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Traída por Temer, indústria ameaça demitir

Empresários e diversas associações industriais vieram a público afirmar que o fim da política de desoneraçãovai aumentar o custo das empresas em meio à recessão e vai, inevitavelmente, provocar um grande corte de vagas em um momento que o País já enfrenta seu maior nível de desemprego da história, com mais de 12 milhões de brasileiros sem trabalho; os empresários afirmam que o impacto será maior sobre companhias com muitos empregados ou que pagam altos salários; nesses casos, a tributação de 1% a 4,5% sobre o faturamento é mais vantajosa do que pagar 20% sobre a folha; no setor têxtil, o impacto será maior sobre as indústrias de grande porte exportadoras, diz Fernando Pimentel, presidente da Abit, entidade que representa o ramo.

Muitos industriais e empresários reagiram negativamente à reoneração da folha imposta por Michel Temer.

Setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento reclamam que o fim da política vai aumentar os custos das empresas em meio à recessão e gerar cortes de vagas.

As informações são de reportagem de Joana Cunha e Fernanda Perrin na Folha de S.Paulo.

“O impacto será maior sobre companhias com muitos empregados ou que pagam altos salários. Nesses casos, a tributação de 1% a 4,5% sobre o faturamento é mais vantajosa do que pagar 20% sobre a folha.

‘O trabalhador de tecnologia da informação está entre os de melhor remuneração. O fim da desoneração vai gerar uma contração econômica violenta no setor’, diz Sérgio Gallindo, presidente executivo da Brasscom (associação das empresas de TI).

No setor têxtil, o impacto será maior sobre as indústrias de grande porte exportadoras, diz Fernando Pimentel, presidente da Abit, entidade que representa o ramo.

‘A contribuição sobre o faturamento não incide sobre a parcela exportada. Essas empresas perderão competitividade em um momento em que o câmbio está desfavorável’, diz. O setor de calçados faz avaliação semelhante.

No caso da indústria elétrica e eletrônica, a medida deve afetar fabricantes de grandes equipamentos, e não de bens de consumo como celulares, diz Humberto Barbato, presidente da Abinee, associação das empresas do setor.

Empresas cuja folha é reduzida diante do faturamento já se ‘reoneraram’ por conta própria. Dados da Receita Federal mostram que o número de optantes pela desoneração da folha diminuiu 45% entre 2015 e 2016.
Para Vanessa Canado, professora da FGV especialista em direito tributário, faltam estudos que mostrem o resultado da política de impostos. ‘A desoneração foi criada para gerar empregos. Se ela não estiver mais gerando, não faz sentido continuar.’

Blog No meu Cariri, Vanessa Canado



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