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Plataforma 100% nacional usa o smartphone e a nuvem como pilares para IOT

 

Do Brasil para o mundo. Esse é o objetivo da plataforma ContextNet, criada em parceria pelo Laboratory for Advanced Collaboration (LAC), do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) e pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na prática, o ContextNet é um middleware mobile-cloud que unificará em smartphones funções de descoberta e de conexão com objetos inteligentes móveis, capazes de mover ou serem movidos, além de servir como intermediários para o envio e armazenamento de dados destes objetos na nuvem.

Em entrevista ao portal Convergência Digital, o coordenador do LAC, professor Markus Endler revela que nos próximos dias a primeira aplicação comercial desenvolvida na ContexteNet será apresentada ao mercado. Trate-se de uma solução para a gestão de hospitais e que foi criada em pouco mais de 20 dias. “A ideia é apresentar a aplicação aos hospitais e mostrar como é possível simplificar a gestão. Esse será o primeiro. Queremos também mostrar aplicações para segurança, transporte, energia, agricultura e outras áreas”, explica.

De acordo ainda com Endler, hoje, os dispositivos da “Internet of Things” (IOT) precisam ser conectados à Internet através de gateways específicos que executam um software do fabricante com a “sua solução IoT”. “Nós queremos unificar o acesso a todos esses objetos inteligentes à internet no aparelho celular. Não será preciso mais se prender a uma marca específica para poder permitir que os seus objetos inteligentes interajam através da nuvem”, complementa o especialista.

Entusiasmado com o middleware, Endler diz que a grande aposta é que todo e qualquer dispositivo inteligente com sensores embarcados e conectividade sem fio de curto a médio alcance possa se beneficiar do ContextNet. Para o professor do CTC/PUC/Rio, não será mais o hardware, ou seja, o objeto físico, que dominará essa revolução tecnológica, mas sim a plataforma de software instalada na nuvem e nos smartphones.

Questionado sobre a participação do Brasil no boom da Internet das Coisas, Endler diz que quer ‘contaminar’ a sociedade e a indústria brasileira de software para que utilizem a ContextNet. Ele admite que faltam investidores em inovação no país. “Infelizmente não temos um Vale do Silício e precisamos gerar mais atrativos para os investidores”, observa.

O modelo de licenciamento comercial ainda não foi definido, mas para universidades e institutos de pesquisas o licenciamento é gratuito. ” Não podemos reinventar a roda. Criamos um software muito bem documentado e robusto. Ela pode ser o pilar para uma série de aplicações e é isso que queremos fomentar”, completa o professor Markus Endler.

Ana Paula Lobo, Convergência Digital



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