Setor de tecnologia da informação sofre com a falta de mão de obra

Em um cenário de 13,4 milhões de brasileiros desempregados, sobram vagas no setor O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) está com falta de mão de obra no Brasil. Em um cenário de 13,4 milhões de brasileiros desempregados, sobram vagas no setor por falta de profissionais qualificados. O setor foi responsável por 7% do PIB de 2018 e demandará 420 mil novos empregos entre 2018 e 2024. Números fazem parte de relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). O mercado brasileiro de TIC é o 7º maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido, Alemanha e França. Em 2018, o setor era responsável por 1,52 milhão de empregos e criou outros 43 mil novos trabalhos. O grupo obteve uma produção setorial de R$ 479,1 bilhões e um crescimento nominal de 2,5%. Segundo o diretor de relações institucionais da Brascom Paulo Sergio Sgobbi, sobram vagas no setor por falta de mão de obra: “Existem alguns problemas: um deles é a desconexão geográfica de onde se forma e onde se demanda. Por exemplo: São Paulo representa 45% do mercado de TI no Brasil, e forma insuficientemente para a quantidade demandada. O oposto ocorre na Bahia, por exemplo, onde se forma muito mais gente do que se contrata.” Sgobbi explica que os currículos das instituições de formação atrasados também representam um problema: “A tecnologia se atualiza permanentemente e os currículos têm uma certa rigidez nos seus processos, principalmente os de ensino superior. Há um engessamento que não permite essa atualização de acordo com o que o mercado está exigindo”. Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de Economia da UnB e especialista em mercado de trabalho, explica que esse cenário pode ser revertido com o tempo: “A formação desse tipo de profissional demora, mas geralmente quando se tem falta de mão de obra, os salários sobem e existe uma indução da juventude para que escolha aquela área que está em ascensão”. * Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira   Fonte: Correio Braziliense https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/05/09/interna-brasil,753955/setor-de-tecnologia-da-informacao-sofre-com-a-falta-de-mao-de-obra.shtml  

SOBRAM VAGAS EM TECNOLOGIA – CRESCIMENTO DO SETOR ACELERA

Durante a coletiva de imprensa realiza hoje, Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom apresentou em detalhes o relatório setorial de TIC desenvolvido pela Entidade. A Brasscom possui uma área dedicada à Inteligência e Informação que produz, a partir de metodologia própria, relatórios relevantes para entendimento do desempenho e desafios do setor de TIC no Brasil, utilizando-se de bases de dados públicas e de consultorias especializadas. No relatório setorial lançado durante o Brasscom TecFórum e apresentado hoje em detalhes para os jornalistas, o agregado dos setores de Telecom, TIC (Hardware, Software, Serviços e Exportações) e In House (tecnologia produzida dentro das empresas que não são setoriais, como por exemplo os bancos) apresentou em 2018 uma produção equivalente a R$479 bilhões, com crescimento 2,5% e manutenção da participação no PIB em patamar de 7,0%. Em termos de empregos, o setor somou 1,7 milhão de trabalhadores, com criação de 42 mil novos postos de trabalho em 2018. O setor de TIC isolado teve o melhor desempenho dentre as três categorias, com crescimento de 4,2% e criação de 27 mil postos de trabalho. A produção In House apresentou tendência de estabilidade, e espera-se queda devido aos avanços da prática de outsourcing que deve ocorrer devido à maior segurança jurídica proporcionada pela legislação trabalhista. Já Telecom avançou com a oferta de serviços digitais, o que permitiu contratação de 12 mil profissionais. Os subsetores de TIC, Software e Serviços, cresceram juntos 5,9%. Individualmente, Software cresceu 1,3% e Serviços 7,7%. O grande destaque são os serviços de nuvem (nas categorias de infraestrutura, plataforma e licenciamento de software) que cresceram 55,4%. Software e serviços destacam-se pelo potencial de criação de empregos: em 2018 foram gerados 28 mil novos postos. Em termos de distribuição de empregos, o Brasil está permeado por tecnologia em todo território nacional. Há concentração de 43% da produção da tecnologia no estado de São Paulo, o que é maior que a participação do estado na economia nacional, indicando que há ampla possibilidade de ampliação do setor para outros estados. Um destaque relevante é a alta qualificação do profissional do setor. Comparando com a média do salário nacional (R$ 1.836), o setor remunera 2,4 vezes (R$ 4.444). Os subsetores de Software e Serviços se destacam por remunerarem 2,8 vezes melhor que a média nacional. Em 2018, o Brasil perdeu participação no mercado Latino-americano, mas manteve-se como o 7º maior produtor de TIC e Telecom do mundo, apresentando uma importante distância a ser superada em relação à França (6º colocado) e aproximação da Índia (8º colocado). Em telecomunicações, a ligeira aceleração de banda larga fixa e móvel demonstra que há um importante espaço para crescimento de infraestrutura, o que pode desbloquear os investimentos em outras tecnologias. Em termos comercialização de Hardware de uso, ou seja, dispositivos, verificou-se queda em smartphones e tablets e relativa estabilidade de notebooks. No caso dos investimentos em infraestrutura, depois do pico de investimento em 2018 motivado pela transformação da TV analógica para a digital, há tendência de retroceder o patamar. Por outro lado, houve crescimento da compra de servidores, o que pode significar melhora de condições para expandir o processamento de dados que cresce de forma exponencial. Em termos de perspectivas para o futuro, com base nos dados da IDC e F&S, verifica-se um apetite bastante consistente para o consumo em mobilidade e conectividade, que devem atingir um crescimento de 5,7% a.a, chegando a um patamar de R$400 bi entre 2019 e 2022. Olhando para o conjunto de tecnologias de transformação digital, há destaque para o crescimento de Inteligência Artificial, que deve atingir um patamar de investimentos de R$ 2,5 bilhões no período, a uma taxa de crescimento de 29% ao ano, e para a Robótica, tecnologia relevante por ser a base para a indústria 4.0 com perspectiva de investimentos de R$ 23 bilhões no período, a uma taxa de crescimento de 17% ao ano. Destacam-se também as primeiras perspectivas de investimento em Blockchain da ordem de R$1,4 bilhões no período, a uma taxa de crescimento de 64% a.a.. Esta visão permite otimismo para afirmar que o setor continuará crescendo em taxa acelerada, o que pode permitir que o tamanho do setor de Software e Serviços, intensivos em mão-de-obra, dobre até 2024. A partir de um crescimento de 8 a 9% em 2019, que deve se acelerar nos próximos anos, a Brasscom estimou até 2024 a demanda por profissionais do setor em 329 mil profissionais e da TI In House em 92 mil profissionais, totalizando 420 mil. A demanda será de 25% em IoT, 11% em segurança, 10% em Big Data, 6% em Nuvem e 2% em AI, além da demanda por profissionais administrativos (19%), de nível técnico (14%) e em outras tecnologias (13%). Em relação a formação de mão-de-obra fica evidente o tamanho do desafio do Brasil para conseguir dobrar o setor de Software e Serviços. Hoje o Brasil forma 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano, com relativo descasamento geográfico entre oferta e demanda de mão-de-obra. No entanto, os 420 mil profissionais que serão demandados até 2024 representam a necessidade de 70 mil profissionais ao ano. Estes números despertam para a necessidade de formação de mão de obra qualificada no curto prazo. Confira o relatório setorial completo em: https://brasscom.org.br/relatorio-setorial-de-tic-2019/ Contato de Imprensa: Alana Araújo (11) 3524-7901 / (11) 9 6578-3281 alana.araujo@brasscom.org.br

Tecnologias da informação e comunicação movimentaram R$ 479 bi em 2018

Publicado em 08/05/2019 – 19:03 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil  Brasília Os recursos movimentados com os negócios do setor de tecnologias da informação e comunicação (TIC) totalizaram R$ 479 bilhões em 2018. O balanço foi apresentado hoje (8) pela associação brasileira das empresas do setor (Brasscom). A soma marcou um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior e representou 7% do Produto Interno Bruto do País em 2018. Nesta área estão desde operadoras de telecomunicações (como Vivo e NET) até setores de tecnologia de grandes empresas  (como bancos e redes de comércio), passando por vendedoras de equipamentos e softwares. As primeiras geraram R$ 237 bi em produção, com crescimento de 1,3% sobre 2017. As empresas de tecnologia (como as que comercializam equipamentos, softwares e serviços) foram responsáveis por R$ 197,4 bilhões, tendo registrado o maior crescimento, de 4,2%. Os negócios de TI de outras empresas (chamadas pela associação de “TICS in house”) geraram R$ 43,8 bi, com crescimento de 1,5%. Empregos Segundo o balanço, o macrossetor das tecnologias da informação e comunicação empregava 1,52 milhão de pessoas em 2018. Deste total, 845 mil estavam em empresas de tecnologia, 287 mil em operadoras de telecomunicações e 385 mil em braços de TI de firmas de áreas diversas. Apesar de lucratividade maior, o segmento de telecomunicações é menos intensivo em força de trabalho do que o de firmas de tecnologia. Ele foi responsável por quase metade (49,7%) do faturamento, mas empregou 13,6% das pessoas. “Isso é normal porque telecom é atividade de alto valor agregado e intensivo em capital físico. Os grandes setores empregadores são software e serviços e o ‘in house’. Estes geram a maior quantidade de empregos e de alto valor agregado”, explicou o presidente-executivo da Brasscom, Sérgio Paulo Galindo. O resultado de 2018 significou um aumento de 43 mil postos de trabalho em relação ao ano anterior. O saldo marcou uma retomada após anos anteriores. Em 2017, o resultado havia sido praticamente estável, com queda de 1 mil postos. Em 2016, o desempenho foi de perda de 50 mil vagas. A maior responsável pelo superavit de empregos em 2018 foram as empresas de tecnologia, mais especificamente as de software, que geraram 21 mil novas vagas. As operadoras de telecomunicações criaram 12 mil empregos e as áreas de TI de outras companhias, 3 mil. Ranking Tomando os dados mais atualizados, relativos a 2017, o Brasil ficou na 7ª colocação no ranking mundial em volume de recursos gerado por companhias de TIC. As nações na ponta da lista foram: Estados Unidos (R$ 4,2 trilhões), China (R$ 1,7 trilhão), Japão (R$ 904 bilhões), Reino Unido (R$ 556 bilhões), Alemanha (R$ 512 bilhões), França (R$ 399 bilhões) e Brasil (R$ 364 bilhões). “Estamos em uma posição relativamente confortável, não tem grandes ameaças de outros países abaixo, mas estamos bem distantes da França. O que tem sido dito pelas empresas de fora é que o mercado brasileiro é interessante, elas querem investir”, disse Galindo. Perspectivas O estudo da Brasscom projeta entre 2019 e 2022 investimentos de R$ 345,5 bilhões no que chamou de “tecnologias de transformação digital”, com um ritmo de crescimento ao ano de 19,3%. Dentre estas, o segmento de Internet das Coisas deve receber R$ 155,2 bilhões, os serviços em nuvem, R$ 77,8 bilhões, e coleta e análise de dados (Big Data), R$ 61 bilhões. Já os serviços envolvendo tráfego de dados em alta velocidade (banda larga) devem ser objeto de investimentos de cerca de R$ 396,8 bilhões no mesmo período. O crescimento ao ano esperado de aporte de recursos nesta área deve ser de 5,7%. Edição: Fábio Massalli Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2019-05/tecnologias-da-informacao-e-comunicacao-movimentaram-r-479-bi-em-2018 Fonte: Uol https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2019/05/08/tecnologias-da-informacao-e-comunicacao-movimentaram-r-479-bi-em-2018.htm

Brasscom na Frente Digital

Entidade reconheceu a importância da frente parlamentar para o desenvolvimento do setor de TIC, potencializando seus efeitos sobre a economia e o bem-estar social. Na noite desta terça-feira, 07 de maio, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Mista da Economia e Cidadania Digital foi lançada. A Frente Digital defende a popularização da internet e dados abertos, finanças e serviços legais e visa ampliar e aprofundar o debate em relação a temas ligados à tecnologia e à digitalização de segmentos da vida cotidiana. A Brasscom prestigiou o evento e o seu Ofício de Saudação à Frente Digital foi lido em apoio e reconhecimento à Frente, importante foro de debate em torno dos temas ligados ao setor e como centro de reflexão para a propositura de políticas públicas em prol de um Brasil Digital, Conectado e Inovador. Júlio Semeghini, Secretário Executivo do MCTIC, relembrou o compromisso firmado com a Brasscom durante o Brasscom TecFórum de estimular a educação voltada à área de Tecnologia no Brasil. Hoje são formados, no país, 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano e segundo dados da Brasscom, até 2024, serão demandadas pelas empresas 420 mil profissionais, uma média de 70 mil profissionais ao ano. Estes números despertam para a necessidade de formação de mão de obra qualificada no curto prazo. Estamos certos do potencial do Brasil como ator e protagonista da transformação global propiciada pelas tecnologias da informação e comunicação, a exemplo da Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Serviços em Nuvem, Blockchain, Conectividade e outros, visando a competitividade da economia, geração e fixação de postos de trabalho de alta qualificação no país.   Sobre a Brasscom A Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, representa 68 grupos empresariais presentes em todos as unidades federativas do Brasil, e reúne 25 instituições que proveem insumos enriquecedores ao setor de TIC. A Brasscom exerce papel de articulação entre os setores público e privado, nas esferas federal, estadual e municipal, propondo e participando da construção de políticas públicas que consolidem o Brasil como um país digital e conectado. Além disso, a entidade atua na conscientização da importância da transformação digital e inovação, na busca pela inclusão de computação no ensino médio e na valorização das diversidades. Contato de Imprensa: Alana Araújo (11) 3524-7901 / (11) 9 6578-3281 alana.araujo@brasscom.org.br  

Contratações no setor de tecnologia ficam mais flexíveis

Para alguns cargos, exigência de ensino superior foi substituída pela de curso técnico; concursos abertos aumentam chances para novatos 05.05.2019|Por Estadão Conteúdo Diante da dificuldade em encontrar mão de obra, o mercado de tecnologia está mais flexível. No ano passado, mesmo em um cenário ainda difícil para a economia, as empresas de tecnologia associadas à Brasscom, principal entidade do setor, contrataram 28 mil funcionários, número que só não dobrará em 2019 por causa da falta de pessoal qualificado. Nas 5 mil novas startups (empresas nascentes) de tecnologia que devem surgir no mercado brasileiro em 2019, o total de vagas pode chegar a 50 mil. “A disputa por cérebros para o mercado de tecnologia está mais acirrada, dada a escassez de mão de obra não só em startups como também para área de tecnologia de grandes empresas tradicionais”, diz Ricardo Basaglia, diretor executivo da empresa de recrutamento Michael Page, que criou uma divisão dedicada à área de tecnologia por conta da demanda por profissionais da área. Para atrair mão de obra, as empresas passaram a olhar de forma mais generosa para diplomas de cursos técnicos. Cargos como desenvolvedores de softwares, antes reservados para graduados em Ciência e Engenharia da Computação, agora estão abertos para profissionais com formação técnica, apesar de estarem entre os mais estratégicos na área de tecnologia, diz Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Segundo a empresa de recrutamento Revelo, hoje a posição de desenvolvedor paga salário médio inicial de pouco menos de R$ 6,5 mil, bem mais do que cargos nos quais há mais oferta de profissionais, como especialista em mídias sociais, cuja média salarial está em R$ 3,7 mil. Oportunidades Com ampliação de número de empresas, surgem vagas para especialistas na economia digital; média salarial parte de R$ 3,7 mil Criatividade e competência técnica Na hora de buscar profissionais, as empresas adotam ferramentas para testar a competência técnica e a capacidade de solucionar problemas dos candidatos – independentemente de formação acadêmica. A fintech Warren, por exemplo, usou um “enigma” em um processo de seleção. “Só quem conseguisse decifrar a mensagem codificada tinha acesso ao e-mail para enviar o currículo. Queríamos testar o prazer das pessoas em resolver desafios”, diz André Gusmão, cofundador da empresa. Com base em Campinas (SP), a CI&T presta serviços de tecnologia para clientes como Itaú e Google. Com atuação nos mercados do Brasil, dos EUA e da China, a empresa criou uma campanha de contratação na forma de desafio digital, que atraiu 5,3 mil candidatos. Batizada You Global, ela permitiu que a empresa conseguisse encontrar cem novos funcionários, diz Marcelo Trevisani, diretor de marketing da CI&T. Hoje, a companhia tem 2,5 mil empregados, com previsão de contratar mais 500 até dezembro. Diante da necessidade de escalar negócios, o setor vêm priorizando a velocidade. A Revelo trabalha com uma ferramenta na qual os profissionais são filtrados por uma sistema automatizado, que hoje já reúne 500 mil cadastros. Assim, uma pessoa só é apresentada a uma companhia quando as chances de contratação são altas. Segundo Mateus Pinho, diretor da Revelo, a seleção para uma vaga, que costuma levar um mês, pode ser resolvida em uma semana. “As empresas hoje têm pressa”, diz ele, que calcula que a ferramenta receba 30 mil currículos ao mês.   Fonte: Estadão https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,contratacoes-no-setor-de-tecnologia-ficam-mais-flexiveis,70002815975 https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2019/05/contratacoes-no-setor-de-tecnologia-ficam-mais-flexiveis.html    

Em um país com desemprego de 13%, sobram vagas na área de tecnologia

Para encontrar um profissional para seu time de desenvolvedores, a fintech Warren, de Porto Alegre, foi longe: após meses de procura, contratou um funcionário que trabalha de casa, em Sinop, polo do agronegócio de Mato Grosso, a 3 mil km de distância. O caso ilustra como o setor de tecnologia se descolou da realidade do mercado de trabalho brasileiro. Em um país de 13,4 milhões de desempregados, ou 12,7% da força de trabalho, o segmento tem no momento 5 mil vagas abertas apenas em startups (empresas nascentes). Considerado todo o ecossistema de tecnologia, as companhias poderiam abrir até 70 mil novas vagas em 2019 – meta que deve ficar longe de ser cumprida por falta de mão de obra capacitada. A abertura de empregos no setor é turbinada por várias frentes. Uma delas é a criação de novas empresas de tecnologia. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), apenas entre janeiro e abril deste ano, nada menos que 2 mil empresas foram fundadas nesse setor. Até dezembro, mais 3 mil podem começar a operar. Do lado dos negócios mais maduros, aponta a Brasscom, que reúne companhias de tecnologia da informação, a demanda de transformação digital em diversos negócios pode garantir que a receita do setor dobre até 2024, somando R$ 200 bilhões. Para chegar a essa cifra, as companhias vão precisar de 420 mil trabalhadores até 2024, segundo o presidente executivo da associação, Sérgio Paulo Gallindo. Mas, se há tanta gente procurando emprego, como se explica a dificuldade de unir trabalhadores ávidos por oportunidades às vagas disponíveis? Embora a demanda por profissionais de tecnologia deva ficar em torno de 70 mil pessoas ao ano entre 2019 e 2024, Gallindo explica que as universidades só formam 45 mil profissionais em áreas ligadas a TI por ano. “Desse total, a metade está em cursos como análise e desenvolvimento de sistemas, que estão defasados em relação ao que o mercado exige hoje”, diz. Ou seja: só um quarto da necessidade de profissionais da área é suprida pelo canal tradicional, que são as universidades. Como a escassez não será resolvida facilmente, empresas e entidades de classe tentam remendar o problema, relaxando critérios para a contratação, pelo menos no que diz respeito à formação universitária. “As empresas estão contratando pessoas que não são formadas em TI e dando um ‘banho de loja’ (treinamento intensivo)”, diz Amure Pinho, presidente da Abstartups. A gaúcha Warren, que foi até Sinop para encontrar um programador, já se adaptou aos novos tempos: “A pessoa formada em Ciência da Computação é ideal, mas temos programadores formados em Direito”, afirma André Gusmão, cofundador da empresa. Contratações no setor de tecnologia ficam mais flexíveis Diante da dificuldade em encontrar mão de obra, o mercado de tecnologia está mais flexível. No ano passado, mesmo em um cenário ainda difícil para a economia, as empresas de tecnologia associadas à Brasscom, principal entidade do setor, contrataram 28 mil funcionários, número que só não dobrará em 2019 por causa da falta de pessoal qualificado. Nas 5 mil novas startups (empresas nascentes) de tecnologia que devem surgir no mercado brasileiro em 2019, o total de vagas pode chegar a 50 mil. “A disputa por cérebros para o mercado de tecnologia está mais acirrada, dada a escassez de mão de obra não só em startups como também para área de tecnologia de grandes empresas tradicionais”, diz Ricardo Basaglia, diretor executivo da empresa de recrutamento Michael Page, que criou uma divisão dedicada à área de tecnologia por conta da demanda por profissionais da área. Para atrair mão de obra, as empresas passaram a olhar de forma mais generosa para diplomas de cursos técnicos. Cargos como desenvolvedores de softwares, antes reservados para graduados em Ciência e Engenharia da Computação, agora estão abertos para profissionais com formação técnica, apesar de estarem entre os mais estratégicos na área de tecnologia, diz Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Segundo a empresa de recrutamento Revelo, hoje a posição de desenvolvedor paga salário médio inicial de pouco menos de R$ 6,5 mil, bem mais do que cargos nos quais há mais oferta de profissionais, como especialista em mídias sociais, cuja média salarial está em R$ 3,7 mil. Criatividade e competência técnica Na hora de buscar profissionais, as empresas adotam ferramentas para testar a competência técnica e a capacidade de solucionar problemas dos candidatos – independentemente de formação acadêmica. A fintech Warren, por exemplo, usou um “enigma” em um processo de seleção. “Só quem conseguisse decifrar a mensagem codificada tinha acesso ao e-mail para enviar o currículo. Queríamos testar o prazer das pessoas em resolver desafios”, diz André Gusmão, cofundador da empresa. Com base em Campinas (SP), a CI&T presta serviços de tecnologia para clientes como Itaú e Google. Com atuação nos mercados do Brasil, dos EUA e da China, a empresa criou uma campanha de contratação na forma de desafio digital, que atraiu 5,3 mil candidatos. Batizada You Global, ela permitiu que a empresa conseguisse encontrar cem novos funcionários, diz Marcelo Trevisani, diretor de marketing da CI&T. Hoje, a companhia tem 2,5 mil empregados, com previsão de contratar mais 500 até dezembro. Diante da necessidade de escalar negócios, o setor vêm priorizando a velocidade. A Revelo trabalha com uma ferramenta na qual os profissionais são filtrados por uma sistema automatizado, que hoje já reúne 500 mil cadastros. Assim, uma pessoa só é apresentada a uma companhia quando as chances de contratação são altas. Segundo Mateus Pinho, diretor da Revelo, a seleção para uma vaga, que costuma levar um mês, pode ser resolvida em uma semana. “As empresas hoje têm pressa”, diz ele, que calcula que a ferramenta receba 30 mil currículos ao mês. Fóruns na Web e eventos ajudam preparação de candidato Mesmo quem nunca trabalhou com tecnologia pode usar a internet para dar os primeiros passos e tentar se apresentar como um potencial candidato para as milhares de vagas que o setor deve abrir nos próximos anos. “O interessado que não tem contato com o setor pode começar se informando pela

Está interessado nas vagas do setor de tecnologia? Veja como se preparar

Setor prevê abrir 420 mil empregos até 2024 e tem falta de mão de obra; existem formas de profissionais de outras áreas se adequarem às oportunidades Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo 05 de maio de 2019 | 05h00 Segundo a Brasscom, entidade que reúne as empresas de tecnologia, o setor abriu cerca de 28 mil vagas no ano passado. Para os próximos seis anos, a expectativa é de 420 mil novos empregos  – uma média de 70 mil ao ano, entre 2019 e 2024. Quantas vagas existem abertas no momento? Milhares, segundo diferentes fontes. A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) calcula que existam 5 mil postos de trabalhos abertos em empresas nascentes. Em empresas maiores, como a Movile (dona do iFood), há 500 vagas à espera de candidatos. O Porto Digital quer contratar 10 mil pessoas em cinco anos. Quais são as funções mais procuradas? Segundo a Abstartups, das 5 mil vagas abertas, as áreas com mais oportunidades são: desenvolvimento (40,71%), vendas e atendimento (25,5%), marketing (13,43%) e design UX (experiência de usuários)/UI (interface com o usuário), com 7,93%. Outras áreas representam 12,43% das oportunidades. Os Estados com mais vagas são: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Quais são os salários médios hoje no setor de tecnologia? Segundo a Revelo, os valores são: desenvolvedor (R$ 6.452), cientista de dados (R$ 6.732), inteligência de negócios (R$ 5.740) e especialista em marketing digital (R$ 4.832). Veja outros valores neste infográfico. Oportunidades Com ampliação de número de empresas, surgem vagas para especialistas na economia digital; média salarial parte de R$ 3,7 mil *Previsão para o fim do ano; **Para especialistas com curso superior Fonte: Abstartups e Revelo   Dá para se preparar sem custo? Sim, pelo menos de forma inicial. Segundo o responsável pela área de talentos da Movile, Matheus Fonseca, uma boa forma de dar os primeiros passos no segmento é por meio de fóruns de discussões de diferentes tecnologias na internet e com tutoriais de programação e de temas como experiência de usuário e design thinkingna web. Empresas oferecem treinamento? Sim. A Movile, por exemplo, tem um treinamento de quatro sábados, gratuito. O NuBank também promove os chamados “meet ups”, que são eventos de discussão sobre tecnologia. Vale a pena conferir as oportunidades nos sites dessas e de outras companhias do setor para entender os critérios de participação. Há também casos de empresas que oferecem treinamentos em que há custo. Há cursos de especialização e reciclagem voltados para o mercado de tecnologia? O leque é grande. Há desde cursos oferecidos por universidades renomadas até escolas que são especializadas no segmento de tecnologia, como Digital House, StartSe e Gama Academy. Na Digital House, um curso de cinco meses, que inclui também encontros com um “coach” de carreira, sai entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. Quem tem mais chance de conseguir um emprego?                    Formados em ciências e engenharia da computação. No entanto, os cursos voltados à área de tecnologia só formam 45 mil alunos por ano no Brasil, segundo a Brasscom. Por isso, as empresas de tecnologia estão sendo obrigadas a relaxar os critérios de contratação, voltando-se para profissionais de outras áreas e para formados em cursos técnicos . Sou da área de humanas. Posso tentar me recolocar nesse setor? Sim. Apesar de a preferência ser por engenheiros de várias áreas e matemáticos, já mais habituados com raciocínio lógico, o Estado apurou que há casos de advogados, administradores e até músicos que hoje trabalham como programadores.   Fonte: Estadão Economia & Negócios https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,esta-interessado-nas-vagas-do-setor-de-tecnologia-veja-como-se-preparar,70002816080  

Frente Parlamentar Mista da Economia e Cidadania Digital será lançada na próxima terça (7)

Lançamento da chamada Frente Digital, que defenderá popularização da internet e cibersegurança, será às 17h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados A Frente Parlamentar Mista da Economia e Cidadania Digital, também chamada de Frente Digital, inicia suas atividades na próxima terça-feira (7), em evento de lançamento no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O objetivo da nova Frente é ampliar e aprofundar o debate em relação a temas ligados à tecnologia e à digitalização de segmentos da vida cotidiana. Estarão presentes ao evento parlamentares, autoridades e representantes de organizações da sociedade civil. A Frente Digital, que nasce da assinatura de 201 deputados e 11 senadores, voltará o seu olhar para assuntos como popularização da internet no país, uso de  aplicativos para mobilidade urbana, cibersegurança, dados abertos, finanças e serviços legais, entre outros. Na avaliação do autor do pedido de criação da Frente, deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL), é natural que sejam criadas dezenas de Frentes Parlamentares na fase inicial da legislatura. No entanto, ele acredita que a Frente Digital se destaca nesse cenário pelo comprometimento e qualidade técnica dos seus membros, além da relevância do tema para a economia e sociedade brasileira. “Esse grupo bicameral de parlamentares nasce com o ambicioso objetivo de ser a ponte entre o passado e o futuro do país, preparando o Brasil para a revolução digital em curso e as mudanças impostas por essa revolução”, explica. Para o deputado, que coordenará os trabalhos da Frente, a economia digital tem uma forte relação com a democracia, pois ideias inquietadoras, muitas vezes, acabam ampliando, de forma acelerada, o acesso da população a determinado produto ou serviço. E para isso, segundo JHC, alguns passos foram dados do ponto de vista legislativo, como a aprovação do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados. “Existe ainda um longo caminho a percorrer para se cristalizar um ambiente de segurança jurídica que permita a atração de investimento e o desenvolvimento de tecnologia local”, completa. Segundo o coordenador da Frente Digital, deputado federal Vinicius Poit (Novo-SP), “o Brasil tem a 4ª maior população online do mundo. Por isso, precisamos criar um ambiente para o brasileiro empreender e gerar empregos no setor digital”. Entre os representantes de organizações da sociedade civil que estarão presentes na solenidade de lançamento estão: representantes dos aplicativos de mobilidade não poluente, empreendedores em fintechs e indivíduos engajados em movimentos da sociedade civil preocupados com a melhoria dos serviços públicos com o auxílio da Tecnologia da Informação e Comunicação. Instituto Cidadania Digital Para auxiliar nessa missão, a Frente Digital contará com o auxílio do Instituto de Cidadania Digital no que se refere às suas missões institucionais. O Instituto, em breve, terá vida própria, com CNPJ, nos moldes de uma think tank (laboratório de ideias). “O objetivo é que o Instituto realize debates e promova subsídios técnicos que auxiliem os parlamentares no trabalho de desenvolvimento da economia e da cidadania digital no país”, esclarece o representante da entidade, Creomar Souza, que é professor de Ciência Política e Relações Internacionais e doutorando em Política Comparada no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

BRASSCOM TECFÓRUM 2019 – LANÇAMENTO DADOS SETORIAIS

Lançamento dos dados setoriais de TIC 2018 e perspectiva de investimentos em transformação digital até 2022 Brasília, 25 de abril de 2019 – O segundo dia do Brasscom TecFórum, focou nos temas de Governo Digital, Reforma Previdenciária, Reforma Tributária, Inteligência Artificial e Agricultura Digital. Paulo Uebel, Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia explanou sobre as ações do governo focadas na desburocratização, melhoria de serviços ao cidadão e da atualização dos marcos legais para a modernização da prestação de serviços públicos na era digital. Benjamin Quadros, CEO da BRQ, comentou da importância do evento na jornada que a Sociedade, Governo e Iniciativa Privada, alinhados, criarão, O Brasil Digital, Conectado e Inovador. Bruno Patrocínio, gerente de projetos da TOTVS Labs e TOTVS Data Science compartilhou casos práticos da sua plataforma de dados e inteligência, Carol, e como a inteligência artificial tem ajudado na educação, saúde e agronegócio. Sergio Paulo Gallindo e Sergio Sgobbi, presidente executivo e diretor de relações institucionais da Brasscom, respectivamente, conversaram com Rogério Marinho, Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia sobre a importância desta reforma para aumento da competitividade e produtividade brasileira e como impactará o trabalhador do futuro. Para entender o debate em torno da questão arrecadatória entre os entes federados e o que se espera com a nova distribuição tributária, Deputado Alexis Fonteyne, Deputado Luis Miranda, Presidente da Frente Parlamentar da Reforma Tributária, Eurico de Santi, Diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e Daniel Stivelberg, Gerente de Relações Institucionais da Brasscom debateram as perspectivas para a nova concepção tributária brasileira e os parâmetros utilizados para a construção normativa. A tecnologia é a grande aliada na superação de problemas. Mais do que um conceito, a Transformação Digital tem atraído empresas a reverem seus processos, inovarem e ganharem competitividade com a ajuda da tecnologia. Rodrigo Barcia, Chief Transformation da Neoway apresentou uma demonstração ao vivo da plataforma Neoway. O Brasil é notável pelo setor de agricultura e tem se desenvolvido muito no campo da Agricultura Digital e de Precisão.  João Gai Neto, Diretor Substituto de Inovação para Agropecuária do MAPA, Pedro Palatnik, Gerente de Relações Governamentais da Bayer e Sergio Sgobbi, Diretor de Relações Institucionais da Brasscom, debateram a atualização dos marcos legais para ampliar a conectividade no campo e o uso de dados para o desenvolvimento econômico. Os dados setoriais de Tecnologia da Informação e Comunicação referentes a 2018 apresentados ontem pelo presidente da entidade mostram que o setor de TIC sozinho cresceu 4,2% e teve um aumento de postos de trabalho superior a 27mil em relação a 2017, fechando o ano com 845mil empregos. Considerando o agregado do setor, somando telecom e TI in house (Produção de TI nas empresas cujo objeto social não é TI), a produção setorial foi de 479,1 bilhões de reais. A previsão de investimentos em tecnologias de transformação digital até 2022 é de R$ 345,5 bi e em mobilidade e conectividade, R$ 369,8 bi. Os números do setor são bastante positivos e, segundo a Brasscom, a previsão de crescimento para 2019 será superior a 8%. Contato para Imprensa Contato: comunicacao@brasscom.org.br Mariana Oliveira: (11) 98940-4359 Alana Araújo: (11) 96578-3281

PRIMEIRO DIA DO BRASSCOM TECFÓRUM 2019

Programação temática focada em Inovação, Conectividade, Banda Larga, Proteção de Dados e empreendedorismo. Brasília, 25 de abril de 2019 – Ontem, 24 de abril, o primeiro dia do Brasscom TecFórum, principal evento da Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, contou com programação temática focou em Inovação, Conectividade, Banda Larga, Proteção de Dados e empreendedorismo. No primeiro painel “Brasil como protagonista em ciência, tecnologia e da inovação”, Júlio Semeghini, secretário-executivo do MCTIC e Laércio Cosentino, fundador e presidente do conselho da TOTVS participaram de uma conversa de alto nível com Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom sobre o desenvolvimento tecnológico no Brasil. O compromisso feito pelo setor privado e MCTIC de formar milhares de Brasileiros em engenharia de software e tratar educação em tecnologia como Estratégia Nacional foi uma grande conquista do primeiro dia do evento. Camilla Tapias, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos e responsável por liderar as áreas Regulatória, Relações Institucionais, Sustentabilidade e Fundação da Telefônica, fez a apresentação “Por um Brasil mais digital” onde mostrou dados e exemplos do avanço da digitalização em diversos setores. Camilla falou da importância do Brasil, cada vez mais inteligente e conectado, flexibilizar o entorno legal e regulatório para revolucionar a infraestrutura do país. Dando sequência à discussão de conectividade e inclusão digital, Vitor Elísio, Secretário de Telecomunicações do MCTIC e Enylson Camolesi, Diretor de Relações Institucionais da Telefônica, moderado por Daniel Stivelberg, Gerente de Relações Institucionais da Brasscom, no painel “Banda Larga e Inclusão Digital“ discutiram a aprovação de uma Lei Geral de Telecomunicações, a revisão do fardo fiscal para dispositivos dependentes de conexão e a expansão da banda larga. Mariana Giostri Rolim, Diretora Executiva da Brasscom, conversou com a professora Cristina Castro Lucas, sobre o incrível projeto Glória, plataforma de inteligência artificial focada na transformação social e na redução de todas as formas de violência contra mulheres e meninas. A Lei Geral de Proteção de dados e sua importância para a inclusão do Brasil no ecossistema da economia digital global foi debatida por Laura Schertel Mendes, Professora da UnB e do IDP, Miriam Wimmer, Diretora do Departamento de Serviços de Telecomunicações do MCTIC e Samanta Oliveira, Diretora Jurídica da Neoway. Sergio Paulo Gallindo abordou ainda com as painelistas o tema da Autoridade Nacional de Proteção de Dados MP 869/2018 e da PEC nº 17/2019, que trata da inclusão de proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais do cidadão. O estudo da Brasscom contendo os dados setoriais da produção do mercado brasileiro de tecnologia da informação e comunicação de 2018 e a previsão de investimentos em tecnologias de transformação digital, conectividade e infraestrutura para os próximos quatro anos serão lançados na tarde de hoje durante o segundo dia do TecFórum. Horário: 14h00 às 18h00, seguido de Happy Hour Local: Centro de Convenções Brasil 21 Contato: comunicacao@brasscom.org.br Inscrições para imprensa em https://brasscomtecforum.com.br/

Brasil só vai mudar com a transformação digital

Convergência Digital. 29/04/2019 O Brasil só vai mudar com a transformação digital. A afirmação foi do secretário especial de Desburocratização, gestão e governo digital do ministério da Economia, Paulo Uebel, no Brasscom TecFórum, realizado nos dias 24 e 25 de abril, em Brasília. Uebel falou que o momento é de pensar alternativas para melhorar a qualidade da política pública e diz que quer se aproximar das startups. Assistam a participação de Paulo Uebel no evento.

Semeghini: A hora é de desatar vários nós que travam o investimento no Brasil

Convergência Digital 29/04/2019 O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Júlio Semeghini, participou do Brasscom TecFórum, realizado nos dias 24 e 25 de abril, em Brasília. Em sua apresentação, Semeghini sustentou que o Brasil para se transformar em um grande país precisa investir em tecnologia e patentes. Segundo ele, há muitos nós para serem desatados, especialmente, em telecomunicações. “Nós temos condições de fazer muito mais do que estamos fazendo. Temos de ter a coragem para mudar e rápido”. Assistam a apresentação de Júlio Semeghini, no Brasscom TecFórum. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50569&sid=11

Computação em nuvem protagoniza investimentos no Brasil

Convergência Digital  Luís Osvaldo Grossmann – 25/04/2019 A perspectiva do setor de tecnologias da informação e comunicações é de aumento dos investimentos ao longo dos próximos anos. Segundo dados divulgados pela Brasscom, são R$ 345,5 bilhões até 2022, com crescimento anual a taxa de quase 20% ao ano. Entre elas, algumas tecnologias se destacam. Para além do protagonismo da computação em nuvem, que responde por R$ 77,8 bilhões das projeções de aporte e uma alta anual de 26%, os números ressaltam os investimentos previstos em internet das coisas, que somarão R$ 155,2 bilhões (alta de 19% a.a.). Muito significativa é a fatia do segmento de Big Data e Analytics, que somará aportes de R$ 61,1 bilhões e tem uma previsão de crescimento anual de 10% até 2022. Em inteligência artificial, que deve experimentar 29% ao ano de crescimento, os investimentos deverão bater nos R$ 2,5 bilhões. “A estrela do setor hoje é o avanço das ofertas de nuvem. Mas vale destacar também o aparecimento de investimentos em blockchain, na casa de R$ 1,4 bilhão e que deve apresentar crescimento de 64% ao ano”, afirma o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50555&sid=97

Brasil vai investir R$ 345,5 bilhões em tecnologias para transformação digital

Convergência Digital Luís Osvaldo Grossmann … 25/04/2019 As dificuldades econômicas persistem, mas mesmo considerando que 2019 ainda não mostrou reversão no cenário, o setor de tecnologias da informação e comunicações está otimista e projeta um crescimento entre 8% e 9%, segundo apontou a Brasscom nesta quinta, 25/4, durante o TecFórum, realizado em Brasília. É uma retomada significativa depois da alta de apenas 2,5% em 2018, mas ainda abaixo do que a entidade aposta para o futuro próximo. Os dados, que se valem de análises da IDC e da Frost & Sullivan, mostram a banda larga avançando 5,7% ao ano com movimento de quase R$ 400 bilhões até 2022. Entre as tecnologias de transformação digital os investimentos são de R$ 345,5 bilhões, a uma taxa de 19,3% ao ano. Em robótica, são R$ 23 bilhões. “Esses investimentos indicam o otimismo para o setor continuar crescendo em taxa acelerada. Não vai acontecer tudo isso este ano, mas esperamos que em seis anos consigamos dobrar o setor de software e serviços, que é intensivo em mão de obra. Esses dados fundamentam esse otimismo”, afirmou o presidente executivo da Brasscom, Sérgio Paulo Gallindo. Segundo ele, um dos grandes destaques é o avanço dos serviços relacionados à computação em nuvem. “A estrela do setor hoje é o avanço das ofertas de nuvem, tanto de infraestrutura quanto licenciamento de software. O crescimento de 55,4% em 2018 nos leva a crer que a jornada de transformação de nuvem só está iniciando”, emendou Gallindo. No ano passado, o agregado das TICs chegou a R$ 479,1 bilhões, 2,5% acima de 2017. O segmento de software e serviços cresceu 4,2%, para R$ 197,4 bilhões, enquanto em telecomunicações a alta foi de 1,3%, para R$ 237,9 bilhões. Além disso, a produção de TI in house ampliou-se em 1,5%, para R$ 43,8 bilhões. “Continuamos sendo a 7ª economia do mundo em TICs. Mas ainda estamos longe da França e sendo alcançados pela Índia. Precisamos de crescimento mais forte para nos mantermos nesse patamar”, concluiu o presidente executivo da Brasscom. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50553&sid=5

Salários em TICs são três vezes maiores que a média nacional

Convergência Digital – Carreira  Luís Osvaldo Grossmann – 26/04/2019 Os empregos no setor de tecnologia da informação chegam a pagar quase o triplo do salário médio nacional. Segundo um levantamento da Brasscom, a remuneração média nas empresas de TI foi de R$ 4,4 mil em 2018, ou 2,4 vezes mais que a média nacional, de R$ 1,8 mil. No segmento de software e serviços, onde estão três em cada quatro vagas das empresas de TI, o valor médio no ano passado foi ainda maior, de R$ 5 mil. Nesse caso, remuneração 2,8 vezes superior àquela da média nacional, conforme demonstrou a Brasscom durante o TecFórum 2019, em Brasília. E como destaca o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, o segmento foi quem teve melhor desempenho ao longo do ano passado. “Software e serviços foi a parte que mais cresceu, e forte, com novos postos para 28 mil trabalhadores”, afirmou. As empresas de TI reuniam ao fim de 2018 845.226 trabalhadores. Mas o universo de vagas relacionadas a tecnologias da informação e comunicações é ainda maior. Considerando-se as empresas que não têm a TI como atividade principal, mas trabalham com ela internamente, como bancos, são 622 mil postos. Além disso, o setor de telecomunicações, que completa as TICs, são outros 206 mil empregos. Ao todo, um mercado de trabalho de 1,67 milhão de profissionais. “Uma surpresa muito boa no ano passado foi a contratação de 12 mil pessoas em telecomunicações, talvez já pela transformação digital”, apontou Gallindo. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50557&sid=46#.XMcKvuhKhPY

TI precisa de 420 mil novos profissionais até 2024

Convergência Digital – Carreira  Luís Osvaldo Grossmann – 26/04/2019 Espalhadas por todos os estados do Brasil, as empresas de tecnologia da informação encontram dificuldades para encontrar os trabalhadores que precisa. E o problema vai ficar ainda maior. Segundo dados da Brasscom, se a formação já sofre para dar conta dos novos postos de trabalho criados a cada ano, a partir de 2024 essa distância será significativa. Em cinco anos, a demanda chega 420 mil novos profissionais. “Temos uma demanda importante de profissionais. O segmento de TIC, que entendemos como as empresas que têm na tecnologia da informação sua atividade central, vai demandar 329 mil trabalhadores até 2024. E na TI in House, mesmo com alguma redução diante do aumento normal de outsourcing, serão outros 92 mil. Portanto no total estamos falando de demanda de 420 mil profissionais”, afirma o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. Só no segmento de TICs, são 845 mil empregos atualmente. Desses, 42 mil foram criados em 2018, que apesar de ter sido um ano comparativamente fraco para o setor – cresceu “apenas” 4,5%, contra o dobro disso em 2017 – gerou uma demanda praticamente igual à oferta de 46 mil novos formandos no ano passado. E segundo as projeções da Brasscom, a necessidade vai saltar para 70 mil novos profissionais por ano em 2024. O levantamento também aponta quais serão as áreas exigidas para aquelas 420 mil novas oportunidades em tecnologia. Uma em cada quatro, ou 107,1 mil delas, serão demandadas em atividades relacionadas à internet das coisas. Outras 45,3 mil, ou 11% da demanda projetada, são para a área de segurança. Enquanto 40,7 mil postos serão exigidos por atividades de Big Data e Analytics. O segmento de computação em nuvem, com 24,8 mil vagas novas em cinco anos, representará 6% da demanda total.   Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50558&sid=46#.XMcJ1ehKhPY

Reforma Tributária só acontece se for ‘fatiada’ com governo à frente

Convergência Digital Ana Paula Lobo e Pedro Costa … 29/04/2019 Uma reforma tributária apenas no âmbito do governo federal é plausível e pode ser aprovada ainda este ano, sustentou o deputado Luiz Miranda (DEM/DF), que é presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Tributária. Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, durante o Brasscom TecFórum, realizado nos dias 24 e 25 de abril, em Brasília, o parlamentar diz que é inviável pensar que será possível ter uma mudança tributária nacional. “Defendo uma reforma tributária federal, que é positiva, ao contrário da reforma da previdência, que é necessária, mas muito negativa. Se fizermos a reforma, com um imposto único, diferente do que se tem pregado nos últimos anos, podemos avançar ainda este ano. Mas se juntar Estados e municípios, ela não vai acontecer”, pontuou o parlamentar. Indagado sobre as empresas de TICs, Luiz Miranda diz que o setor é penalizado com uma carga tributária disfuncional e injusta. “A bitributação é absurda. Por isso não avançamos e perdemos os nossos gênios para o exterior. Além disso Tecnologia está pagando impostos por outros setores, beneficiados por incentivos fiscais e que não produzem tanto para o País”, assinala. Assistam a entrevista com o deputado Luiz Miranda, do DEM/DF. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50570&sid=11

Reforma Tributária só acontece se for ‘fatiada’ com governo à frente

Convergência Digital Ana Paula Lobo e Pedro Costa … 29/04/2019 Uma reforma tributária apenas no âmbito do governo federal é plausível e pode ser aprovada ainda este ano, sustentou o deputado Luiz Miranda (DEM/DF), que é presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Tributária. Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, durante o Brasscom TecFórum, realizado nos dias 24 e 25 de abril, em Brasília, o parlamentar diz que é inviável pensar que será possível ter uma mudança tributária nacional. “Defendo uma reforma tributária federal, que é positiva, ao contrário da reforma da previdência, que é necessária, mas muito negativa. Se fizermos a reforma, com um imposto único, diferente do que se tem pregado nos últimos anos, podemos avançar ainda este ano. Mas se juntar Estados e municípios, ela não vai acontecer”, pontuou o parlamentar. Indagado sobre as empresas de TICs, Luiz Miranda diz que o setor é penalizado com uma carga tributária disfuncional e injusta. “A bitributação é absurda. Por isso não avançamos e perdemos os nossos gênios para o exterior. Além disso Tecnologia está pagando impostos por outros setores, beneficiados por incentivos fiscais e que não produzem tanto para o País”, assinala. Assistam a entrevista com o deputado Luiz Miranda, do DEM/DF. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50570&sid=11

Serpro e Dataprev terão de se reinventar para a economia digital

Convergência Digital Ana Paula Lobo e Pedro Costa … 29/04/2019 O governo tem muito por fazer na sua própria transformação digital e os próximos cinco anos serão decisivos porque mais de 30% dos servidores públicos vão se aposentar e não haverá a reposição desse efetivo por conta da crise fiscal, afirmou o secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel. Segundo ele, o governo precisa usar mais a TI como meio. “Hoje usamos a TI pontualmente durante serviço ou um processo. Temos de ter mais a TI no todo. Nossa meta de digitalizar 1000 serviços prestados presencialmente em dois anos nos obriga a pensar a TI como meio central”, observa Uebel. Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, o secretário do Governo diz ainda que é preciso criar a interoperabilidade dos bancos de dados. “Hoje temos várias bases que não conversam entre si”, pontua. Indagado sobre o status do Serpro e da Dataprev na oferta dos serviços digitais, Paulo Uebel foi taxativo: se as estatais se prepararem para a concorrência privada, muito bem, vão estar no jogo. Senão, estão fora e vão ter de se reinventar. “Não quero mais uma estatal para pensar como fábrica de software ou como mero prestador de tecnologia. Nós queremos o melhor serviço para quem é o pagador de impostos, o cidadão”. Assistam a entrevista com Paulo Uebel. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50567&sid=11

Governo confirma que vai fazer ajustes no eSocial

Convergência Digital Ana Paula Lobo e Pedro Costa … 26/04/2019 A carga tributária brasileira não é adequada, não apenas pelo seu tamanho, mas pela sua complexidade que acirra as disputas, observou secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, após a sua participação no Brasscom TecFórum, realizado nos dias 24 e 25 de abril, em Brasília. “A carga tributária é excessiva, tributa o consumo, não é inteligente e precisamos simplificar para aumentar a formalização”, sustentou Marinho, que promete ter a reforma tributária como prioridade, após a resolução da reforma da Previdência. Indagado sobre as possíveis mudanças no eSocial, Marinho confirmou que o regime vai passar por ajustes, mas elas virão para desburocratizar e simplificar o acesso. “Não é possível tratar uma padaria da mesma forma de uma Volkswagen. Elas têm tamanho diferente e não podem ser tratadas como iguais”. Assistam a entrevista com o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.   Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50566&sid=16

Subordinada ao Executivo, Autoridade de Dados não terá reconhecimento internacional

Convergência Digital Luís Osvaldo Grossmann e Pedro Costa … 25/04/2019 O formato desenhado para a autoridade nacional de proteção de dados na Medida Provisória 869/18 preocupa as empresas brasileiras de tecnologia da informação. A leitura jurídica é de que, como está, o órgão não terá a distância, e muito menos a independência necessária do Poder Executivo. E essa vinculação vai prejudicar o necessário reconhecimento internacional ao país. “A autoridade, como está, não atende. Grande parte do tratamento de dados se dá por parte do Estado. No Mundo inteiro há consenso multissetorial de que precisamos de um autoridade independente. Porque ela precisa estar longe do Estado e longe das empresas para adotar medidas técnicas com expertise para melhor regulação dos dados na sociedade”, avalia a advogada e professora da Universidade de Brasília e do Instituto de Direito Público, Laura Schertel Mendes. O tema foi um dos destaques do Brasscom TecFórum, realizado em Brasília. Como apontou o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, o formato previsto na MP põe em risco o bom equilíbrio da Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/18) entre proteção e inovação. “O que não funcionou é que o debate da autoridade esta nos colocando não no dilema de que o ótimo é inimigo do bom, mas o que é insatisfatório ameaçando o mínimo necessário. A inserção internacional precisa estar em conformidade com o marco legal europeu e o de outros Estados.” Como lembra a professora Laura Mendes, “a imparcialidade é um dos requisitos da OCDE para que um país seja considerado um nível adequado de proteção de dados. Então as características do modelo de enforcement, de modelo de uma autoridade são muito discutidas. E a imparcialidade, a isenção e sua efetividade na regulação são pontos muito importantes”.  Assistam a entrevista com a professora Laura Mendes. Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50543&sid=4