O Data Center está perdendo relevância?

Alexandre Nicolau, especialista sênior em Data Center Existem ciclos da tecnologia em que determinados temas começam a perder relevância, enquanto outros passam a ter mais destaque, e ao atingir o ápice, iniciam seu declínio para que novas tecnologias apareçam e substituam as existentes. É possível observar um movimento similar com a tecnologia de Data Center. Com a chegada das soluções de Cloud, os Data Centers tradicionais passaram a perder a relevância que sempre tiveram no mundo da tecnologia da informação. As cargas de trabalho começaram a passar massivamente para essas estruturas em nuvem devido aos diversos benefícios que trouxeram na forma como as empresas consomem esses serviços, pagando somente por uso na elasticidade e agilidade para colocar uma nova solução em produção, até então impensável na maneira tradicional. Essas vantagens permitiram às empresas encontrarem quase que uma solução milagrosa para resolverem diversos dilemas que sempre existiram e pareciam não ter solução. Entretanto, esses benefícios milagrosos vieram com um ônus muitas vezes complicado de digerir, num recurso que é cada vez mais escasso para todas as empresas, o temido orçamento de tecnologia da informação. Devido às turras existentes com esse dilema que todas as empresas precisam enfrentar e aos altos custos que a migração desgovernada à cloud acabou gerando, o Data Center tradicional voltou aos palcos como um dos protagonistas. Porém, é fato, os Data Centers não podem ser conduzidos do mesmo modo que antes e necessitam trazer alguns benefícios que os clientes se acostumaram no mundo da nuvem e que não conseguem abrir mão. Uma boa notícia é que a maioria dessas diversas modernizações também podem ser trazidas ao bom e velho Data Center para que novas vantagens possam ser aplicadas às cargas de trabalho, como elevados níveis de automação, garantindo maior agilidade para colocar os projetos em produção e a adequação dos diversos fabricantes de hardware e software ao modelo “as-a-service” como forma de consumir os produtos de tecnologia. Praticamente todos os fabricantes, hoje, adotam esse serviço como forma de comercialização dos seus produtos o que não era uma realidade há dez anos e isso vem contribuindo bastante para a modernização dos Data Centers às adequações comerciais que o mercado busca ao consumir tecnologia. Os ambientes de armazenamento possuem grande relevância por serem instalações que centralizam os dados, recursos computacionais e a conectividade de rede, formando os três pilares fundamentais que toda empresa precisa para tocar seus negócios. Dessa forma, eles contribuem para o crescimento de serviços digitais vitais, dos quais bilhões de pessoas dependem diariamente e não somente concentrados em grandes organizações, mas empresas de todos os tipos, segmentos, verticais e porte confiam nos Data Centers como parte da sua transformação digital.   Revolução dos Data Centers Outra revolução que também vem trazendo grande relevância aos Data Centers é a computação de borda, ou Edge Computing.  Iniciada em 2020, impulsionada pela pandemia, a tecnologia segue em ritmo acelerado e promete liderar estratégias de empresas de variados setores. Ela vem gerando uma avalanche de inovação em produtos e serviços, além de oportunidades de negócios de maneira surpreendente no mercado. O Edge Computing, de acordo com a definição do Gartner, é um conjunto de soluções para facilitar o processamento de dados próximo da origem (borda), ou até mesmo na origem da geração das informações. A vantagem dessa arquitetura é que os dados podem ser processados de maneira mais eficiente porque o poder de computação está perto dos sistemas ou do usuário. Pode ser que você esteja se perguntando qual a diferença entre Cloud Computing e Edge Computing? Diferentemente da computação em nuvem, que exige um servidor centralizado, o Edge está apoiado em arquitetura granular. Ou seja, microdatacenters espalhados, justamente para que o usuário tenha conexão próxima e resposta rápida, sendo muito mais aderentes às necessidades das novas aplicações que demandam baixo tempo de resposta e que têm surgido aos milhares. Entre os inúmeros benefícios do Edge Computing está a baixa latência, que viabiliza a adoção de tecnologias que necessitam de resposta veloz como as aplicações de IoT, telemedicina, carros autônomos e drones. Aplicativos em tempo real também poderão atuar sem riscos de atrasos ou inatividade. Essas demandas também estão diretamente vinculadas a outro tema de extrema relevância, a Inteligência Artificial, que está na boca e no projeto de todas as empresas, pois ninguém fala mais sobre outra coisa.   Perspectiva futura Um novo cenário vai se abrir e movimentar o setor e a economia. De acordo com o Market Research Future, o tamanho do mercado de Edge Computing deve crescer de US$ 19,38 bilhões em 2024 para US$ 46,17 bilhões até 2032, exibindo uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 48,64% durante esse período. As consultorias atribuem esse crescimento especialmente a empresas de telecomunicações, redes 5G em expansão e provedores de nuvem. A revolução das aplicações de Inteligência Artificial (IA) também será um dos grandes motivos para impulsionar a utilização dos Data Centers tradicionais, que vão gerar bilhões de dólares de investimentos, uma vez que o uso desse tipo de infraestrutura na Cloud teria um custo proibitivo para a grande maioria das empresas. Além disso, para se treinar um algoritmo de inteligência artificial é necessária uma quantidade massiva de dados e uma capacidade computacional de altíssima performance, com baixíssimas latências, demandando elementos de rede de 200 a 400 Gbps para a comunicação entre os nós computacionais e os meios de armazenamento. Essas iniciativas vão gerar grande movimentação na economia global com investimentos massivos e o Data Center está bem no centro dessas ações. Em suma, respondendo à questão que dá nome a este artigo: não, o Data Center não está perdendo a relevância. O papel desta tecnologia para as empresas não só vem ganhando cada vez mais destaque, como será um dos principais responsáveis pelas transformações digitais que estão por vir.  

Sgobbi e Conceição: A relevância dos Data Centers para a transformação digital no Brasil

Tele.Síntese Colaborador As infraestruturas de armazenamento e processamento de dados se colocam como a espinha dorsal da transformação digital em curso no País, permitindo a criação de um ambiente estimulador e propício ao recebimento de novas tecnologias. Sérgio Sgobbi (esq.) e Alexandre Conceição (dir.). Especialistas falam sobre a relevância dos Data Centers para a transformação digital | Foto: Divulgação Por: Sergio Sgobbi e Alexandre Conceição * Também conhecidos como centros de processamento de dados, os Data Centers representam hoje um dos principais pilares para a viabilização e ampliação da transformação digital no País. Os espaços físicos abarcam dispositivos computacionais e equipamentos de hardware e são essas as infraestruturas que possibilitam o processamento e o armazenamento de volumes gigantescos de informações. Isso se mostra como algo essencial em um contexto nacional e internacional de crescimento e difusão de tecnologias como a inteligência artificial, a internet das coisas (IoT) e o uso de nuvem. Para além do armazenamento, processamento e transmissão dos dados, os Data Centers garantem também a segurança e a disponibilidade deles, possibilitando o avanço de diversos setores e impulsionando a digitalização de empresas e governos. Em meio aos termos técnicos e especificações sobre o funcionamento das infraestruturas, acredito que as aplicações cotidianas desses centros de processamento, por vezes não são completamente compreendidas no debate público. É importante lembrar que toda vez que um e-mail é enviado ou recebido, que mensagens são distribuídas entre aplicativos de mensagens, ou quando se escuta música por meio de uma plataforma, um Data Center esteve em operação para garantir que atividades corriqueiras aconteçam. Buscas na internet, assistir filmes ou séries em streamings, transações e compras online ou até mesmo postar fotos em redes sociais configuram exemplos práticos da empregabilidade de um Data Center. Considerando esse contexto, o cenário para a instalação de Data Centers em território nacional é extremamente propício. O Brasil está localizado em um ponto estratégico, próximo dos principais centros comerciais da América do Norte e da Europa. A nossa matriz energética diversificada se mostra como referência internacional no contexto tecnológico, sendo compatível com as diversas demandas de sustentabilidade e disponibilidade necessárias buscadas por investidores. O País também se qualifica com um mercado digital em expansão acelerada, abrangendo uma das maiores bases de usuários conectados à internet e uma massa crítica conhecida historicamente pelo desenvolvimento de soluções digitais em grande escala. Essa ideia é reforçada por dados da Brasscom que mostram que em 2023 os setores de TIC, TI In House e Telecom foram responsáveis por 6,5% do PIB, com uma produção setorial de R$ 710,9 bilhões. Essas estatísticas reforçam o crescimento, relevância e notoriedade dos Data Centers. Atualmente, de acordo com as consultorias DC Byte e Altman Solon, o Brasil representa 50% do mercado da América Latina, concentrando 481 Megawatt de potência, que é a unidade de medida das infraestruturas. A projeção é que até 2029, a parcela aumente para 60,4% do mercado latino, ampliando para 1.6 Gigawatt. Considerando apenas o segmento de colocation, que significa o aluguel de Data Centers, o mercado interno estima em 2024 o investimento de US$ 2,07 bilhões, montante que deve crescer para US$ 3,50 bilhões até 2029. Adentrando nos benefícios possibilitados pelas infraestruturas, estudos americanos da organização global iMasons divulgados nesse ano apontam que para cada dólar utilizado por Data Centers em serviços governamentais, são retornados até US$ 17 para a comunidade beneficiada pela estrutura. Em suma, todos os números mencionados ressaltam o impacto induzido de Data Centers nos mais diversos setores econômicos, com estímulos observados nas áreas de serviços, comércio, logística, imobiliário e diversas outras, impactando avanços de até 59% em 5 anos, de acordo com a PwC. Isso é reflexo do aumento exponencial de serviços digitais e, no País, o crescimento segue a mesma tendência. Temos uma oportunidade de atender à demanda interna e ainda nos consolidar como um hub estratégico de dados para outros países. Os números apresentados destacam a necessidade e relevância das infraestruturas de Data Centers para todas as áreas da sociedade e as tendências estão sendo reconhecidas nos mais altos escalões públicos e governamentais. Recentemente, o Governo Federal promoveu um evento para apresentar as metas, prioridades e investimentos iniciais da Missão 4 da Nova Indústria Brasil, que tem como tema “Transformação digital da indústria para ampliar a produtividade”. Na ocasião, foram anunciados R$ 186,6 bilhões de investimentos, abrangendo recursos públicos e privados. O BNDES também lançou uma linha de crédito específica para investimentos em Data Centers em território nacional, com um orçamento de R$ 2 bilhões, inclusive com taxas diferenciadas para as regiões centro-oeste e nordeste. Tais anúncios destacam o Brasil como um destino promissor para empresas nacionais e globais que buscam expandir suas operações de tecnologia. Para além das tendências, os Data Centers são essencialmente estratégicos para a sociedade brasileira, pois representam a base necessária para a inovação tecnológica, o crescimento econômico, a competitividade internacional de todos os setores econômicos e ainda uma inclusão digital mais ampla. A criação de um ambiente que seja favorável à novos negócios e investimentos é um fator chave para que o País aproveite plenamente das oportunidades apresentadas. Com essas ideias em mente, a Brasscom se reuniu com seu corpo de empresas associadas para elaborar uma proposta. A pedido do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a proposta de uma política para atração de investimentos em Data Center foi construída de forma a incentivar a instalação das estruturas no território brasileiro. O material contém avaliações do cenário, apresenta dados sobre os benefícios relacionados, discorre sobre as vantagens nacionais e apresenta sugestões das melhores ações a serem adotadas pelos atores, bem como seus respectivos retornos esperados. A janela é curta, e esforços conjuntos deverão ser empenhados pelos poderes públicos e pelo setor produtivo, a fim de possibilitar a atração de novas empresas, empregos e infraestruturas. É importante deixar claro, Data Centers representam a entrada do Brasil no caminho certo para uma transformação digital efetiva e abrangente, possibilitando um futuro verdadeiramente promissor para todos. * Alexandre Conceição, Analista de Relações Institucionais e Governamentais

Brasscom TecFórum ocorrerá no dia 20 em Recife

Evento aberto à imprensa reunirá empresas e startups, às 10h, no Cinema Porto Digital (Recife/PE)  A Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) realizará nesta sexta-feira (20/09), às 10h, o “Brasscom TecFórum – Edição Porto Digital”. O evento será aberto à imprensa e acontecerá no Cinema Porto Digital (Recife/PE), com o objetivo de reunir empresas e start-ups embarcadas no parque tecnológico para uma manhã com conteúdo sobre o mercado de tecnologia e momento de networking.   Será uma oportunidade para os participantes conhecerem mais sobre a Brasscom e o Plano Brasil Digital 2030+, proposta de uma visão estratégica de longo prazo, aliada a ações concretas de curto prazo, para que o Brasil se torne um país forte e relevante no desenvolvimento e uso das Tecnologias Digitais.   O Plano Brasil Digital 2030+ foi desenvolvido sob a liderança do “Conselhão”, organizado pela Brasscom, com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e da Oliver Wyman. A iniciativa foi discutida em mais de 80 reuniões com diversos ministérios, órgãos públicos, entidades e empresas do setor produtivo. O plano possui 6 pilares: Infraestrutura para a Transformação Digital; Tecnologias Estratégicas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; Educação & Capacitação Digital; Inclusão Social e Digital; e Ambiente de Negócios.  Durante o evento, também serão apresentados dados e análises sobre o Mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação com recortes para o tamanho do mercado, a geração de emprego e renda, os investimentos, a infraestrutura e tendências tecnológicas.    Brasscom TecFórum Edição Porto Digital  Data/Horário: Sexta-feira (20/09), às 10h  Local: Cinema Porto Digital (Recife/PE)  Inscrições via Sympla: https://bit.ly/4e60SwY 

Conselhão apresenta proposta do Plano Brasil Digital 2030+ ao Presidente Lula

O Presidente Lula, o Vice-Presidente Geraldo Alckmin e diversos Ministros se reuniram nesta terça-feira (27/06) com o Conselhão (CDESS – Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), durante a 3ª Reunião Plenária do colegiado. Estiveram presentes Laércio Cosentino, Fundador e Presidente do Conselho de Administração da TOTVS, Presidente do Conselho da Brasscom e membro do CDESS; Atilio Rulli, VP de Relações Públicas da Huawei Brasil, membro do Conselho Fiscal da Brasscom e membro do CDESS; Nayana Rizzo Sampaio, Diretora de Políticas Públicas da Amazon Web Services (AWS), Associada da Brasscom e membro do CDESS; e Affonso Nina, Presidente Executivo da Brasscom e Conselheiro do CNDI (Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial). Participaram os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Na ocasião, Laércio Cosentino, representando o Comitê de Tecnologia, Inovação e a transformação Digital do Conselhão, apresentou a proposta do Plano Brasil Digital 2030+. O plano foi desenvolvido sob a liderança do Conselhão, organizado pela Brasscom, com apoio da ABES e da Oliver Wyman. Trata-se de uma proposta para que o Brasil desenvolva uma estratégia de longo prazo, com visão de Estado, para o desenvolvimento e uso das Tecnologias Digitais. A iniciativa já foi discutida em mais de 80 reuniões com diversos ministérios, órgãos públicos, entidades e empresas do setor produtivo, para apontar os principais entraves e propor ações de curto, médio e longo prazo para um maior crescimento da economia através da Transformação Digital, com maior sustentabilidade e inclusão social. “O Plano tem que ter como objetivo maior a Transformação Digital do Brasil, impulsionando o crescimento econômico, inclusão social e inovação, posicionando estrategicamente o país nas cadeias de valor digitais globais”, disse Laércio Cosentino em sua fala.   Saiba mais sobre o Plano Brasil Digital 2030+  

Déficit: Indústria brasileira estima falta de 532 mil profissionais na transição energética

Estudo aponta falta de mão de obra qualificada para atender demandas da indústria de energia limpa Déficit: Indústria brasileira estima falta de 532 mil profissionais na transição energética – Divulgação BNDES No horizonte próximo, o Brasil se vê diante de um desafio significativo: um déficit previsto de 532 mil profissionais em diversas áreas tecnológicas até o ano de 2025. Essa projeção, parte de um estudo realizado pela Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), destaca a influência da transição energética nesse cenário, que demanda habilidades específicas para lidar com a descarbonização da indústria e a expansão da mobilidade eletrificada. Investimentos na Formação de Mão de Obra: Uma Resposta Necessária Empresas como a Ford têm encontrado na capacitação de profissionais locais uma resposta a esse desafio iminente. Utilizando os dados da pesquisa da Brasscom para embasar seus investimentos, a gigante norte-americana tem se engajado em programas de formação de mão de obra, reconhecendo a importância estratégica de suprir essa lacuna no mercado. Colaboração da Indústria: Montadoras, Fornecedores e Startups se Unem pela Capacitação A iniciativa da Ford não é solitária. Montadoras, fornecedores e startups têm se unido no desenvolvimento de programas de treinamento, não apenas para capacitar jovens profissionais, mas também para atrair talentos em um mercado altamente competitivo. Competências em Alta Demanda: Resultados da Pesquisa Gi Group Holding Uma pesquisa conduzida pela Gi Group Holding, multinacional especializada em estudos sobre o mercado de trabalho, revela as competências mais procuradas pelas empresas da indústria automotiva. No Brasil, 53% dos profissionais entrevistados destacaram a importância de habilidades relacionadas a tecnologias de veículos elétricos, enquanto 40% mencionaram conhecimentos em inteligência artificial e aprendizado de máquina. A Perspectiva das Empresas: Desafios e Estratégias Para Djansen Alexandre Dias, gerente da divisão de indústria na Gi Group Holding, o déficit de profissionais já era esperado, mas foi potencializado pela modernização dos veículos, que agora contam com sistemas autônomos e avançados itens de segurança. Empresas como a Ford enfrentam o desafio de competir não apenas com outras do setor automotivo, mas também com fintechs e startups, em um mercado globalizado onde a pandemia acelerou a busca por mão de obra especializada. Investimento em Formação: Além das Linhas de Produção Tradicionais Márcio Tonani, vice-presidente sênior dos centros técnicos de engenharia do grupo Stellantis para a América do Sul, ressalta a importância dos programas de formação oferecidos pelas fabricantes. Esses programas não apenas suprimem a demanda por mão de obra técnica, mas também demonstram o papel das empresas como desenvolvedoras de tecnologia. Parcerias Estratégicas e Educação Continuada As montadoras estabelecem parcerias com instituições de ensino superior e técnico em todo o país, promovendo cursos e seminários para despertar o interesse dos jovens pelo setor automotivo e fornecendo oportunidades de desenvolvimento profissional. Impacto dos Programas de Formação no Mercado de Trabalho Programas como o Ford Enter têm se mostrado eficazes na inserção de jovens no mercado de trabalho, direcionando talentos não apenas para a Ford, mas para toda a indústria automotiva. Com 200 vagas oferecidas no primeiro ano e uma taxa significativa de inserção no mercado, esses programas são cruciais para suprir a demanda por profissionais qualificados. Desafios Futuros e Necessidade de Evolução À medida que a transição energética avança, é crucial que a formação e o parque tecnológico da indústria nacional evoluam para acompanhar as demandas do mercado. Investimentos em capacitação, pesquisa e desenvolvimento são fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor automotivo brasileiro.   Correio do Estado | Com FolhaPress Fonte: https://correiodoestado.com.br/economia/deficit-industria-brasileira-estima-falta-de-532-mil-profissionais-na/430120/

Sem desoneração, Previdência deixaria de arrecadar 58 bilhões em seis anos

Empresas dos 17 setores econômicos que, em conjunto, mais empregam no país participam do regime fiscal, suspenso por ministro do STF Sem a desoneração da folha de pagamento, a Previdência Social teria deixado de arrecadar R$ 58,4 bilhões nos últimos seis anos. Apenas em 2023, seriam R$ 12,7 bilhões. Os números são de uma estimativa realizada pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom). A entidade explicou que a estimativa foi feita a partir dos dados de quanto as empresas dos 17 setores beneficiados arrecadam para o INSS. De acordo com a Brasscom, houve um crescimento de 9,7% na geração de empregos nesses setores de janeiro de 2011 – quando a medida entrou em vigor – a fevereiro de 2024. LEIA: ‘Já percebemos um movimento de mais precarização’, diz advogada do Sindpd-SP sobre suspensão da desoneração Considerando-se os dados a partir de janeiro de 2019, a associação constatou que em uma análise mais recente, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2024, esse crescimento nos empregos formais nos mesmos setores foi ainda mais expressivo, atingindo 19,6%, superando em 5,3 pontos percentuais o desempenho dos demais setores econômicos. Estes 17 setores atualmente empregam 9,3 milhões de profissionais, e apenas nos dois primeiros meses de 2024 foram criados 151 mil novos empregos. Além disso, o salário médio nestes setores é 12,7% superior aos setores que não contam com essa desoneração tributária. Uma decisão provisória do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, sem ouvir os setores econômicos envolvidos nem o Congresso Nacional, suspendeu, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a lei que prorroga até 2027 o regime fiscal para os 17 setores que, juntos, mais empregam no Brasil. Zanin enviou a decisão para análise do plenário virtual da Corte. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Nos setores desonerados, houve 1,2 milhão de contratações entre 2018 e 2022, um crescimento de 15,5% na base de trabalhadores. Já nos setores onerados, foram 400 mil contratações no mesmo período, um crescimento de 6,8%, mostrando o efeito que a desoneração causou na geração de empregos nos 17 setores envolvidos. O que prevê a lei A lei da desoneração se aplica a 17 setores econômicos que, juntos, são responsáveis por 9,3 milhões de vagas de emprego no país. No regime, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia, conforme o setor, de 1% a 4,5%. Histórico da medida A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passado, mas foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula, com votos de 60 senadores (contra 13) e 378 deputados (versus 78). O ato do presidente contrariou 84% dos deputados (430 dos 513 votaram a favor do texto) e a maioria dos senadores ? no Senado, a proposta passou com facilidade, aprovada em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares. As entidades representantes dos 17 setores desonerados, dos trabalhadores e de organizações da sociedade civil fizeram coro pela derrubada do veto do presidente. Essas instituições estimam que ao menos 1 milhão de vagas sejam perdidas sem a desoneração. No início deste mês, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adiantou que a AGU judicializaria a questão. Dias antes, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), excluiu a reoneração da folha de pagamento dos municípios brasileiros, instituída pela MP (Medida Provisória) 1.202/2023. A decisão foi tomada quando o parlamentar prorrogou por mais 60 dias os efeitos do texto. Para cumprir a meta de déficit fiscal zero Editada no fim do ano passado, a medida originalmente pretendia reonerar a folha de pagamento de 17 setores econômicos dos municípios com até 156 mil habitantes e também acabar com os incentivos tributários do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). O governo defendeu que a medida era necessária para cumprir a meta de déficit fiscal zero prevista para 2024. A edição dessa MP gerou atritos com o Legislativo, já que o Congresso Nacional havia derrubado o veto presidencial que barrou a desoneração desses impostos dos municípios e dos 17 setores econômicos poucos dias antes. Após negociações com os parlamentares, o governo recuou e editou uma nova MP, excluindo a reoneração às empresas, mas mantendo a dos municípios e as mudanças no Perse. De acordo com Pacheco, pela regra da noventena ? prazo de 90 dias para que uma lei de alteração de tributos passe a ter efeito ? as prefeituras passariam a sofrer os efeitos da reoneração de impostos em 2 de abril. Em vez dos atuais 8% de alíquota de contribuição previdenciária sobre as folhas de pagamentos, arcariam com 20%. (Fonte: R7) (Foto: Reprodução) https://sindpd.org.br/sindpd/site/noticia.jsp?Sem-desoneracao,-Previdencia-deixaria-de-arrecadar-58-bilhoes-em-seis-anos&id=1714761655742

Brasscom fala com exclusividade ao Jornal Jovem Pan sobre a desoneração da folha

Affonso Nina, presidente executivo da Brasscom, falou com exclusividade ao Jornal Jovem Pan. Ele analisou os impactos da desoneração da folha de pagamentos na tecnologia. As empresas já deverão começar a sentir os efeitos a partir do dia 20 de maio. Cristiano Vilela participa.   Assista ao programa completo:    • OS PINGOS NOS IS 01/05/2024   Fonte: Jovem Pan Nesws https://www.youtube.com/watch?v=ot2gqsOU0wI site: http://jovempan.com.br/

Desoneração: representantes dos 17 setores entram em rota de colisão com o governo

Por  Redação TIinside A presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra), Vivien Mello Suruagy, afirmou que é preocupante a declaração do governo federal, em ato neste 1º de maio em São Paulo, sobre a política de desoneração da folha dos salários dos 17 setores que mais geram emprego no País. “A desoneração não é um benefício para ricos, mas a forma que o Brasil encontrou para criar milhões de empregos”, disse a presidente. “Vários postos de trabalho formal só existem porque, na última década, as empresas puderam optar por recolher sobre o faturamento e não sobre a folha. Desoneração não é deixar de pagar tributo, mas pagá-lo conforme a capacidade contributiva da empresa contribuinte”, complementou. Contrária à fala do presidente, Vivien Suruagy ressaltou que reoneracão não vai gerar mais arrecadação para o governo e sim criar desemprego e pedidos de benefícios sociais. “O impacto será negativo para as contas públicas. Muitas empresas irão quebrar e milhões de empregos serão perdidos com o fim dessa política”, destacou. Vivien Suruagy ressaltou ser ainda mais grave que as empresas afetadas, na área da Feninfra, são as que mais empregam mulheres, jovens no primeiro emprego e que geram empregabilidade em áreas pouco desenvolvidas e industrializadas. “É preciso deixar o discurso ideológico de lado e entender que a política da desoneração não é para benefício de ricos, mas para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e de toda a sociedade!”, salientou. “Essa vitória aparente do governo no judiciário significará a triste derrota para milhões de trabalhadores”, finalizou. Já a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais) veio a público com números, divulgando dados de empregabilidade para as mulheres nos 17 setores desonerados pela legilação. Segundo a entidade, os 17 setores empregam 2,50 milhões profissionais com carteira assinada e nos primeiros 2 meses do ano houve a geração de 40 mil novos empregos femininos. Em nota, a entidade resume que “234.811 empregos não teriam sido criados para elas sem a Desoneração da Folha, no período de janeiro de 2020 a fevereiro de 2024. No fim, a política possibilitou 17,5% de crescimento no número de mulheres com empregos formais”.   Fonte: TIinside https://tiinside.com.br/02/05/2024/desoneracao-representantes-dos-17-setore-entram-em-rota-de-colisao-com-o-governo/

Desoneração da folha ampliou empregos formais de mulheres em 18,5% em quase cinco anos

Segundo o movimento Desonera Brasil, com base em dados do Caged, mais de 22 mil novas vagas foram geradas com a política ECONOMIA|Do R7, em Brasília Sem a desoneração da folha de pagamento, 173.495 mil empregos formais de mulheres deixariam de ser gerados entre janeiro de 2019 e dezembro de 2023. Segundo o movimento Desonera Brasil, dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que, nos 17 setores que mais empregam na economia brasileira, a ocupação feminina no mercado de trabalho subiu 18,5% no período, contra 13% nos outros segmentos. De acordo com o Caged, 2,46 milhões de profissionais mulheres estavam empregadas nos 17 setores em dezembro do ano passado. Em relação ao mesmo mês de 2022, mais de 22 mil novos empregos de mulheres foram gerados com a desoneração. Uma decisão provisória do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, sem ouvir os setores econômicos envolvidos nem o Congresso Nacional, suspendeu, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que prorroga até 2027 o regime fiscal para os 17 setores que, juntos, mais empregam no Brasil. Zanin enviou a decisão para análise do plenário virtual da Corte. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Segundo o Desonera Brasil, as mulheres ocupam 39% dos empregos no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação. A representação feminina no setor cresceu a uma taxa anual de 7,7% desde 2020, superando em 1,5 pontos percentuais o crescimento da presença masculina no setor. O que prevê a lei A lei da desoneração se aplica a 17 setores econômicos que, juntos, são responsáveis por 9,3 milhões de vagas de emprego no país. No regime, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia, conforme o setor, de 1% a 4,5%. Histórico da medida A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passado, mas foi vetada integralmente pelo presidente Lula menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula, com votos de 60 senadores (contra 13) e 378 deputados (versus 78). O ato do presidente contrariou 84% dos deputados (430 dos 513 votaram a favor do texto) e a maioria dos senadores — no Senado, a proposta passou com facilidade, aprovada em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares. As entidades representantes dos 17 setores desonerados, dos trabalhadores e de organizações da sociedade civil fizeram coro pela derrubada do veto do presidente. Essas instituições estimam que ao menos 1 milhão de vagas sejam perdidas sem a desoneração. No início deste mês, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adiantou que a AGU judicializaria a questão. Dias antes, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), excluiu a reoneração da folha de pagamento dos municípios brasileiros, instituída pela MP (Medida Provisória) 1.202/2023. A decisão foi tomada quando o parlamentar prorrogou por mais 60 dias os efeitos do texto. Para cumprir a meta de déficit fiscal zero Editada no fim do ano passado, a medida originalmente pretendia reonerar a folha de pagamento de 17 setores econômicos dos municípios com até 156 mil habitantes e também acabar com os incentivos tributários do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). O governo defendeu que a medida era necessária para cumprir a meta de déficit fiscal zero prevista para 2024. A edição dessa MP gerou atritos com o Legislativo, já que o Congresso Nacional havia derrubado o veto presidencial que barrou a desoneração desses impostos dos municípios e dos 17 setores econômicos poucos dias antes. Após negociações com os parlamentares, o governo recuou e editou uma nova MP, excluindo a reoneração às empresas, mas mantendo a dos municípios e as mudanças no Perse. De acordo com Pacheco, pela regra da noventena — prazo de 90 dias para que uma lei de alteração de tributos passe a ter efeito — as prefeituras passariam a sofrer os efeitos da reoneração de impostos em 2 de abril. Em vez dos atuais 8% de alíquota de contribuição previdenciária sobre as folhas de pagamentos, arcariam com 20%.   Fonte: R7 https://noticias.r7.com/economia/desoneracao-da-folha-ampliou-empregos-formais-de-mulheres-em-185-em-quase-cinco-anos-01052024/  

Rodrigo Pacheco anuncia recurso ao STF para manter desoneração da folha | Jornal da Band

Jornal da Band 27 de abr. de 2024 O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou que enviará ao Supremo Tribunal Federal um recurso contra a decisão do ministro Cristiano Zanin que revogou a desoneração da folha de pagamento – prorrogada pelo Legislativo até 2027. Jornal da Noite – Band 27 de abr. de 2024 Um pedido de vista do ministro Luiz Fux interrompeu o julgamento no Supremo sobre a lei que prorrogou a desoneração da folha de 17 setores da economia e também de municípios. Fonte: Band Jornalismo – Jornal da Band – Jornal da Noite –   

Desoneração é crucial para manter empregos, diz senador

Efraim Filho, autor da proposta que prorroga o benefício sobre a folha de pagamento, diz que insistência do governo causa insegurança jurídica. Empresas alertam para demissões se decisão de Zanin for mantida Por Renata Agostini  e  Ana Flávia Pilar Brasília e São Paulo O pedido de vista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux sobre a suspensão da desoneração da folha de pagamento interrompeu o julgamento na Corte, mas a liminar do ministro Cristiano Zanin, concedida na quinta-feira, continua em vigor. Isso preocupa parlamentares e empresários, que alertam para a insegurança jurídica e expressam preocupação com os empregos. Reajuste: Planos de saúde coletivos terão aumento de dois dígitos pelo terceiro ano consecutivo Agronegócio: BNDES anuncia nova linha que pode fazer crédito para setor chegar a R$ 10 bi este ano   A desoneração da folha de pagamentos, em vigor desde 2012, substituiu a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de salários por um percentual sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. Os 17 setores incluídos no programa são intensivos em mão de obra e empregam cerca de 9 milhões de pessoas. — A desoneração dialoga com a vida real das pessoas. É um projeto que garante a manutenção dos empregos. A consequência da insistência do governo é a insegurança jurídica e o risco de vermos uma enorme lista de demissões. As empresas não vão conseguir suportar esse aumento de tributos — afirmou ao GLOBO o senador Efraim Filho (União-PB), autor da proposta de prorrogação da desoneração, aprovada em 2023 pelo Congresso. Proibido pela ANS: Alta em cancelamento de planos de saúde coletivos impacta até quem está em tratamento   Em nota, o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, disse que a medida “é um balde de água fria para o setor, que recentemente reportou a criação de mais de 5 mil empregos no primeiro bimestre.” Estudo da Abicalçados aponta que, se ocorrer a reoneração da folha, a produção de calçados deve cair em mais de 20%, ou 150 milhões de pares. A entidade estima que isso resultará na demissão de cerca de 30 mil pessoas nos próximos dois anos. Desoneração da folha: Ação no STF abre crise política entre Executivo e Congresso   Já o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sergio Sgobbi, ressalta que os 17 setores afetados pela liminar geraram 151 mil vagas com carteira somente em janeiro e fevereiro deste ano: — Não estamos falando de informalidade, são pessoas que recolhem INSS. Os setores desonerados cresceram mais que os demais nos últimos anos. Fonte: O Globo https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2024/04/29/desoneracao-e-crucial-para-manter-empregos-diz-senador.ghtml

IOT Solutions Congress Brasil

06 E 07 DE JUNHO | 2024 TRANSAMÉRICA EXPO CENTER | SÃO PAULO Acesse o site do evento para maiores informações: Home – IOT Solutions Congress Brasil | 06 e 07 de Junho | Transamérica Expo Center | São Paulo (iotscongressbrasil.com.br)  

iCities realiza, pela primeira vez no Brasil, o mundialmente conhecido evento da Fira Barcelona sobre IoT

Com palestras e áreas de exposição para empresas e parceiros, o IoT Solutions Congress Brasil abordará temas e tendências relacionadas à tecnologia Curitiba, 21 de fevereiro de 2024 – O iCities, empresa brasileira pioneira em cidades inteligentes, em parceria com a Fira Barcelona, plataforma internacionalmente reconhecida como uma das mais influentes em feiras e encontros de negócios do mundo, anuncia o IoT Solutions Congress Brasil. Nos dias 06 e 07 de junho, o evento reunirá, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, 50 expositores, 80 palestrantes e cinco mil visitantes de mais de 20 países. Essa é a primeira vez que o encontro acontece no Brasil, trazendo as maiores inovações e tendências sobre Internet das Coisas, também conhecida como IoT (Internet of Things). “É muito gratificante poder realizar a primeira edição brasileira desse importante evento internacional, ainda mais com a chancela da Fira. O nosso país é reconhecido por sua relevância em negócios, tecnologia e inovação. Escolhemos São Paulo por ser uma cidade cosmopolita, além de possuir um forte ecossistema de tecnologia”, comenta Roberto Marcelino, Diretor de Relações Governamentais do iCities. “O IoT Solutions Congress é uma excelente oportunidade para quem busca se conectar com líderes, players e especialistas do setor. Certamente, o networking abrirá portas para troca de experiências e parcerias estratégicas”, complementa. Segundo o estudo da McKinsey “The Internet of Things: catching up to an accelerating opportunity“, o valor econômico que a IoT pode atingir até 2030 é de mais de USD 5,5 trilhões. A cifra representa um crescimento de ao menos três vezes o USD 1,6 trilhão estimado em 2020. “As expectativas são as melhores possíveis para o IoT Solutions Congress Brasil. Além do congresso e palestras com formadores de opinião reconhecidos globalmente, teremos uma área de exposição e um espaço exclusivo para startups, onde poderão apresentar e testar suas soluções. O ambiente estará muito propício a novos negócios”, diz Roberto. O IoT Solutions Congress Brasil 2024 traz uma oportunidade para elevar a inovação e a competitividade no cenário tecnológico, principalmente no que tange à Internet das Coisas ligadas à administração pública. Temas como gestão de transporte, resíduos, educação, recursos hídricos, saúde, segurança e iluminação serão amplamente abordados durante o evento. “Ofereceremos oportunidades únicas para todos que participarem do evento, seja empresas ou profissionais. Além de todo o networking e troca de conhecimento, teremos, por exemplo, resumos, relatórios e publicações exclusivas, garantindo que a conexão permaneça em evidência entre os líderes do setor”, finaliza o executivo. Para mais informações sobre a confirmação de palestrantes, oportunidades de patrocínio e parcerias, acesse o site. SOBRE O ICITIES O iCities é reconhecido como a empresa pioneira em cidades inteligentes no Brasil e, com mais de 12 anos de experiência e sede em Curitiba, a organização tem como objetivo proporcionar uma melhor qualidade de vida aos cidadãos, acreditando que pessoas inteligentes criam cidades inteligentes. A empresa concentra seus esforços em unir stakeholders para o desenvolvimento de projetos e soluções inovadoras nas cidades. Possuindo um amplo acervo de parcerias e contratos com empresas e prefeituras, o iCities atua desde o estudo e levantamento de demandas até a identificação de empresas especializadas para as mais diversas soluções para o aprimoramento de cidades mais inteligentes. Além disso, destaca-se na área acadêmica com programas de formação executiva em temáticas relacionadas, por meio do Smart City Expert e do Programa de Inovação para a Gestão Pública (PIGP). Como detentores da chancela da Fira Barcelona no Brasil, uma instituição internacional com 90 anos de história e inúmeros eventos globais, o iCities celebra seu grande case de sucesso, o Smart City Expo Curitiba. Para mais informações, entre em contato: Osmar Barros (11) 94286-0786 osmar.barros@izcomm.com.br

Entidades apresentam proposta de Plano Brasil Digital 2030+

Por  Redação  25 de abril de 2024 Na manhã desta quarta-feira, 24, a Comissão de Tecnologia, Inovação e Transformação Digital (CTITD) do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o “Conselhão”, realizou um Workshop de lançamento da proposta do Plano Brasil Digital 2030+. O plano proposto possui 6 pilares: Infraestrutura para a Transformação Digital; Tecnologias Estratégicas; Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação; Educação & Capacitação Digital; Inclusão Social & Digital; e Ambiente de Negócios. Para Laércio Cosentino, Fundador e Presidente do Conselho de Administração da TOTVS, Presidente do Conselho da Brasscom e membro do CDESS, “essas iniciativas devem transpassar o setor de TI e colaborar como um plano de governo e da sociedade civil”. A confecção do Plano Brasil Digital 2030+ foi liderada pelo “Conselhão” e organizada pela Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, contando com o apoio da ABES, Associação Brasileira das Empresas de Software. A Oliver Wyman, consultoria internacional com expertise na elaboração de planos semelhantes para outros países, foi contratada pela Brasscom para sistematizar e materializar as contribuições recebidas de diversas entidades setoriais e do governo, que também colaboraram com a iniciativa. Affonso Nina, Presidente Executivo da Brasscom, entende que o Brasil perdeu, nas últimas décadas e por diversas vezes, as oportunidades de se estruturar para ser um país líder no mercado global das Tecnologias Digitais, e que “uma visão de longo prazo, com um plano bem articulado por todos os atores, é a solução para permitir que os desenvolvimentos tecnológicos no Brasil sejam referências globais de inovação e excelência.” Fonte: TIinside https://tiinside.com.br/25/04/2024/476385/

IA Generativa foi utilizada em mais de 50% dos ataques recentes contra empresas brasileiras, mostra pesquisa

Organizações locais enfrentaram um número recorde de violações no ano passado, causando estresse nas equipes de TI A ManageEngine, divisão da Zoho Corporation e um dos principais fornecedores de soluções de gerenciamento de TI empresarial, anunciou os resultados de sua recente pesquisa que mapeia o cenário atual de cibersegurança na América Latina. O relatório intitulado ‘The State of Cybersecurity in LATAM 2024’, entrevistou profissionais e tomadores de decisão em cibersegurança de empresas no Brasil, México, Colômbia e Argentina. Os resultados fornecem uma perspectiva regional sobre cibersegurança, o uso de IA em ataques cibernéticos, investimentos no setor e o mercado de trabalho. Além disso, também enfatiza como o Brasil se posiciona sobre esses tópicos em comparação com outros países. De acordo com a pesquisa, 54% das empresas nacionais enfrentaram mais violações de segurança cibernética em 2023 em comparação com anos anteriores. O aumento no número de problemas de segurança contribuiu significativamente para mais estresse nas equipes de TI brasileiras, com 66% dos entrevistados (o maior entre os países pesquisados) relatando aumento no nível de pressão. O papel da IA em ataques cibernéticos A pesquisa também abordou o papel da IA em ataques recentes. Cerca de 55% dos respondentes brasileiros observaram que a IA Generativa foi utilizada para ataques cibernéticos em 2023, um percentual ligeiramente acima da média de outros países (51%). No entanto, a maioria dos entrevistados no Brasil (97%) acredita que a tecnologia será fundamental na defesa contra ataques cibernéticos em 2024, destacando o potencial de dependência da IA em soluções de segurança no futuro. Aproximadamente 90% dos entrevistados confiam em soluções de cibersegurança habilitadas por IA para fazer mudanças apropriadas em suas defesas de segurança. Além disso, mais de um em cada três empresas (38%) no país utilizam IA em todas as suas soluções de cibersegurança, o percentual mais alto entre os outros países pesquisados. De acordo com Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine, as empresas brasileiras estão cada vez mais conscientes do desafio em garantir ambientes de trabalho seguros. “Nossa pesquisa destaca o cenário de cibersegurança em evolução no Brasil, com empresas enfrentando riscos aumentados, mas também demonstrando um compromisso em melhorar sua postura por meio de treinamento e adoção de tecnologias avançadas como a IA. À medida que as ameaças continuam a evoluir, as empresas brasileiras se sentem mais preparadas para aproveitar soluções inovadoras para proteger seus ativos digitais e mitigar riscos de forma eficaz.” Empresas brasileiras não alcançaram conformidade total com proteção de dados Apesar dos avanços na conscientização e treinamento em cibersegurança, as empresas brasileiras ainda enfrentam desafios para alcançar plena conformidade com as regulamentações locais e internacionais de proteção de dados. Embora 81% dos entrevistados afirmem que suas empresas estão totalmente em conformidade, uma parcela significativa (14%) expressou a intenção de alcançar essa meta até o final de 2024, demonstrando que muitas companhias ainda têm um longo caminho a percorrer. Para elas, os desafios incluem atender aos requisitos específicos de conformidade de seu setor de negócios (41%), garantir controle adequado ao compartilhar dados com parceiros (38%) e lidar com as dificuldades de elaboração de um relatório de conformidade (34%). Kishore Kumar, country manager da ManageEngine no Brasil, comenta que os desafios enfrentados pelas empresas brasileiras em relação às regulamentações de proteção de dados são evidentes. “Embora uma parcela substancial dos entrevistados afirme que suas empresas estão em conformidade, a parcela que busca alcançar plena conformidade até o final de 2024 indica que ainda há muito trabalho a ser feito. É essencial que empresas especializadas forneçam soluções abrangentes e personalizadas que ajudem as empresas a alcançarem um nível mais elevado de cibersegurança e conformidade regulatória”, conclui. Metodologia A pesquisa, encomendada pela ManageEngine e conduzida pela Dimensional Research, abrangeu quatro países da América Latina: Brasil, Argentina, Colômbia e México. O estudo entrevistou 705 profissionais de cibersegurança e líderes de TI que trabalham em organizações que variam de pequenas empresas a grandes corporações. Seu objetivo foi investigar os principais desafios de cibersegurança enfrentados pelas empresas e explorar como a inteligência artificial impacta seus esforços para detectar e prevenir ciberataques. Outros tópicos da pesquisa incluíram o treinamento das equipes responsáveis pela cibersegurança e a resiliência das empresas ao enfrentarem ataques. A pesquisa foi conduzida por meio de um painel online em janeiro de 2024. Fonte: ManageEngine

Conselhão lança Plano Brasil Digital 2030+ com nova secretaria ligada a Lula

Plano apresenta o diagnóstico e o conjunto de 27 ações para que o Brasil avance no processo de transformação digital e se torne referência mundial. Por Rafael Bitencourt, Valor — Brasília O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado “Conselhão”, lançará na manhã desta quarta-feira (24) o “Plano Brasil Digital 2030+”. A iniciativa mostra um quadro alarmante da situação do país nas áreas de educação e inovação. Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/brasil/noticia/2024/04/24/conselho-lana-plano-brasil-digital-2030-com-nova-secretaria-ligada-a-lula.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo…   Leia a matéria completa no site: Valor Econômico Brasil https://valor.globo.com/brasil/noticia/2024/04/24/conselho-lana-plano-brasil-digital-2030-com-nova-secretaria-ligada-a-lula.ghtml

Governo precisa reagir, e logo, pela transformação digital

25Luís Osvaldo Grossmann … 24/04/2024 … Convergência Digital Conselheiros que tratam dos temas de TICs no Conselhão começaram a bater bumbo para tentar convencer o governo federal a avançar com a proposta de criação de uma estrutura centralizada para tocar a governança de uma agenda digital para o Brasil. Essa agenda começou a ser costurada pela comissão de tecnologia, inovação e transformação digital do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, instância não originalmente prevista na recriação do CDESS, criada a partir dos próprio integrantes. Materializada no Plano 2030+, essa agenda aborda linhas de ação, metas, indicadores e políticas focadas no estimulo à educação digital, crescimento sustentável do PIB, estímulo à inovação e no aumento significativo da relevância internacional do Brasil. “O Brasil precisa de um plano de médio prazo para a transformação digital. Tem muito acúmulo na sociedade e se o governo tiver ouvidos abertos, certamente vai ganhar novos parâmetros de administração. Mas tudo isso é letra morta se a gente não conseguir convencer os decisores do governo, as estruturas burocráticas, de que este é o caminho para avançar”, explica o secretário executivo do Conselhão, Paulo Pereira. Não é por outro motivo que o plano foi apresentado nesta quarta, 24/4, em um workshop com representantes da Casa Civil, ministérios do Desenvolvimento, da Gestão, da Saúde, de Ciência e Tecnologia e Comunicações. “A primeira grande abordagem é termos uma governança central dessa coisas todas, organizadas a partir do plano”, reconhece Pereira. Um dos diagnósticos é de que existem atualmente 14 ministérios ou órgãos federais envolvidos com projetos de digitalização. “Essa governança centralizada é quase um pré-requisito para esse plano ter o sucesso desejado. É preciso fazer com que todas as partes façam parte de um todo”, resume o vice presidente de relações públicas da Huawei, Atilio Rulli, um dos coordenadores do plano no CDESS. Como apontado pelo vice presidente de relações públicas da Telefônica/Vivo, Renato Gasparetto, a ideia é que seja uma instância com capacidade de articulação sobre os demais órgãos. “A ideia de uma governança centralizada amadureceu antes mesmo do plano, uma secretaria especial ou extraordinária para transformação digital, vinculada a uma alta instancia de gestão dentro do governo federal, no Palácio do Planalto, com capacidade e orçamento próprio.” Se o desenho será esse, ainda não se sabe. Há fortes sinais de que um gabinete de governança centralizada conta com apoio não só no CDESS, mas na própria Casa Civil. O formato – se de fato uma secretaria – ainda não tem consenso. Mas a expectativa é que ele exista até a última semana de julho, quando será realizada a próxima reunião plenária do Conselhão, com a presença do presidente Lula.   Integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, CDESS, apresentaram o Plano 2030+ para turbinar políticas públicas em TICs. “A sociedade se apresentou, agora o governo precisa de governança central”, diz o secretário execurtivo do Conselhão, Paulo Pereira. Veja mais do Portal Convergência Digital: https://www.convergenciadigital.com.br Fonte: Luís Osvaldo Grossmann … 24/04/2024 … Convergência Digital https://www.convergenciadigital.com.br/Governo/Governo-precisa-reagir%2C-e-logo%2C-pela-transformacao-digital-65826.html?UserActiveTemplate=mobile

As tecnologias digitais avançam no Brasil – e podem avançar ainda mais e melhor

Colunista Espaço Brasscom, com Affonso Nina A Brasscom é a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais. Este artigo foi escrito por seu presidente, Affonso Nina, que tem mais de 30 anos de atuação como executivo de empresas do setor de TIC. O Brasil já é o 10º maior produtor mundial de tecnologias da informação e comunicação. Entidade que reúne os principais players do setor, a Brasscom faz um raio X de seu impacto no presente e projeta seu potencial de crescimento É fato inegável que o setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) tem desempenhado um papel cada vez mais significativo na economia nacional, impulsionando o crescimento, a inovação e a criação de empregos. Hoje as tecnologias digitais estão presentes em praticamente todos os setores de atividade econômica do País e, literalmente, na palma da mão de grande parte da população. Vejamos alguns dados. O setor de TIC engloba empresas produtoras e provedoras de hardware, software, serviços de tecnologia, incluindo computação em nuvem. Já o chamado “macrossetor de TIC” também engloba, de maneira mais ampla, o setor de telecomunicações e a produção “in-house” de tecnologia por empresas de outros setores da atividade econômica. Ou seja, empresas cuja atividade fim não é a TIC, mas que utilizam e produzem soluções de tecnologias digitais e colaboram, portanto, para os números de produção do macrossetor. Em 2023, o macrossetor de TIC alcançou números impressionantes, evidenciando sua importância estratégica para o Brasil: movimentou R$ 707,7 bilhões (US$ 141,7 bi), representando 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse valor refletiu um crescimento de 5,9% em relação a 2022, destacando a robustez e a resiliência do setor mesmo em cenários desafiadores. Distribuição da receita e segmentos em destaque No setor de TIC especificamente, a receita formada pelo mercado interno movimentou R$ 302 bi, enquanto a receita das exportações foi de R$ 46,2 bi, o que demonstra um potencial, ainda pouco explorado, de que o Brasil seja uma nação mais exportadora de soluções de TIC. É importante destacar algumas informações. No mercado interno, a produção de hardware foi influenciada pela receita da infraestrutura, que engloba servidores, armazenamento e equipamentos de redes. Essa infraestrutura experimentou um aumento significativo de 23,6%, à medida que as empresas ampliaram seus serviços digitais nessa área para melhorar a conexão com os clientes. Enquanto isso, a venda de dispositivos como smartphones, computadores, wearables, impressoras e tablets registrou uma redução de 19,6% na receita. Os varejistas de dispositivos enfrentam desafios consideráveis devido ao novo comportamento dos consumidores, que estão atualizando e substituindo seus dispositivos com menor frequência. Ao mesmo tempo, o segmento de software, serviços e nuvem cresceu 28,3% em 2023. Analisaremos a seguir cada um desses três itens, que cresceram impulsionados principalmente pelo aumento da disponibilidade de dados de diversas naturezas e pela crescente necessidade de uso, análise e tomadas de decisão a partir deles. O subsegmento de software teve um crescimento de 21,6%, alcançando uma produção de R$ 43,8 bilhões. Para 2024, espera-se que as empresas invistam cada vez mais em soluções de gestão capazes de automatizar processos e utilizar dados de forma mais eficiente. Em 2023, soluções como ERM (gestão de recursos empresariais, na sigla em inglês) e software de gerenciamento de dados movimentaram R$ 12,8 bilhões. Os serviços registraram um aumento significativo de 25,1% em 2023, alcançando uma produção total de R$ 104,3 bilhões. E, finalmente, é importante destacar o crescimento da computação em nuvem, que apresentou um aumento de 25,1%, totalizando R$ 46,5 bilhões em 2023. Esse cenário reflete a forte demanda das empresas por recursos que suportem decisões baseadas em uma análise abrangente de dados. O avanço na ciência dos dados está impulsionando as empresas a buscar novas soluções, o que, por sua vez, está movimentando o mercado de serviços de TI. Isso inclui uma maior demanda por softwares especializados, consultorias, integração e suporte de projetos relacionados a dados. As empresas estão repensando suas estratégias de processamento e armazenamento de informações. As áreas de negócios esperam respostas mais rápidas e insights mais profundos, o que torna a integração e interoperabilidade em ambientes híbridos e multicloud essenciais para garantir que os dados estejam disponíveis e utilizáveis. Em resumo, os números mostram, de forma quantitativa, o que já temos acompanhado no dia-a-dia das pessoas e das empresas: um crescimento conjunto da infraestrutura que armazena e disponibiliza volumes crescentes de dados e informações e também dos softwares e serviços que permitem às empresas fazerem o melhor uso desses dados em seus negócios. Obviamente não podemos deixar de considerar nesse cenário o uso de tecnologias como inteligência artificial (IA), incluindo IA generativa, para criar produtos e serviços mais atraentes e inovadores, aumentar a capacidade de personalização, gerar novas fontes de receita e mesmo novos modelos de negócio não possíveis anteriormente. Embora a IA não seja nenhuma novidade no mundo da TIC, o acesso às soluções de IA para empresas e indivíduos aumentou, e seguirá aumentando, a uma enorme velocidade. E a IA generativa traz, sim, novas oportunidades e paradigmas que as empresas ainda estão buscando entender e aproveitar, mas que já demandam novas capacidades de processamento: infraestrutura, software e serviços. Ao mesmo tempo, esse novo ambiente demanda um investimento maior nas soluções de segurança para reduzir as ameaças cibernéticas. Nesse sentido, a perspectiva para os próximos anos é de um aumento no uso de IA em conjunto com soluções de segurança para assegurar uma maior agilidade das empresas na detecção de riscos e rápida resposta aos possíveis ataques ao ambiente digital. Em relação às exportações, hardware, software e serviços cresceram nominalmente 9,1%, atingindo R$ 46,2 bilhões. Separadamente, as exportações de Software e Serviços tiveram um crescimento nominal de 21,4%, atingindo R$ 29,1 bilhões, enquanto as exportações de Hardware apresentaram uma redução de 6,8%, atingindo R$ 17,1 bilhões. Não custa repetir: o Brasil pode exportar muito mais soluções de TIC. Voltaremos a esse ponto mais adiante. Empregabilidade e impacto social O macrossetor de TIC também tem sido um grande gerador de empregos