Traída por Temer, indústria ameaça demitir

Empresários e diversas associações industriais vieram a público afirmar que o fim da política de desoneraçãovai aumentar o custo das empresas em meio à recessão e vai, inevitavelmente, provocar um grande corte de vagas em um momento que o País já enfrenta seu maior nível de desemprego da história, com mais de 12 milhões de brasileiros sem trabalho; os empresários afirmam que o impacto será maior sobre companhias com muitos empregados ou que pagam altos salários; nesses casos, a tributação de 1% a 4,5% sobre o faturamento é mais vantajosa do que pagar 20% sobre a folha; no setor têxtil, o impacto será maior sobre as indústrias de grande porte exportadoras, diz Fernando Pimentel, presidente da Abit, entidade que representa o ramo.

Reoneração da folha afeta empresas de TI e call center, mas libera radiodifusão

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou, na noite desta quarta-feira, 29, o fim da desoneração da folha de pagamento de 50 dos 54 setores beneficiados, incluindo as empresas de TI e call center, mas deixou de fora as empresas de comunicação (atividade de rádio e TV, prestador de serviço de informação, edição e edição ligada à impressão). Além disso, anunciou o contingenciamento de R$ 42,1 bilhões, sendo R$ 21 bilhões do orçamento dos ministérios, de forma proporcional.

Brasscom diz que reoneração da folha compromete a inovação e a competitividade no País

A reoneração da folha de pagamentos das empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é um duro golpe em um dos setores mais transversais na economia, impulsionador da inovação e da produtividade, fator crítico para a recuperação da competitividade do Brasil, avalia o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sérgio Paulo Gallindo. A medida, anunciada nesta noite de quarta-feira, 29, “representa um choque de custos sobre as empresas que dificilmente será absorvido pelo mercado”, ressalta.

Brasscom: Em TI, a arrecadação cresceu com a desoneração da folha

A decisão do governo de acabar com a desoneração da folha de pagamento será um tiro no pé, pelo menos no setor de tecnologia da informação. Como alerta a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Brasscom, a medida ignorou que no caso da TI a desoneração fez crescer a arrecadação, o que agora deverá ser revertido.

Entidades reagem à reoneração da folha

Abes, Abinee, Assespro, Brasscom, Fanainfo e Sindpd afirmam que decisão de Henrique Meirelles deve gerar demissões e deveria ser impensável diante do atual quadro de desemprego no país

Indústrias de aves e suínos serão mais afetadas por reoneração, dizem bancos

O fim da desoneração sobre a folha de pagamento deve ter impacto mais forte sobre os produtores de alimentos processados e o setor de aves e suínos, em especial a BRF, a mais exposta do setor, avalia o Credit Suisse. A análise coincide com a do Citi, cujo relatório aponta o setor de aves como o mais afetado. Indústrias das áreas têxtil, vestuário, calçados e eletrônicos temem o impacto sobre os custos.

Temer vai liquidar benefício fiscal para TI e Call Center

Se havia alguma intenção de tornar TIC uma prioridade do Estado brasileiro, o rombo das contas públicas extermina, pelo menos no curto prazo, a concretização dessa iniciativa. No final desta quarta-feira, 29/03, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve anunciar medidas para cobrir o rombo das contas públicas. E entre elas, uma vai afetar de forma direta o segmento de TI e de call center: a eliminação integral da desoneração da folha de pagamento, medida criada em 2011, pelo Governo Dilma Rousseff. Se passar, a medida entraria, de fato, em vigor a partir de julho.

Desoneração da folha acabou para TI

O governo federal encerrou a política de desoneração da folha do pagamento para a grande maioria dos 54 setores beneficiados, incluindo o de TI, nesta quarta-feira, 29.

Governo não abre exceção e TI e Call Center perdem a desoneração da folha

Mesmo sendo setores que têm um alto grau de empregabilidade, Tecnologia da Informação e Call Center ficaram msmo de fora das exceções do Ministério da Fazenda e foram excluídos do benefício da desoneração da folha de pagamento. O benefício foi mantido apenas para os setores de transporte rodoviário coletivo de passageiros, de transporte ferroviário e metroviário de passageiros, de construção civil e obras de infraestrutura e de comunicação ( jornais e impressos).

Reoneração da folha é “duro golpe” na TI e abre espaço para mais demissões

Apesar do desemprego em 12%, e em ritmo de aumento, o governo federal anunciou que vai buscar maior arrecadação sobre a folha de pagamento de praticamente todos os setores econômicos, com exceção dos transportes – ao mesmo tempo em que preserva televisão, jornais e revistas. Para o setor de tecnologia da informação, intensivo em mão de obra, a decisão é vista como um “duro golpe”, fruto de pouco entendimento sobre o mercado de trabalho.

Setor privado comemora aumento da segurança jurídica

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) comemorou a regulamentação da terceirização. Para a entidade, trata-se de significativo avanço para dar segurança jurídica às empresas e não deve sofrer novas alterações. O governo vislumbra a edição de uma medida provisória para fazer ajustes, mas a CNI não vê com simpatia nem essa MP nem o texto sobre o assunto que tramita no Senado.

Fluig marca presença na Brasscom

Como toda jornada, nada é tão simples quanto parece. Pensando nisso, a Brasscom realizou o 2ºSeminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios, levando tendências tecnológicas e estratégias digitais para o setor público

Brasscom avalia como positiva a aprovação do marco legal da terceirização

A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) vê como um avanço a aprovação do Projeto de Lei nº 4.302/98, que estabelece regras para a terceirização da prestação de serviços no Brasil e muda a legislação de trabalho temporário. A entidade reputa a medida como imprescindível para dar maior segurança jurídica aos negócios no Brasil, induzir eficiência econômica e, com isso, estimular a geração de empregos.

Reforma trabalhista: relator promete parecer para o dia 13 de abril

O relator da reforma trabalhista (PL 6787/16), deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), fixou o dia 13 de abril como nova data para apresentar seu parecer à proposta. O projeto do governo recebeu 848 emendas. Inicialmente, Marinho previa o relatório para o início de maio, mas mudou a data, diante da prioridade estabelecida pelo governo para a reforma trabalhista.