasil não pode perder a oportunidade de desenvolver o setor de tecnologia, que tem atuação estratégica para o País. E, junto com as autoridades, podemos desenvolver um arcabouço legal”, assinalou Luiz Leite, vice-presidente de RH América Latina da Capgemini. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Gestao/Por-etica-nos-negocios%2C-Brasscom-lanca-carta-de-principios-do-trabalho-em-Tecnologia-59804.html

Eleições 2022: Empresas de TICs cobram prioridade à transformação digital

Luis Osvaldo Grossmann … 23/03/2022 … Convergência Digital As empresas de TICs associadas à Brasscom divulgaram um documento com propostas de governo que, entendem, devem ser consideradas pelos candidatos  às eleições deste ano na elaboração de seus planos estratégicos. Chamado de ‘Propostas de Plano de Governo para a Aceleração da Era Digital’,  o documento alinha políticas, ações e recursos em prol da transformação digital no governo, na economia e na sociedade em geral. “Como estamos em um ano eleitoral, é muito importante para o debate do país e para as políticas que serão adotadas no novo ciclo, a Brasscom trouxe um documento chamado de ‘Plano de Governo’, no sentido de trazer sugestões e recomendações. O documento está disponível no site da Brasscom para fomentar ainda mais essa discussão e um documento que com certeza vai ser atualizado com debates”, resumiu o diretor de políticas públicas da Microsoft, Elias Abdala Neto, durante o Brasscom TecFórum. “Este é o momento em que a tecnologia digital ganhou ainda mais importância para a discussão de políticas que o país deve adotar, como endereçar desafios que a transformação digital traz. São várias áreas de oportunidade e vários desafios, na saúde, no agronegócio, na indústria, inclusive na capacitação e formação de talentos, e mesmo para exercício da cidadania no digital”, completou. Nas propostas relacionadas ao governo digital, o documento defende a continuidade da digitalização dos serviços públicos, uso de Big Data e inteligência artificial, o desenvolvimento de certificados digitais seguros e acessíveis, além de permissão legal para uso de dados abertos pelas empresas privadas. Ainda em governo digital, as TICs defendem prioridade para soluções móveis e em nuvem nas compras públicas, contratações por nível de serviço e consumo, com fomento a produção nacional de bens e serviços, o desenvolvimento de inteligência artificial, IoT, blockchain, realidade virtual e computação quântica, bem como tecnologias de encriptação e segurança. No campo da economia, o setor defende a reforma tributária, com desoneração da folha para todos os setores econômicos, extinção das CIDEs, reforma administrativa para redução de custos, e mecanismos para competitividade do emprego formal. Também políticas em prol de criptoativos, da infraestrutura de conectividade e datacenters, usar recursos do FUST e FNDCT para o desenvolvimento de novas tecnologias digitais. Em cidadania, o setor de TICs defende a incorporação de proteção de dados, fortalecimento da ANPD, letramento digital desde o ensino fundamental, formação técnica e profissional em computação, a oferta de disciplinas eletivas de tecnologia na formação em tecnologia, ciências, engenharia e matemática. E, ainda, políticas de saúde digital, emprego de tecnologia em segurança pública e o fomento a cidades inteligentes. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Governo/Eleicoes-2022%3A-Empresas-de-TICs-cobram-prioridade-a-transformacao-digital-59803.html

Proteção de dados exige ANPD no marco legal da inteligência artificial

Luis Osvaldo Grossmann … 23/03/2022 … Convergência Digital Ao participar nesta quarta-feira, 23/3, do Brasscom TecFórum 2022, o presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, Waldemar Gonçalves, destacou a importância de que a agência seja ouvida na elaboração do marco legal para a inteligência artificial. Ele ressaltou a relação direta entre IA e proteção de dados. “A inteligência artificial é muito ligada à proteção de dados pessoais, já que uma das ações da IA é estabelecer perfis, no que dados pessoais estão fortemente atrelados”, apontou Gonçalves no painel Proteção de Dados e Inteligência Artificial. “Nossa preocupação é que esse tema seja bastante debatido com todos os setores, todos os atores, como foi a LGPD. E que se evite atitudes menos pensadas, mais precipitadas, que possam ocasionar algum dano à inovação no cenário nacional. Solicitamos que a ANPD seja convidada também para debater o tema da inteligência artificial”, frisou o presidente da Autoridade. Ele insistiu em que haja “uma discussão com todos os atores, todos os setores, tem que ser feita como na Lei Geral de Proteção de Dados, para a qual passamos oito anos amadurecendo a ideia. A inteligência artificial vai contribuir muito, é algo que não tem como recuar, o futuro é esse. Apenas temos que nos preocupar com os dados pessoais. E esse é o objetivo da ANPD. Não para travar o uso de dados, mas e conformidade com a LGPD”. Um marco legal para a IA é discutido no Congresso Nacional. Enquanto isso. como lembrou a coordenadora-geral de Transformação Digital do Ministério de Ciência e Tecnologia, Eliana Emediato, já existe um processo multissetorial que busca implementar a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial – da qual fazem parte não só a ANPD como também a Brasscom. “O importante dessa gestão compartilhada é que discutimos muito as 73 ações previstas na estratégia. Temos 54 instituições, do governo federal, da Academia, do setor privado, apoiando o MCTI na construção dessas ações”, disse. Entre essas ações, lembrou do edital aberto nesta quarta, 23/3, com R$ 80 milhões do FNDCT, via Finep, para soluções em Agro, Saúde, Indústria, Cidades Inteligentes e Turismo. E um próximo edital de subvenção, também de R$ 80 milhões, será voltado para aplicações de IA no governo Como lembrou o diretor de projeto da IBM para LGPD, Carlos Reolon, o avanço da digitalização torna inevitável o crescimento no uso de soluções de inteligência artificial, tanto para a gestão das transações eletrônicas como para garantir a proteção das informações. “Tivemos um incremento vertiginoso de transações online, em um processo acelerado pela pandemia. O efeito prático é que esse volume de tráfego de rede, essa quantidade de serviços online, cria espaço fértil para o cibercrime. Nem sempre a infraestrutura ou as premissas de segurança crescem na mesma proporção da demanda e sobram brechas para serem exploradas, verificadas na crescente de notícias sobre ciberataques.” “Aquele modelo com arcabouço convencional de cibersegurança ficou menos eficiente. Faltam profissionais para fazer a gestão de todas essas transações crescentes. Aí entra a IA, que auxilia o profissional de segurança de informação para garantir que as transações sejam seguras sem necessariamente ter os olhos em cada bit trafegando. Nesse caso a IA potencializa a ação humana”, completou Reolon. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Governo/Legislacao/Protecao-de-dados-exige-ANPD-no-marco-legal-da-inteligencia-artificial-59799.html

Marcos Pontes defende investimento em ensino técnico no Brasil

Ana Paula Lobo … 23/03/2022 … Convergência Digital Ao participar do Brasscom TecFórum 2022, nesta quarta-feira, 23/03, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, defendeu a formação do jovem em uma profissão no ensino técnico. “É a nossa vocação. Eu sou formado no SENAI. Temos de ter jovens formados no ensino técnico”, destacou, ao fazer um balanço da sua gestão de três anos e três meses à frente do ministério, uma vez que deixará o cargo no final do mês para concorrer a uma vaga de deputado federal, em São Paulo. Ele observou que os Institutos Federais têm de atuar de forma mais coligada para explorar a vocação de cada local. Defendeu ainda que os currículos sejam adaptados às demandas da transformação digital. “A formação dos jovens tem de atender a expectativa do mercado para gerar emprego e renda”, destacou. Pontes lembrou que, nesta quarta-feira, 23, vai lançar em Ribeirão Preto, uma chamada pública, em subvenção econômica, ou seja, sem obrigação de devolução de recursos, para startups de Inteligência Artificial. “IA e IoT são ferramentas essenciais para o futuro associadas à transformação digital e a todas as áreas de negócios”, pontuou. Falou ainda do avanço do Sirius,  um acelerador de partículas do tipo sincrotron localizado no município de Campinas, no interior de São Paulo, Brasil, que já conta com sete linhas ativadas, chegando a 10 até dezembro e a 14 em 2023, com conclusão prevista para 2024. “Será o único laboratório de biossegurança 4 da América Latina. Ele faz parte do programa escudo para proteger o país das próximas pandemias. Todo mundo perdeu um amigo ou um parente com a Covid-19. Temos de aprender para evitar essas perdas. E não há evolução sem o uso da tecnologia, ela permeia todo o processo”, adicionou Marcos Pontes. Com relação ao futuro, observou que é preciso avançar com o Marco Legal das Startups, repensar a Lei do Bem, o PADIS e a Rota 230 para se ter um ambiente de negócio mais eficiente e simplificado. “Temos de permitir que as startups não fiquem no vale da morte, mas para isso temos de ter um ecossistema mais robusto”, completou. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Inclusao-Digital/Marcos-Pontes-defende-investimento-em-ensino-tecnico-no-Brasil-59798.html

Setor de TI cresceu 18,3% em 2021 e gerou R$ 597,8 bilhões

    Luis Osvaldo Grossmann … 23/03/2022 … Convergência Digital Em 2021, o macrossetor de tecnologia teve produção de R$ 597,8 bilhões, e como proporção do PIB chegou a 6,9%. Houve um crescimento nominal de 18,3%, influenciado pela desvalorização cambial. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 23/3, primeiro dia do Brasscom TecFórum 2022. O segmento de TIC, que envolve TI, software, serviços de nuvem, BPO, etc, gerou R$ 293 bilhões – isoladamente 3,4% do PIB. Foi o de maior crescimento ao longo do ano (+36,4%). E onde foram abertas a maioria das vagas: 129 mil, elevando a força de trabalho para 1,09 milhões. No total, o macrossetor passou a empregar mais de 1,9 milhão de pessoas. Telecom é o segundo principal componente, com produção de R$ 251,7 bilhões em 2021 (alta de 4,7%). O segmento representa 2,9% do PIB e emprega 330 mil pessoas. A TI in House, ou seja, a tecnologia digital nas empresas que não são de TI, como os bancos, gerou R$ 53 bilhões ao longo do ano passado (alta de 6,4%). Em TIC, os R$ 293 bilhões foram impulsionados pelo mercado interno, que representa 80% do total e cresceu 49,5% em 2021, para R$ 258,4 bilhões. Houve especial recuperação do setor de hardware (alta de 48,6%, para R$ 125,5 bilhões), bem como de software (+42,5%, R$ 40,6 bilhões), e da nuvem (+36,7%, R$ 22,6 bilhões). O segmento de serviços, que gerou R$ 69,7 bilhões, cresceu 16,5%. Com relação ao mercado externo, o desempenho geral foi de R$ 34,6 bilhões em 2021, bem dividido entre software e serviços (R$ 17,6 bilhões), que cresceu 35,1%; e entre hardware (R$ 17 bilhões), que teve alta de 36,9% – essencialmente produtos eletroeletrônicos e produtos de informática e telecomunicações. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Negocios/Setor-de-TI-cresceu-18%2C3%25-em-2021-e-gerou-R%24-597%2C8-bilhoes-59795.html

Governança lidera iniciativas de ESG no setor de TIC

Por Roberta Prescott … 23/03/2022 … Convergência Digital Os compromissos com padrões éticos, redução das emissões de carbono e investimento em educação são os três temas mais citados pelas empresas pesquisadas pela Brasscom para o Relatório Consolidado de ASG do Macrossetor de TIC, divulgado nesta quarta 23/3, durante o Brasscom Te Fórum 2022. Iniciativa, pioneira da entidade, aponta uma certeza: a sigla ASG — ou ESG, em inglês — entrou de vez no vocabulário das empresas. O relatório da Brasscom analisou iniciativas de 67 empresas do setor. No pilar ambiental, o relatório mapeou 527 ações, com destaque para redução da emissão de carbono e eficiência energética; reciclagem e economia circular; gestão do uso da água; gestão ambiental; e tecnologia de transformação digital para ações sustentáveis. “Percebemos investimentos das chamadas big techs em produção de outros tipos de combustíveis que não seja o petróleo; os prédios verdes chamaram atenção na parte ambiental, além da questão de cloud efficiency, ou seja, de formar datacenters mais preocupados com a relação ambiental, energia limpa, redução do uso da água e com a preocupação da sustentabilidade limpa”, apontou Helena Loiola, coordenadora de inteligência da Brasscom. O maior número de ações mapeadas foi em governança, com 672 iniciativas. O relatório apontou como principais tópicos a serem tratados, a garantia da independência de todas as instâncias de governança, o compromisso com a equidade da diversidade dentro da corporação, a privacidade e segurança dos dados, a remuneração e ambiente de trabalho adequados com o mercado, as soluções de tecnologia para governança e o compromisso com padrões éticos. Já em social, ações voltadas para diversidade, equidade e inclusão chamaram a atenção, assim como investimentos nos funcionários e em educação; apoio às pequenas  e médias empresas e ao empreendedorismo e inovação e soluções de tecnologia para o desenvolvimento social. No total, foram 422 ações mapeadas no estudo no âmbito social. Assista. Fonte: Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Gestao/Governanca-lidera-iniciativas-de-ESG-no-setor-de-TIC-59796.html

Brasscom TecFórum terá mais de 30 palestrantes, incluindo o min. Marcos Pontes

Maior evento de políticas públicas voltadas ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) será 100% online e gratuito. Inscrições estão abertas.  Nas manhãs dos dias 23 e 24 de março, as maiores lideranças do setor de tecnologia, os principais interlocutores do governo e grandes especialistas da área se encontrarão para debates sobre as oportunidades da Transformação Digital para o Brasil. Entre os nomes já confirmados, está o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.  Ele participará de painel que discutirá questões como a Estratégia de Nacional de Transformação Digital; a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial; a Capacitação para empregabilidade e a Formação de Talentos em TIC. Na mesma discussão: Laércio Cosentino, fundador da TOVTS e presidente do Conselho de Administração da Brasscom.   PALESTRANTES Ao todo, serão dez painéis de 45 minutos divididos nos dois dias de evento. Para esses debates, estão confirmados representantes do Ministério das Comunicações, Ministério da Agricultora, Banco Central, Gabinete de Segurança Institucional e Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Senai, ABDI, CPqD e Frost & Sullivan também participarão.  Como as discussões são voltadas a políticas públicas, o Brasscom TecFórum contará, ainda, com as contribuições de diversos parlamentares, como Esperidião Amin (PP-SC), Adriana Ventura (Novo-SP), Efraim Filho (União Brasil-PB), Vitor Lippi (PSDB-SP) e Angela Amin (PP-SC).  Executivos das maiores empresas de Tecnologia no Brasil também fazem parte do rol de palestrantes – formando, assim, espaços de diálogo entre os principais tomadores de decisão dos setores público e privado. Amazon, BRQ, Capgemini, Huawei, IBM, NTT DATA, Solutis, Sonda e Unisys são algumas das companhias representadas no TecFórum. A edição 2022 do evento será 100% online e gratuita. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas brasscom.org.br/tecforum. No mesmo site, também é possível conferir toda a programação e a lista completa de palestrantes confirmados.   SERVIÇO Brasscom TecFórum 2022 23 e 24 de março Formato online Inscrições gratuitas em brasscom.org.br/tecforum   Sobre a Brasscom A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador.   Assessoria de Imprensa Iuri Max Silva (11) 99162-5347 (61) 99926-2990 iuri.silva@brasscom.org.br  

Brasscom TecFórum acontece dias 23 e 24 de março

A Associação das Empresas de TIC e de Tecnologias Digitais realizará a 6ª edição do seu principal evento anual em formato totalmente online O mais aguardado evento de políticas públicas para a Transformação Digital do Brasil já tem data marcada. O Brasscom TecFórum 2022 ocorrerá nos dias 23 e 24 de março, marcando o lançamento da agenda institucional da Brasscom, com as pautas prioritárias do Setor de TIC para este e os próximos anos. Em sua sexta edição, o evento será realizado em formato virtual, e as inscrições – já abertas através do site brasscom.org.br/tecforum – são inteiramente gratuitas. Voltado para agentes públicos e profissionais das empresas de tecnologia, o Brasscom TecFórum promoverá espaços de diálogo entre os principais tomadores de decisão dos setores público e privado, unidos por um Brasil Digital, Conectado e Inovador. A programação será distribuída em duas manhãs, com cinco painéis de 45 minutos a cada dia. Na quarta, 23, serão debatidos O Desempenho do Macrossetor de TIC e Tendências da Era Digital; Visão Ministerial sobre Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação; Proteção de Dados e Inteligência Artificial; Compromisso Social do Trabalho em Tecnologia da Informação; e A Transformação Digital de Tudo para Todos. Já na quinta, 24, os painéis terão como temas Formação de Talentos em TIC e Diversidade; Tributação, Competitividade e Segurança Jurídica; Segurança da Informação; Infraestruturas (economicamente) Críticas; e Um País Inovador. Em cada discussão, os convidados irão expor suas visões sobre políticas públicas e tecnologias essenciais para a Transformação Digital, a competitividade econômica e a inclusão social no Brasil.   CONVIDADOS O Brasscom TecFórum deste ano contará com mais de trinta palestrantes – entre as maiores lideranças do setor, os principais interlocutores do governo e especialistas das temáticas. Laércio Cosentino, fundador da TOVTS; Benjamin Quadros, CEO da BRQ; Ricardo Scheffer, CEO do Grupo Sonda; Luiz Mattar, CEO da TIVIT; e Cleber Pereira, Country Manager da Amazon no Brasil, são alguns dos nomes confirmados. Também estão entre os palestrantes o general Antonio Carlos de Oliveira Freitas, Assessor Especial de Segurança da Informação do GSI; Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior, Diretor-Presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados; Caio Moreira Fernandes, Chefe Adjunto de Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central; Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTI; e Fernando Camargo, Secretário de Inovação do MAPA. Confira aqui a programação com os participantes confirmados.   SERVIÇO Brasscom TecFórum 2022 23 e 24 de março Formato online Inscrições gratuitas em brasscom.org.br/tecforum Sobre a Brasscom A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador. Assessoria de Imprensa Iuri Max Silva (11) 99162-5347 (61) 99926-2990 iuri.silva@brasscom.org.br

Jovens talentos em tecnologia participam de feira de empregabilidade da Brasscom

Alunos capacitados em curso promovido pela Brasscom tiveram contato com grandes empresas do setor. Ação integra projeto que pretende massificar capacitação em TIC Nos últimos meses, dezenas de jovens participaram do projeto piloto do Programa de Aceleração da Capacitação – EuTec. Eles foram capacitados em Desenvolvimento Web, através de iniciativa promovida pela Brasscom e realizada por meio de quatro capacitadoras parceiras. Com o encerramento das aulas no último mês de dezembro, foi iniciada a última etapa do projeto: o possível ingresso em empresas de tecnologia. Para isso, nesta quarta, 19, a Brasscom realizou a 1ª Feira de Empregabilidade do EuTec, contando com a participação ativa de mais de dez empresas associadas: BRQ, Capgemini, Cast, Cognizant, Global Hitss, NTT DATA, Sinqia, Sonda, Telefonica, TIVIT e TOTVS. A feira ocorreu de forma inteiramente virtual, através de plataforma de eventos online. O objetivo foi colocar os alunos do projeto piloto de frente com grandes empresas do setor e, potencialmente, abrir portas para entrada desses jovens no mercado de trabalho. PROGRAMA O EuTec é um dos maiores projetos para formação de talentos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil. O programa foi aprovado pelo Conselho de Administração da Brasscom no último mês de agosto, com o propósito de massificar a oferta de mão de obra qualificada no setor, com a formação de 156 mil alunos até 2024. A edição piloto ocorreu no último trimestre de 2021 e contou com 100 alunos, divididos em quatro turmas oferecidas por diferentes capacitadoras – Generation, IOS, Mackenzie e Zumbi dos Palmares. Com carga horária total de 264 horas, a capacitação foi concebida levando em conta um dos perfis de maior demanda do setor: o desenvolvedor web. A grade incluiu conteúdos técnicos como HTML, CSS e Java Script, além de habilidades socioemocionais. Integralmente custeado pela Brasscom, o curso foi gratuito para todos os participantes. E, visando a inclusão das pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, os alunos também receberam ajuda de custo para gastos mensais com internet, deslocamento e alimentação, e até reconhecimento financeiro pela conclusão do curso. “Agora, com a entrada desses jovens no mercado, iremos avaliar, junto com as empresas contratantes, como foi o desempenho dos egressos do projeto piloto no dia a dia de trabalho”, explica a diretora executiva da Brasscom, Mariana Rolim. “O programa será, então, refinado e relançado em grande escala para que, até 2024, seja superado grande parte do déficit de profissionais no setor”, acrescenta. Para viabilizar o EuTec, a Brasscom buscará parcerias estratégicas, com fontes de financiamento públicas e privadas. Sobre a Brasscom A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador. Assessoria de Imprensa Iuri Max Silva (11) 99162-5347 (61) 99926-2990 iuri.silva@brasscom.org.br

Brasscom: União perderia R$ 2,5 bi sem a Desoneração da Folha

Segundo estudo da Brasscom, Arrecadação Compensatória supera Renúncia Fiscal apontada pelo governo como empecilho para prorrogação da política de desoneração O governo federal tem tratado a política de Desoneração da Folha de Pagamento como um gasto fiscal – condicionando a prorrogação da política à aprovação, por exemplo, da Proposta de Emenda à Constituição 23/2021, a PEC dos Precatórios. De acordo com estudo da Brasscom, entretanto, ao mesmo tempo em que há uma renúncia fiscal de R$ 10,41 bilhões, também está atrelada à desoneração uma arrecadação compensatória de R$ 12,95 bilhões. Esses números, segundo a Brasscom, demonstram que não se pode falar em comprometimento do espaço fiscal, pois, na prática, a desoneração gera um saldo positivo de R$ 2,54 bilhões. No relatório, a associação analisou a performance dos 13 setores que foram reonerados em 2018 e aplicou seus percentuais aos 17 setores atualmente desonerados. Apenas em 2020, sem a desoneração, a arrecadação do INSS seria R$ 4 bilhões menor. A União também deixaria de arrecadar R$ 3,56 bilhões do FGTS; R$ 1,38 bilhões do IRPF; e R$ 2,30 bilhões de PIS/Cofins gerada pelo consumo das famílias que têm membros empregados nesses setores. O estudo contabiliza, ainda, R$ 1,62 bilhão referente à majoração da alíquota da Cofins-Importação. A Lei 13.670/2018 instituiu, o aumento de 1% do imposto, incidente sobre os produtos relativos aos setores desonerados, a fim de compensar parte da desoneração. No entanto, nem a arrecadação dessa alíquota, nem a arrecadação decorrente do impulsionamento do emprego e da renda têm sido contabilizadas pelo governo. “Quando comparamos os números da arrecadação compensatória com os valores que a Receita Federal apontou, em 2020, como ‘gasto fiscal’ com a desoneração da folha, fica claro que a prorrogação dessa política é essencial para o país”, afirma o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. “Além de não caracterizar restrição de espaço fiscal, a desoneração promove a manutenção do emprego e estímulo à contração de milhares de brasileiros, em um momento em que precisamos impulsionar a retomada da economia”, conclui. Confira aqui o estudo na íntegra. Sobre a Brasscom A Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – é uma entidade sem fins lucrativos de representatividade nacional que congrega dezenas das maiores, mais dinâmicas e inovadoras empresas de TIC alinhadas com a Era Digital. A entidade atua para defender e promover o desenvolvimento do Macrossetor de TIC e de tecnologias digitais, em prol de um País Digital, Conectado e Inovador. Assessoria de Imprensa Iuri Max Silva (11) 99162-5347 (61) 99926-2990 iuri.silva@brasscom.org.br

ALÍVIO PARA O EMPREGO Setores com 6 milhões de funcionários devem ter desoneração da folha por mais dois anos

EM NOME DO EMPREGO Bolsonaro apoia desoneração da folha por mais dois anos Presidente tomou decisão em reunião com empresários e ministros Considerada fundamental para a recuperação econômica e a manutenção de empregos, a desoneração da folha de pagamentos será prorrogada por dois anos. O presidente Bolsonaro anunciou a decisão após se reunir com os ministros Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura) e líderes de 17 setores que empregam seis milhões de pessoas. O autor do projeto de lei que prorroga a desoneração até 2026, Efraim Filho (DEM-PB), defendeu que o parecer do relator Marcelo Freitas (PSL-MG) se ajuste ao prazo de dois anos, página 15 ALÍVIO PARA O EMPREGO Setores com 6 milhões de funcionários devem ter desoneração da folha por mais dois anos PROMESSA DE MAIS CONTRATAÇÕES Após reunião na manhã de ontem com representantes de 17 setores que empregam seis milhões de pessoas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo vai prorrogar por mais dois anos a desoneração da folha de pagamento. De acordo com o presidente, a decisão foi tomada após o encontro, que também teve a presença dos ministros da Economia e da Agricultura. A prorrogação da medida é considerada fundamental para a recuperação econômica e a manutenção dos empregos. A desoneração da folha, que estava prevista para acabar no fim deste ano, permite às empresas substituir a contribuição previdenciária de 20% sobre os salários dos empregados por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. Entre os 17 setores da economia que podem aderir a esse modelo estão as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário. — Reunido com a Tereza Cristina (Agricultura), com o nosso prezado ministro Paulo Guedes (Economia) e mais de uma dezena de homens e mulheres representantes do setor produtivo do Brasil, resolvermos prorrogar por mais dois anos a questão que tem a ver com a desoneração da folha —disse Bolsonaro, durante evento no Palácio do Planalto. —Não ficou apenas nisso. Pedimos a eles que colaborassem conosco para aprovar aí a questão dos precatórios. Bolsonaro não esclareceu se faria isso por meio de uma Medida Provisória ou apoiando o projeto que está na Câmara dos Deputados, mas que eleva a desoneração por quatro anos. Na quarta-feira, o deputado federal Marcelo Freitas (PSL-MG), relator do projeto, apresentou texto favorável que deve ser votado na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. — Com anúncio do presidente, a tramitação do projeto de lei da desoneração fica bem mais fácil na CCJ e no Senado, já deixando estampada a garantia de que a desoneração da folha de pagamento será de fato prorrogada, garantindo a manutenção de empregos em nosso país — afirmou ao GLOBO, acrescentando que o texto pode ser alterado para o prazo de dois anos para ficar de acordo com a proposta do presidente. Autor do projeto de lei, que originalmente prevê quatro anos de desoneração, o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), disse ao Valor que o parecer de Freitas deve se adaptar à proposta de Bolsonaro: —Agente estátrabalhando com a hipótese de alteração no parecer que está sendo analisado na CCJ para contemplar o prazo de dois anos, que é prazo de consenso, e viabilizar a rápida aprovação na CCJ, matéria conclusiva que não precisa ir ao plenário e já ir direto para o Senado, aprovar lá e ter a sanção presidencial antes do fim do ano. SIMPLIFICAÇÃO No fim da tarde de ontem, em um evento em São Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que “sempre” foi favorável à “desoneração de todos os setores”: —E uma arma de destruição em massa de empregos essa ideia de tributar a folha de pagamentos. É uma concepção antiga de tributar tudo que pudesse. Nós somos liberais, temos visão contrária, queremos simplificar, reduzir. José Pastore, professor de relações do trabalho da US P, avalia que a extensão da desoneração da folha de pagamento é uma medida importante no cenário da recuperação da pandemia. —É importantíssima (a medida) pois se refere a setores que empregam muito e que têm forte impacto no bolso do brasileiro, como os de transporte urbano e de carga, proteínas, construção, call centers. A prorrogação da medida para 17 setores intensivos em mão de obra dá previsibilidade que pode se transformar na geração de empregos, segundo associações de empresas. — É um alívio para o setor calçadista, que vem experimentando uma retomada desde o início do ano e via no possível fim da desoneração uma ameaça à recuperação da atividade — disse Haroldo Ferreira, presidente da Abicalçados, estimando que o fim da desoneração geraria uma carga tributária extra de mais de R$ 600 milhões por ano, com perda de 14 mil empregos em 2022. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, também elogiou a decisão: — Essa medida restabelece a lógica. Entendemos que a tributação da Previdência deve incidir sobre faturamento, e não sobre a folha. O que houve foi a manutenção da base de cálculo. AMPLIAÇÃO NO FUTURO Márcio Girão, presidente do Conselho de Tecnologia da Informação e Comunicação (ConTIC), disse que a medida significa a garantia de 1,5 milhão de empregos qualificados. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sérgio Paulo Gallindo, apresentou a Bolsonaro um estudo da entidade apontando que a renúncia fiscal de R$ 10,41 bilhões com a desoneração da folha ao mesmo tempo permite uma arrecadação compensatória de R$ 12,95 bilhões. —Agente teve o cuidado para que essa desoneração seja mantida para 17 setores agora e que possa criar condições, para no futuro, desonerar todo o setor produtivo—afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin. (Daniel Gullino, Fernanda Trisotto, Eliane Oliveira, Adriana Mendes, Geralda Doca e Manoel Ventura) CRISTIANO MARIZ/10-11-2D21 Martelo batido. 0 presidente Jair Bolsonaro anunciou, após reunião com ministros e o setor produtivo, que pretende renovar a desoneração da folha: uma possibilidade